quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Conhecendo os poetas para despertar o poeta que existe em mim

CONHECENDO OS POETAS PARA DESPERTAR O POETA QUE EXISTE EM MIM Autora: Marisa Aparecida de Souza Oliveira Centro Educacional SESI - Bragança Paulista 8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa Resumo da Sequência Didática CONHECENDO OS POETAS PARA DESPERTAR O POETA QUE EXISTE EM MIM A sequência resultou do diagnóstico inicial com os educandos de que Língua Portuguesa é “muito chata” e boa parte não gostava de ler. Dado o exposto, o trilhar traça um caminho que visa conquistar os educandos, provocando sensações de prazeres trazidos pela leitura e estudos da língua permitindo reverter opiniões em curso, não se afastando da construção do conhecimento significativo de diversas competências e habilidades. Para tal descobrir autores, poetas e relacioná-los ao nosso mundo, bem como valorizar-se a si mesmo foram fatores essenciais ao alcance de habilidades leitora e conhecedora da língua, resultando em oportunidades de recriação e prazer, gerados por cada interação de grupos, nas descobertas de cada poeta, com ações que permitiram pesquisar, repensar, opinar, refutar e recriar situações. Contextos promissores do emocionar, revelar a vida de autores, descobertas novas, estudar as figuras de linguagem e enriquecer textos, dinamizando as aulas de Língua Portuguesa, permitindo conhecer seu contexto, provocando risos vivenciando personagens, costurando e descosturando textos, descobrindo que todo mundo tem um pouco de poeta, em muitos ainda adormecido. Introdução A vinda para a escola nova e a junção de duas escolas despertou muita ansiedade em todos, conhecer os novos professores, alunos, exigiram momentos de reconhecimento do grupo em todos os sentidos, ao direcionar de um trabalho eficiente, produtivo e interpessoal. Pensando no pedagógico, o diagnóstico inicial, termostato necessário, tornou-se ainda mais essencial ao traçar dos caminhos a serem percorridos em prol da eficiência de um trabalho norteador que obtivesse conquistas. Assim, o diagnóstico inicial, deu asas para o desenvolvimento desta sequência didática, que visou despertar o gosto pela leitura, a descoberta dos prazeres gerados por ela, bem como reverter a ideia de que Língua Portuguesa é “muito chata”. Resultados apurados inicialmente, também em continuar com a sondagem dos conhecimentos prévios . Diante da percepção, em meio a tantos elementos desmotivantes, tinha em mãos, um apoio essencial: gostavam de produzir textos e tal gosto, tornou-se o ponto de partida nas tentativas de sedução em prol do que estávamos “em negativo”. Assim, os conteúdos tinham a missão de seduzir, ser relevante, ter significado, quebrar paradigmas e mostrar quão gostoso são seus prazeres. Partindo destas considerações, relato minhas experiências na tentativa de reverter o final desta história. Justificativa e relevância Dado o diagnóstico inicial, estava diante de um novo desafio: Seduzi-los! A fim de reverter tais gostos. Mas não poderia somente cobrar leituras, levá-los à biblioteca, tornar a língua estagnada, era preciso agir, tornar o educando descobridor. Em meio às inúmeras tentativas e peripécias teria de despertar o prazer pela leitura, mas sem imposições em evidência. Era o momento oportuno para que os educandos conhecessem as essências envoltas à leitura, para sentirem seu aroma, gostos diversos e possibilidades de viagens patrocinadas pela imaginação, a muitos mundos (passado, presente, futuro). Objetivos - Reverter ideias já enraizados; - Conhecer a história da Língua Portuguesa e sua formação. - Otimizar as habilidades de produzir, relacionar, opinar, refutar, oportunizando evidências para que aconteçam naturalmente; - Permitir que os educandos conheçam poetas e autores estabelecendo relações com emoções do próprio educando. Expectativas de Aprendizagem Identificar, compreender e explicar os recursos expressivos intencionalmente registrados pelo autor (adjetivos, advérbios, conjunções, citações, comentários, pontuação, etc.), sabendo utilizá-los em produções textuais. Identificar e distinguir os recursos que organizam e estruturam diferentes gêneros de textos, tanto na oralidade quanto na escrita, analisando a organização textual, o contexto de produção e aspectos linguístico-discursivos dos mesmos: anúncio publicitário, canção, carta de solicitação, carta do leitor, cartum, charge, coluna, conto fantástico, crônica jornalística, debate regrado, dissertação escolar, editorial, notícias, perfil, poema, regimentos, relato de viagem, reportagens, resenha, romance, seminário, tirinhas, trailer, entre outros. Inferir o sentido (literal ou figurado) das palavras ou expressões a partir de elementos presentes no texto e do contexto de produção. Opinar com clareza e coerência, oralmente e por escrito, sobre o texto em estudo, tendo por referências citações do próprio texto, outras leituras e experiências pessoais. Pesquisar, analisar e comparar informações, obras, autores e temas obtidos em diferentes fontes. Produzir textos considerando o gênero textual em estudo, de acordo com sua função, organização textual e aspectos linguístico-discursivos, pressupondo o enunciador, o interlocutor