quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Orações subordinadas substântivas

Um período pode ser composto por coordenação ou por subordinação. Quando é composto por coordenação, as orações possuem uma independência estrutural, podendo vir separadamente sem prejuízo. Já no período composto por subordinação, as orações são dependentes entre si por meio de suas estruturas.
Há três tipos de orações subordinadas: As substantivas, as adjetivas e as adverbiais. Trataremos aqui especificamente sobre o primeiro tipo:
Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.
Exemplo 1:
- A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete =
objeto direto;
Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.
Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).
Sendo assim, notamos que:
- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta
E ainda em:
- Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;
Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:
1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva
- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva
- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva
- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva
2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta
- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta
4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta
- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta
5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal
- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.
6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva

Orações coordenadas sindéticas e assindéticas

Orações coordenadas sindéticas e assindéticas

O Período Composto se caracteriza por possuir mais de uma oração em sua composição.
Sendo Assim:
- Eu irei à praia. (Período Simples)
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto).
Cada verbo ou locução verbal sublinhada acima corresponde a uma oração. Isso implica que o primeiro exemplo é um período simples, pois tem apenas uma oração, os dois outros exemplos são períodos compostos, pois têm mais de uma oração.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer entre as orações de um período composto: uma relação de coordenação ou uma relação de subordinação.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de informações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
Podemos dizer:
1. Estou comprando um protetor solar.
2. Irei à praia.
Separando as duas, vemos que elas são independentes.
É desse tipo de período que iremos falar agora: o Período Composto por Coordenação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, temos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.
Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação:
As orações coordenadas sindéticas são classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
Vejamos exemplos de cada uma delas:
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: e, nem, não só… mas também, não só… como, assim… como.
- Não só cantei como também dancei.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: ou… ou; ora…ora; quer…quer; seja…seja.
- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias
carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: logo, portanto, por fim, por conseguinte, conseqüentemente.
- Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois.
- Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.




Uso da Crase

Crase - Regras gerais: Troca substantivo feminino por masculino se der combinação AO, uso crase no feminino.
              Ex. Vou à cidade.   (Vou AO Centro)
                     Ficamos juntos à porta. (Ficamos juntos ao portão.)

Nomes de Localidades:   Troco Vocábulo  ( D+a  crase no à)   (D+e  crase para que?)

               Ex. Vou a Lisboa.    Venho de Lisboa.      Vou à Bahia.  Venho da Bahia.

Obs : com qualificativo  , imediatamente emprego a crase . Vou à Bragança Paulista , Terra da linguiça.

Crase obrigatória

a-      com a elipse da palavra moda . Ex. Barbas à Eneas.

b-      Locuções adverbiais , prepositivas e conjuntivas. Ex.   às pressas, à medida que, à custa de, às vezes,  ....

Crase – O acento da crase é proibido:
a-      Antes de nomes masculinos
b-       Ex. Quadro pintado a oléo.
              Andei a cavalo.

c-      Antes de substantivos femininos empregados em sentido geral:
d-     Ex. Ele se dirigiu a diversas pessoas.
             Fomos a reuniões e festas.

e-      Antes de certos nomes célebres que não admitem artigo .
f-       Ex. Peço a Nossa Senhora.
      Fez uma promessa a Santo Antônio.

g-      Em locuções formadas por palavras  repetidas. Ex. gota a gota, face a face, lado a lado, cara a cara...

h-      Antes de pronomes pessoais e de tratamento :  
Ex. Entregou o bilhete a mim.
       Ele esqueceu a mãe, a filha e a si.         

        Dirijo-me a Vossa Excelência.
        Refiro-me a Vossa majestade.

OBS: Porém, usamos com senhora , senhorita e dona

i-        Antes de verbos  (geralmente no infinitivo)   Ex.  Ele chegou a pedir as informações.     Ela começou a entrar .

j-        Antes dos pronomes: todas, algumas, que, quem, esta, cuja. 
Ex. A lista foi entregue a todas as meninas.
       Forneci papéis a algumas meninas.
       Esta é a vida a que aspiramos.
       Ela era a aluna a quem todos estimavam.
       Dei um livro a esta menina.
        O diretor , a cuja aula se referiu, foi de L. Portuguesa.