e os meios de circulação, utilizando também os recursos coesivos da oralidade e da escrita. Reconhecer, compreender e distinguir as marcas das variantes linguísticas orais e escritas (de espaço físico, grupo social, faixa etária, grupos profissionais, etc.), sabendo justificá-las e compará-las à variante-padrão do Português do Brasil. Retextualizar os próprios textos, com orientação do professor, adequando-os aos gêneros orais e/ ou escritos e ao contexto de produção (interlocutores, finalidade, lugar e momento em que se dá a interação), observando a coerência e a unidade textual. Socializar, oralmente e/ ou por escrito, as experiências de leitura de formas diversificadas. Metodologias/ Desenvolvimento das atividades Inicialmente selecionei diversas dinâmicas e vídeos que foram utilizadas semanalmente, a fim de possibilitar uma aproximação dos educandos, permitindo perceber parte de suas maneiras, características, costumes, formas de ler e interpretar o mundo e valorização de seu próprio eu e possibilidades de emocionar e olhar para dentro de si. Conquistada a relação interpessoal do grupo, apresentei a eles o texto: Erro de Português, Oswald de Andrade, instigando-os a inferências no texto e estabelecer relações com o passado e a descoberta do Brasil e a implantação da Língua Portuguesa, como idioma oficial do país. Assim mergulhamos na história do Brasil, contextualizando os conhecimentos apresentados pelos educandos informalmente, somatizando-os à pesquisa e análise da Carta de Pero Vaz de Caminha. Para leitura, solicitei o contato inicial, lançando questões de inferência e dedução das situações. Por fim, fechamos o conhecimento com a dramatização da carta e o contato inicial de duas raças distintas. Aproveitei o texto para relacionar a antítese apresentada, ora vestiu, ora despiu e a opinião dos educandos diante da narração, aproveitando para sondagens de argumentação, em debate e artigos de opinião. Em sequência, chegou a hora de dissecar o mapa do Brasil relacionando-o aos povos que imigraram e deram a miscigenação das raças. E assim evoluímos a análise e formação da Língua Portuguesa e influências dos índios, portugueses e negros. Propus que pesquisassem sobre seus antepassados e descendências. Vibrações surgiram com as socializações. Aproveitei para lançar algumas questões sobre a língua para pesquisa e socialização, somadas a pontos de vista pessoais que deveriam ser colocadas na roda de conversa. Uma conversa dinâmica e descontraída, resultou-se, além de relações entre passado e presente, onde tiveram que escrever sobre as descobertas do Brasil nos dias de hoje, sendo eles os descobridores que relatariam a alguém as descobertas, uma retomada do gênero epistolar e sondagem do conhecimento. As variações da Língua e suas evidências foram comparadas entre uma região e outra, aproveitei para relacioná-las com os baianos, nordestinos, gaúchos, políticos de Brasília, carioca, paulistas, mineiros, e até com os sotaques da região bragantina e as raízes dos antepassados. Dada a pesquisa, contei com monitores da sala no desenvolvimento da atividade, que dramatizaram as situações de diversas maneiras e criatividade para o restante das turmas. A aproximação entre língua, professor e alunos começava ser costurada. Os primeiros manifestos de que a língua portuguesa parecia interessante começaram a germinar. Chegara a hora de desafiá-los a descobrir quem foi o maior “poeta da língua portuguesa”. Chegamos em Camões, orientada pelas descobertas, criei situações dramáticas para recontar a biografia e história do poeta, colocando novidades no meu blog que divulguei a turma. Procurava enfatizar a parte mais interessante da história, a fim de que ficasse para a aula seguinte. Ao final do dia, muitas visitas registravam-se no blog. Avaliação de que a sedução agora regada estava a brotar. Em meio ao traçado, perceberam minha paixão por Camões, resultando em interações bem agradáveis que provocaram muitos risos e comparações. Introduzi o conhecimento da biblioteca no último capítulo de Camões, a fim de que o acervo da biblioteca fosse explorado. Assim os sonetos de Camões passaram a ser trazidos pelos educandos à sala de aula. Criamos dentro do projeto de Olho na Notícia, seguido diariamente pelos educandos, o de Olho no poeta, em que biografias eram pesquisadas e perfiladas. Aproveitei para relacionar ao gênero perfil, através de propostas do material didático: (Movimento do aprender, 8º ano, Ensino Fundamental). Todos os dias, um soneto de Camões era explorado, alguns quanto à estruturação, outros quanto aos dizeres, inferências. Situações polêmicas da vida do autor passaram a ser temas para questões opinativas, artigos de opinião e debate, pinceladas de sondagens sobre o Gênero e aprofundamentos com a abordagem do capítulo: Tomar partido por inteiro, em (Movimento do aprender, 8º ano, Ensino Fundamental). Na sequência foi a vez de Shakespeare, leitura de poemas, biografia contemplada, dramatização de Romeu e Julieta, em sala. Passei a utilizar os sonetos, obras em evidências para contextualizar os conteúdos semânticos e sintáticos necessários. Chegara o momento de possibilitar o caminhar sozinho. Na biblioteca, propus que elaborassem um lista de poetas que