Crase – casos de uso duplo

a- distância    -   quando determinada usamos crase  
    O alvo estava à distância de 30 metros.

     Quando indeterminada,  não usamos -  A polícia manteve o corpo a distância.

b- casa  -  Sem qualificativo, não usamos a crase  
Ex.      Voltei cedo a casa.

                Com qualificativo, usamos a crase.     
 Ex.     Ele foi à Casa Verde.
                  O bom filho volta à casa paterna.

        c- terra  -   não haverá crase quando indicar oposição a mar.   
Ex. O navio regressou a terra.   
        Os marinheiros chegaram a terra.
         
Obs. Haverá crase nos outros casos.     
 Ex.  Ele voltou à terra natal.   
         O corpo desceu à terra.

       d- Antes de pronomes possessivos femininos é optativo o uso da crase.
            Ex. Ele referiu-se a minha obra.
                   Ele referiu-se à minha obra.

       e-  Antes de nomes de pessoas, é optativo o uso da crase levando-se em conta a intimidade com a pessoa referida.  
 Ex.   Dei um livro a  Jéssica.   
          Dei um livro à Jessica.

        f- Com as expressões até ou até a , é optativo o uso da crase.  

Ex. Vou até a chacara.  Ou  Vou até à chacara.

g - Numerais cardinais – se indeterminado, não haverá crase.
                                    Ele chegou a uma hora morta.       
                                    Ele assistiu a duas sessões.

Se o numeral estiver determinado, haverá crase.
 Ele chegou às duas horas da manhã.    
Ele assistiu às duas sessões de ontem.

h - Antes dos nomes: África, Ásia, Espanha, Europa, França, Holanda, Inglaterra  é optativo o uso da crase. 
     
Vou a Inglaterra.     Ou  Vou à Inglaterra.

i-   Hora   Usamos com das 8h00 às 9h00
                 Não usamos com  de 8h00 as 9h00

Crase para evitar ambiguidade - (Duplo sentido)

  Matar à fome                Receber à bala         Pintar à mão             Cheirar à gasolina   
  • Uso da crase com os pronomes demonstrativos: Àquele / Àquela / Àquilo.
Usa-se a crase quando troca:

Aquele = este.
Aquela = esta.
Aquilo = isto.


Ex:
Não irei àquele lugar.
Não irei a este lugar.

Não irei àquela loja.
Não irei a esta loja.

Não ligo àquilo que falam.
Não ligo a isto que falam.
  • À que / À qual.
Para saber se usa crase (À que) basta introduzir (aquela) entre o a e o que.

Ex:
Esta roupa é igual à que comprei.
Esta roupa é igual a aquela que comprei.

Ou então coloque no masculino, aparecendo ao usa-se o acento.

Ex:
Esta roupa é igual a que comprei.
Este lápis é igual ao que comprei.

Para saber se usa crase em (À qual) basta trocar o antecedente feminino por um masculino, aparecendo (ao Qual) usa-se o acento.

Ex:
A tarefa à qual me refiro é fácil.
O exercício ao qual me refiro é fácil.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Artigo - A fragmentação do ensino

VIVIANE MOSÉ
Assisti uma paletra desta sumidade no Encontro Técnico de Educadores do SESI e a partir de então, tornei-me sua fã. Por isso resolvi divulgar esse artigo em meu blog também.

Psicóloga e psicanalista, especialista em elaboração de políticas públicas pela Universidade Federal do Espírito Santo. Mestra e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Escreve e apresenta o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde traz temas de filosofia para uma linguagem cotidiana.
A modernidade nos deixou como herança um enorme desenvolvimento tecnológico, possivelmente em função do investimento tecnicista dirigido aos alunos que apresentavam alto desempenho, mas nos deixou também um absurdo caos social, que deve resultar, entre outras coisas, do descaso com relação aos distraídos, desobedientes, impulsivos, mal vestidos.
O sonho do mundo moderno terminou por desabar sobre nossas cabeças, em forma de violência, aquecimento global, fome. A sociedade moderna, com seus projetos de futuro, acabou não beneficiando de fato ninguém, e desmorona em consequência de sua própria exaustão: diante da violência em grande escala e da iminência de desastres ecológicos, todos somos iguais.
Mas o simples fracasso deste modelo moderno de sociedade, que nos prometeu um futuro ordenado pela ciência, não significa que resultará uma sociedade menos desigual e mais justa. Mas, como a tecnologia produziu rachaduras irreversíveis no modo como a sociedade se organizava, uma brecha sem dúvida se abriu, um ponto de vazão, capaz de fazer ruir relações e conceitos opressivos, permitindo uma nova configuração de forças, e gerando novos acordos. Mas, para isso, precisamos ter coragem de rever valores e modelos, e o mais difícil talvez seja encarar o quanto obsoletos estão nossos saberes. Precisamos rever o modo como estruturamos nosso conhecimento, nosso pensamento, nossa educação.

É lugar comum, em nossos dias, apontar a educação como a saída para os impasses que vivemos. Mas será que a educação pode mesmo dar conta desta enorme expectativa? Segundo o cientista da educação Rui Canário, da Universidade de Lisboa, a imaturidade política e social que nos caracteriza é proporcional ao grau de escolarização de nossa sociedade. Quanto mais uma sociedade se escolariza, quanto mais coloca suas crianças na escola, mais esta sociedade produz imaturos políticos e sociais, e os responsáveis por isso são, entre outras coisas, a excessiva fragmentação dos saberes e o isolamento da escola.  
Influenciada, por um lado, pela industrialização que chegava, e, por outro, pelo regime militar que passou a vigorar no Brasil, nossa escola foi se estruturando como uma linha de montagem, um modo de produção que fragmentou o trabalho humano, tendo em vista o aumento da produtividade. A hiper-especialidade, o ensino voltado ao “científico”, movido pela euforia tecnicista, as inúmeras aulas de 50 minutos, sem conexão entre si, sem contexto ─ nos levaram a uma sociedade que desaprendeu o valor do todo, do global, do complexo.
E nos tornamos especialistas cada vez mais fragmentados, desvinculados das grandes questões humanas, sociais, planetárias. E vamos vivendo acoplados a uma parcela tão pequena da realidade que chegamos a esquecer quem somos, o que buscamos. Se, por um lado, a fragmentação do ensino respondia à necessidade de produzir uma educação “em massa”, por outro, atendia à fundamentação ideológica do novo regime, avesso à reflexão e à crítica, como mostram as denominações que ainda hoje usamos: grade curricular, disciplina, prova.
Com tudo isso, fomos formando pessoas cada vez mais segmentadas, incapazes de responder às grandes questões, e que hoje vivem em um mundo que as obriga a dar conta de temas cada vez mais complexos, como o destino do planeta, a internet, a globalização.
“Há uma inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre os saberes separados, fragmentados, compartimentados entre disciplinas, e, por outro, realidades ou problemas cada vez mais transversais, multidimensionais, transnacionais, globais, planetários.”
Edgard Morin
Assistimos ao nascimento de um novo modelo de mundo, sem grandes valores fixos e eixos centrais, mas fundado em diversas conexões, formando uma imensa rede sem centro, composta de uma infinidade de jogos e saberes, que se aglutinam e se afastam, que se estendem. Na era tecnológica, a verdade, a certeza, a estabilidade, o princípio, a causa, tão caras à ciência, se tornaram sinônimo de nada, perderam o valor, mas, se estes grandes valores, que tanto já nos oprimiram, desabaram, talvez a urgência seja exatamente de um novo olhar, um novo posicionamento com relação ao mundo, nascido de uma nova correlação de forças, de novas avaliações e novos valores. E isto exige pessoas inteiras, capazes de olhar o mundo, as situações, como um todo, ao mesmo tempo em que são capazes de neles se localizar de forma singular, própria.
É muito difícil falar sobre este universo que nasce, tentar imaginar qual será a estrutura gramatical capaz de dar conta destes infinitos discursos. Mas precisamos admitir que os meios não são mais os mesmos, hoje vivemos em rede. A palavra mais pronunciada é, provavelmente, conexão, ou link. Mas nós, professores, alunos, pais, continuamos apertando botões na linha de montagem de uma fábrica em extinção. Torna-se, portanto, urgente reconstruir o modo como estruturamos nossos saberes; a escola, começando pela universidade, precisa rever seus modelos. E, para isto, é imprescindível enfrentar o problema da fragmentação dos saberes, de uma escola desvinculada do contexto social, ambiental, cultural, político.
A escola deve ser um corpo vivo. E deve envolver também os espaços públicos e as festividades, deve ir aos concertos, as exposições de arte, aos museus e bibliotecas, aos centros de pesquisa, as reservas ambientais, enfim, a escola deve ir à cidade. E a cidade deve se preparar para recebê-las, construindo espaços de convivência e de relação, e assumindo seu papel no processo educativo, ao invés de lavar as mãos, enquanto isola jovens e crianças em escolas, que mais se parecem a presídios de alunos. E espera cidadania quando oferece exclusão.
Torna-se urgente retomarmos a difícil complexidade que é viver, pensar, criar, conhecer; todas as coisas se relacionam, não há nada realmente isolado, cada gesto produz desdobramentos incalculáveis; um saber, uma escola, uma pessoa não existe sem um contexto: talvez este seja o aprendizado social, a maturidade política que precisamos, para impedir que as coisas, de uma vez por todas, implodam.
Viviane Mosé
Filósofa

Fonte: www.vivianemose.com.br/filosofia/artigos3.htm

GRêmio Estudantil

Modelo de Estatuto

Estatuto do GRÊMIO ESTUDANTIL ________________________________

Capítulo I
Da denominação, Sede, fins e duração

Art.1º - O Grêmio estudantil_____________________da Escola__________________ funcionará no referido estabelecimento de ensino com duração ilimitada.
Parágrafo único - As atividades do Grêmio reger-se-ão pelo presente estatuto, aprovado na Assembléia Geral convocada para esse devido fim.

Art.2º - O Grêmio tem por objetivos:
1º - Congregar o corpo discente da referida escola;
2º - Defender os interesses individuais e coletivos dos alunos;
3º - Incentivar a cultura literária, artística e desportiva de lazer, bem como bailes, e excursões de seus membros;
4º - Promover a cooperação entre administradores, professores, funcionários e alunos, no trabalho escolar, buscando o seu aprimoramento;
5º - realizar intercâmbio, parceria e colaboração de caráter cultural, educacional, político, desportivo e social com entidades congêneres;
6º - Pugnar pela adequação do ensino às reais necessidades da juventude e do povo, bem como pelo ensino público e gratuito;
7º - Pugnar pela democracia, pela independência e respeito às liberdades fundamentais do homem, sem distinção de raça, cor, sexo, nacionalidade, convicção política ou religiosa;
8º - lutar pela democracia permanente dentro e fora da escola, através do direito de participação nos fóruns deliberativos adequados;


Capítulo II
Do Patrimônio, sua Constituição e Utilização

Art.3º - O patrimônio do Grêmio será constituído por:
1º - Contribuição de seus membros;
2º - Contribuição de terceiros;
3º - Subvenções, juros, correções ou dividendos resultantes das contribuições;
4º - Rendimentos de seus bens móveis ou imóveis que possua ou venha a possuir;
5º - Rendimentos auferidos em promoções da entidade.

Art. 4º - A Diretoria será responsável pelos bens patrimoniais do Grêmio e responderá por eles perante suas instâncias deliberativas;

#1º - O Grêmio não se responsabilizará por obrigações contraídas por estudantes ou grupos sem ter havido prévia autorização da Diretoria.

Capítulo III
Da Organização do Grêmio Estudantil

Art. 5º - São instâncias deliberativas do Grêmio;
a) A Assembléia Geral dos estudantes;
b) O Conselho de Representantes de Classe;
c) A Diretoria do Grêmio.

Seção 1 - Das Assembléias Gerais

Art. 6º - A Assembléia Geral é o órgão máximo de deliberação da Entidade, nos termos deste Estatuto e compõe-se de todos os sócios do Grêmio e, excepcionalmente, por convidados do Grêmio, que abster-se-ão do direito ao voto.

Art. 7º - A Assembléia Geral reunir-se-á ordinariamente:
I - Para a posse da nova Diretoria eleita;
II - No dia 11 de agosto de cada ano, nas comemorações do "Dia do Estudante";
Parágrafo Único - A convocação para as reuniões serão feitas pelo Grêmio, através de edital, divulgado com antecedência de 48 horas.

Art. 8º - A Assembléia Geral reunir-se-á extraordinariamente, quando convocada por metade mais um do Conselho de representantes ou da Diretoria do Grêmio. Em qualquer caso, a convocação será feita com o mínimo de vinte e quatro horas de antecedência, discriminando e fundamentando todos os assuntos a serem tratados, em caso não previsto neste Estatuto.

Art. 9º - A Assembléia Geral deliberará por maioria simples de voto, sendo obrigatório o quorum mínimo de 5% dos alunos da escola para sua instalação, ou em Segunda convocação, 30 (trinta) minutos depois, com qualquer número.

#1º - A realização das Assembléias Gerais Ordinárias e extraordinárias deverão ser comunicadas ao Conselho de Escola, sem prejuízo das aulas e com discriminação completa e fundamentada dos assuntos a serem tratados.

#2º - Quando da realização de qualquer evento ou reunião na sede, a Diretoria do Grêmio e seus associados serão responsáveis pela manutenção da limpeza, da ordem e por quaisquer danos materiais que venham a ocorrer no prédio da escola.

Art. 10º - Compete à Assembléia Geral:
a) Aprovar e reformular o Estatuto do Grêmio;
b) Eleger a Diretoria do Grêmio;
c) Discutir e votar as teses, recomendações, moções, adendos e propostas apresentadas por qualquer um de seus membros.

Seção 2 - Do Conselho de Representantes de Classe

Art. 11º - O Conselho de Representantes de Classe é a instância intermediária e deliberativa do Grêmio, é órgão de representação exclusiva dos estudantes e será constituído somente pelos representantes de turma, eleitos anualmente pêlos alunos de cada turma.

Art. 12º - O Conselho de representantes de Classe reunir-se-á ordinariamente, uma vez pôr mês e, extraordinariamente, quando convocado pelo Grêmio.

Parágrafo único - O Conselho de Representantes de Classe funcionará com a presença da maioria absoluta de seus membros, deliberando pôr maioria simples de votos.

Art. 13º - O Conselho de Representantes será eleito anualmente, no início do período letivo, em data fixada pelo Grêmio.

Art. 14º - Compete ao Conselho de Representantes de Classe:
a) Discutir e votar as propostas da Assembléia Geral e da Diretoria do Grêmio;
b) Zelar pelo cumprimento do Estatuto do Grêmio e deliberar sobre casos omissos;
c) Assessorar a Diretoria do Grêmio na execução de seu programa administrativo;
d) Apreciar as atividades da Diretoria do Grêmio, podendo convocar, para esclarecimentos, qualquer de seus membros;
e) Deliberar, nos limites legais, sobre assuntos de interesse do corpo discente e de cada turma representada;
f) Eleger a Comissão Eleitoral que organizará as eleições.

Seção 3 - Da Diretoria

Art. 15º - A Diretoria do Grêmio será constituída pelos seguintes membros:
a) Presidente;
b) Vice-presidente;
c) Primeiro Secretário;
d) Segundo Secretário;
e) Primeiro Tesoureiro;
f) Segundo Tesoureiro;
g) Diretor social;
h) Diretor de Imprensa;
i) Diretor de esportes;
j) Diretor de Cultura:
l) Diretor de Ecologia;
m) Departamento Feminino;
n) Primeiro Suplente;
o) Segundo Suplente;

Parágrafo único - É vedado o acúmulo de cargos de direção.

Art. 16º - Cabe à Diretoria do Grêmio:
1º - Colocar em execução o plano aprovado, mencionado no inciso anterior;
2º - Dar à Assembléia Geral conhecimento sobre:
a) Normas estatutárias que regem o Grêmio;
b) As atividades desenvolvidas pela Diretoria;
c) A programação e a aplicação dos recursos do fundo financeiro;

3º- Tomar medidas de emergência, não previstas no Estatuto, submetendo-as a "Referendum" do Conselho de Representantes de Classe;

4º - Reunir-se, ordinariamente, pelo menos uma vez por mês e, extraordinariamente, a critério de seu presidente ou por solicitação de dois terços de seus membros.

Art. 17º - Compete ao Presidente:
a) Representar o Grêmio na escola e fora dela:
b) Convocar e presidir às reuniões ordinárias e extraordinárias da Diretoria;
c) Praticar "ad referendum" da Diretoria, os atos que por motivo de força maior se fizerem necessários, dando deles conhecimento na reunião subsequente;
d) Assinar juntamente com o tesoureiro, os documentos referentes ao movimento financeiro;
e) Assinar juntamente com o secretário a correspondência oficial do Grêmio;
f) Representar o Grêmio Estudantil junto ao Conselho da Escola e à Associação de pais e Mestres (APM);
g) Cumprir e fazer cumprir as normas do presente Estatuto;
h) Desempenhar as demais funções inerentes ao cargo. Art. 18º - Compete ao vice-presidente;
a) Auxiliar o presidente no exercício de suas funções;
b) Substituir o presidente nos casos de ausência eventual ou impedimento temporário e nos casos de vacância do cargo;
e) Desempenhar as demais funções inerentes ao cargo e fazer cumprir as normas do presente estatuto.

Art. 18º - Compete ao Primeiro Secretário:
a) Publicar avisos e convocações de reuniões, divulgar editais e expedir convites;
b) Lavrar as atas das reuniões da Diretoria;
c) Redigir e assinar, juntamente com o presidente, a correspondência oficial do Grêmio;
f) Manter em dia os arquivos da Entidade.

Art. 19º - Compete ao segundo secretário:
a) Auxiliar o primeiro secretário no cumprimento de suas atribuições;
b) Substituir o primeiro secretário em seus impedimentos eventuais e em caso de vacância do cargo.

Art. 20º - Compete ao Primeiro Tesoureiro:
a) Ter sob seu controle direto todos os bens do Grêmio;
b) Manter em dia toda a escrituração do movimento financeiro do Grêmio;
c) Assinar, juntamente com o presidente, os documentos e balancetes, bem como os relativos à movimentação bancária;

Art. 21º - Compete ao Segundo Tesoureiro:
a) Auxiliar o primeiro tesoureiro em suas atribuições;
b) Assumir a tesouraria nos impedimentos do primeiro tesoureiro e nos casos de vacância do cargo.

Art. 22º - Compete ao Diretor Social:
a) Escolher os colaboradores de sua Diretoria;
b) Organizar festas promovidas pelo Grêmio;
c) Zelar pelo bom relacionamento do Grêmio com os estudantes, com a escola e a comunidade;
d) Editar o órgão oficial do Grêmio;
e) Escolher os colaboradores de sua Diretoria.


Art. 23º - Compete ao Diretor de Imprensa:
a) Responder pela comunicação da diretoria com os sócios e do Grêmio com comunidade;
b) Manter os membros do Grêmio informados acerca dos fatos de interesse da classe;
c) Editar o boletim informativo oficial do Grêmio.


Art. 24º - Compete ao Diretor de Esportes:
a) Coordenar e orientar as atividades esportivas do corpo discente;
b) Incentivar a prática dos esportes, organizando campeonatos internos;
c) Escolher os colaboradores de sua Diretoria.

Art. 25º - Compete ao diretor de Cultura:
a) Promover a realização de conferências; exposições, concursos, recitais, shows e outras atividades de natureza cultural;
b) Manter relações com entidades culturais;
c) Escolher os seus colaboradores.

Art. 26º - Compete aos Primeiros e Segundos Suplentes os cargos vagos, na ordem em que ocorrer a vacância.

Capítulo IV - Dos Associados

Art. 27º - São sócios do Grêmio todos os alunos matriculados e freqüentes na unidade escolar bem como ex-alunos que queiram atuar no Grêmio.

# 1 - No caso de expulsão ou transferência, o aluno estará automaticamente excluído do quadro de gremista;

# 2 - As sanções disciplinares aplicadas pela Escola ao aluno não se estenderão às suas atividades como gremistas, fora do recinto escolar.

Art. 28º - São direitos do Associado:
a) participar de todas as atividades do Grêmio;
b) Votar e ser votado, observadas as disposições deste Estatuto;
c) Encaminhar observações, sugestões e moções à Diretoria do Grêmio;
d) Propor mudanças e alterações parciais ou completas do presente Estatuto em Assembléia Geral.

Art. 29º - São deveres do Associado:
a) Conhecer e cumprir as normas deste Estatuto;
b) Informar à Diretoria do Grêmio qualquer violação da dignidade da classe estudantil, cometida na área da escola ou fora dela;
c) Manter luta incessante pelo fortalecimento do Grêmio.

Capítulo V - Do Regime Disciplinar

Art. 30º - Constituem infrações disciplinares:
a) Usar o Grêmio para fins diferentes de seus objetivos, visando o privilégio pessoal ou do grupo;
c) Deixar de cumprir as disposições deste Estatuto;
d) Prestar informações referentes ao Grêmio, que coloquem em risco a integridade dos seus membros;
e) Praticar atos que venham ridicularizar a entidade, seus sócios ou seus símbolos;
f) Atentar contra a guarda e o emprego de bens do Grêmio.

Art. 31º - A Diretoria é competente para apurar as presentes infrações.
Parágrafo único - Em qualquer das hipóteses deste artigo, será facultado ao infrator o direito de defesa perante a Diretoria ou a Assembléia Geral.

Art. 32º - Apuradas, as infrações serão discutidas na Assembléia Geral e aplicadas as penas de suspensão ou expulsão do quadro de sócios do Grêmio, conforme a gravidade da falta.
Parágrafo Único - O infrator, caso seja membro da Diretoria, perderá seu mandato, devendo responder pelas perdas e danos, perante as instâncias deliberativas do Grêmio.

Capítulo VI - Das Eleições

Art. 33º - São condições para ocupar cargos eletivos:
a) Estar regularmente matriculado na unidade escolar e freqüentando as aulas.

Art. 34º - A apuração dos votos ocorrerá no dia imediato à realização das eleições.

Parágrafo único - A mesa apuradora será presidida por dois representantes de cada chapa concorrente.

Art. 35º - Será considerada vencedora a chapa que conseguir maior número de votos.
# 1 - Em caso de empate, haverá nova eleição no prazo de 10 ( dez ) dias letivos, concorrendo ao novo pleito todas as chapas anteriormente inscritas.

# 2 - Em caso de fraude comprovada, a mesa apuradora dará por anulado o referido pleito, marcando-se novas eleições no prazo de 10 (dez) dias letivos, concorrendo ao novo pleito todas as chapas anteriormente inscritas.

Art. 36º - A posse da Diretoria eleita será determinada pela mesma.
Art. 37º - A duração do mandato da Diretoria eleita será de um ano, a partir do dia da posse da mesma.

Capítulo VII - Disposições Gerais e Transitórias

Art. 38º - O presente estatuto só poderá ser modificado durante assembléia geral convocada especificamente para este fim.
§ Único – A convocação desta assembléia somente poderá ser feita por convocação de dois terços dos alunos da escola, ou por dois terços da diretoria do grêmio.
 
Art. 39º - A dissolução do grêmio somente ocorrerá quando for extinta a escola, revertendo-se seus bens às entidades congêneres.

Art. 40º - Nenhum sócio poderá se intitular representante do Grêmio sem a autorização, por escrito, da Diretoria.

Art. 41º - Excepcionalmente, em caso do presidente e o tesoureiro terem menos de 18 anos de idade, a abertura e a movimentação da conta bancária do Grêmio ficará sob a responsabilidade de um outro diretor ou pai de aluno membro do conselho da escola.

Art. 42º - Para que se cumpram as disposições contidas neste Estatuto, após a eleição da primeira Diretoria do Grêmio Estudantil, essa deverá encaminhar ao conselho de Escola a ata das eleições e a cópia do Estatuto, aprovado pela Assembléia Geral.

Art.43º - Revogadas as disposições em contrário, este estatuto entrará em vigor após sua aprovação em Assembléia Geral do corpo discente da unidade escolar.


Cidade, 20 de maio de 2005.

(assinatura da comissão pró-grêmio)

FONTE : www.uje.com.br/gremio/index.htm

Robótica Educacional

Artigo
A prática da robótica educacional somatizada aos conteúdos curriculares
A partir da montagem de diversos projetos motivadores vivenciados na robótica, os educandos desenvolvem a criatividade e raciocínio lógico, pois é levado a pensar na essência do problema, assimilando-o para, posteriormente, acomodá-lo em sua perspectiva de conhecimento. “Todo o processo de construção de um experimento robótico leva à equilibração abordada por Piaget”. Além de prover ao aluno a capacidade de trabalhar em grupo, unificado ao espírito de equipe, características fundamentais à evolução do educando no ambiente escolar. Tal prática leva o professor à percepção de talentos, nunca antes observados. Nesta, aluno torna se coautor de sua aprendizagem, já que o professor também deixa de ser o único e exclusivo provedor de informações para tornar-se junto ao ASI, o parceiro no processo de aprendizagem.
A robótica educacional também inseri os estudantes no universo da tecnologia contemporânea, possibilitando ao professor a abordagem prática de temas mais complexos e abstratos da grade curricular, tornando perceptíveis os conteúdos aprendidos na escola com a movimentação do mundo que nos abraça, resultando em um aprendizado eficiente, significativo, capaz de explorar aspectos de pesquisa, construção e automação.
Robótica Educacional e o Ensino da Língua Portuguesa
Pensando em tanta praticidade e conhecimento, a língua portuguesa não fica de fora, uma vez que todo esse processo contempla habilidades de leitura e interpretação. Estabelecendo implicações do suporte, do gênero e/ou enunciador na compreensão do texto. Requerendo dos alunos duas competências básicas: a interpretação de textos que conjugam duas linguagens – a verbal e a não verbal – e o reconhecimento da finalidade do texto por meio da identificação dos diferentes gêneros textuais.
Para o desenvolvimento dessas competências, os textos escritos na Revista Lego Zoom, sejam científicos, instrucionais, ou não verbais, como imagens, são importantes, na medida em que propiciam ao leitor relacionar informações e se engajar em diferentes atividades de construção de significados. Permitindo avaliar se o educando reconheceu a utilização de elementos gráficos (não verbais), como apoio na construção do sentido e de interpretar textos que utilizam linguagem verbal e não verbal.

Outras em questão voltam o olhar do professor ao identificar a finalidade/ intencionalidade dos textos e projetos de construção, bem como a correlação existente entre todos os processos, a fim de que o aprendiz parta também para a reconstrução, releitura e retextualização de textos de diferentes gêneros. Permitindo se avaliar o reconhecimento, por parte do aluno, do gênero ao qual se refere o texto-base, bem como a sua intencionalidade ao longo do percurso entre leitura, interpretação, entendimento, prática concretizada que é proposta pela robótica, execução, funcionalidade, inferência, problematização, conclusão e tomada de decisão, quando se chega à construção de um novo gênero (oral ou escrito) para relatar e/ou registrar o conhecimento adquirido e a relação existencial entre os conteúdos desta multidisciplinariedade estabelecida.

Na análise da fala, cuja competência é a adequação da mesma em diversas situações
de interlocução, ampliando o intercâmbio cultural, a robótica propicia a abordagem dos gêneros orais: diálogo, debate, relatos. Notórios nos momentos de reflexão, levantamento e refutação de hipóteses e teses no decorrer do processo.

Em momentos posteriores, há a possibilidade de abordagem de novos gêneros orais, através de diversos procedimentos metodológicos, que o professor terá a capacidade de criar. Entre eles: a entrevista e o relato televisivo. Neste o aprendiz é entrevistado e apresenta seu projeto, ou é convidado a relatar o processo e descobertas conquistadas.

Outra possibilidade é a dramatização. O aprendiz dramatiza o conhecimento adquirido. Nesta estratégia, a criatividade vai a mil, além do gênero oral, é preciso repensar e criar um novo gênero escrito para atender tal proposta.
O mesmo acontece com o gênero seminário. Neste as tomadas de decisões para atender as fases deste gênero, levam os educandos a soma de diversas estratégias, bem com estudo detalhado do gênero, somatizado a busca de novas pesquisas que explicitem e comprovem o resultado de um longo trabalho. Permitindo a relação entre conteúdo, prática e conhecimento comprovado e sustentado.

 Convém ainda lembrar que o educando passa a aprender com seus próprios erros e acertos, sempre que  autoavalia a si, o grupo  e ou ao gênero.
O erro torna-se construtivo para o aprendiz em questão.

Para finalizar é possível correlacionar os aspectos linguísticos da língua a uma atividade lúdica e desafiadora, que une aprendizado e prazer.

Por Marisa Aparecida de Souza Oliveira