gostariam de dissecar. Completa, dividimos entre as quatro turmas os nomes levantados. Na biblioteca e LIE, as novas descobertas floriram, trazendo o aroma de que a essência da leitura estava a exalar. Estudamos as fases de um seminário, a fim de que os poetas em estudo fossem conhecido por todos, através deste gênero oral. Uma possibilidade de destacar que a língua também está presente na oralidade. Enfim no dia a dia. O produzir texto, elemento motivador, era regado constantemente, pois o poeta tal escreveu assim, o que ele quis dizer? Podemos também escrever assim? Vamos tentar? Enfoque na Linguagem conotativa e suas figuras. Entre os diversos poetas/ autores que subsequentemente foram perfilados, chegamos em Cora Coralina e seus bonequinhos e assim reinventamos tais bonecos, despertando o poeta que existe em cada um de nós. Conclusão A intenção desta sequência foi reverter uma história infeliz entre alunos e elementos da Língua Portuguesa, em especial, gosto pela leitura. Para tal, o destino traçado foi aproveitar-se de artimanhas didáticas para seduzir, subsidiados pela significação e contextos. Assim, as aulas de Língua Portuguesa, no contexto do parágrafo anterior, por sua vez, teria de colocar em prática a sua magia e exalar-se pelo ar, permitindo que os educandos compreendessem e inferissem em situações dos primórdios aos dias de hoje. Mil aromas, cores, sabores, sons, poetas, lirismo... A essência poética permitiu que a emoção revertesse gostos e tomasse conta da alma permitindo lirismo, mas também sustentar opiniões. O Percentual alto de que Língua Portuguesa e leitura é muito chato, deu espaço aos prazeres e habilidades de transformações, Comprovando que o happy the end, ainda existe. Referências bibliografias BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa/Secretaria de Educação. Fundação Brasília, 1997. CEREJA, Willian Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens 1. São Paulo, Ed. Atual, 2008. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. SESI – SP. Referenciais Curriculares da rede SESI – São Paulo: SESI, 2003 CD – ROM. SESI-SP. Serviço Social da Indústria. Movimento do Aprender. 8º ano, Língua Portuguesa. São Paulo,1ª edição, 2010.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conscientizando o praticante de atos violentos na escola a não mais praticá-los.

Proposta de Conscientização Realizar uma pesquisa sobre o tema: “Violência, eu não devo praticar, pois não sou melhor e nem pior do que o outro, todos somos iguais e temos os mesmos direitos como cidadão na sociedade em que vivemos”. Objetivos: A pesquisa proposta tem como objetivo levar os alunos a refletir sobre as diversas formas de violência que acontecem na escola e procurar meios para evitá-las, uma vez que foi praticante da mesma, gerando agressões físicas ou verbais a outrem. A violência na escola traduz-se numa grande diversidade de comportamentos antissociais, seja uma forma de opressão ou de exclusão social, agressões, vandalismo, provocações ao próximo que podem ser desencadeados por elementos da comunidade escolar. Nesta perspectiva, é de extrema importância que os alunos desenvolvam atividades que os conscientizem de tal comportamento. • Iniciar definindo o que vem a ser violência e quais são os tipos de violência. • Enfatizar que ela pode ser física ou verbal, verbalizando exemplificações que levam à prática da violência, como ofender a mãe do colega, usos de palavrões, entre outros. • Citar os exemplos de violência frequentes em geral, podendo abordar outros contextos da sociedade, em que ela se faz presente. • Considerar que deve se ter cuidado com as brincadeiras, pois muitos atos violentos advêm das tais “brincadeirinhas” que começam bem e terminam mal. E quando se percebe o pior já aconteceu e não há como inverter a situação gerada. • Definir o que vem a ser escola e seus espaços e quais são as atitudes esperadas pelos envolvidos no âmbito escolar, enfocando como deve ser as atitudes do aluno neste contexto para que, realmente, o papel da escola “educar e conduzir o aprendizado” possa ser respeitado. • Mostrar e elencar as situações que levam a violência a acontecer dentro da escola. Fazendo uma lista das situações e assim possa permitir que outros educandos visualizem e reflitam antes de virem a colocá-las em prática. • Elencar através de uma lista atitudes de bom gosto e educação, que evitarão desentendimentos que venham a se transformar em agressões. • Definir o que é respeito. • Elencar uma lista de situações, boas maneiras e comportamentos que representam atos de respeito. • Comentar que vivemos em sociedade e que para qualquer espaço público existem regras que devem ser respeitadas para que todos os cidadãos possam ter o direito de ir e vir, como consta nas leis dos direitos humanos, sem sofrer banalizações, desrespeitos, discriminações, bullying entre outros atos que gerem ofensas ou agressões físicas, verbais, ou psicológicas. • Aproveitar para garantir que a escola é um dos espaços da sociedade composto por regras que devem ser respeitadas para garantir o direito e igualdade de todos. • Deixar claro que a escola, por excelência é o local dedicado à educação, à socialização da criança e do adolescente, e que não se deve transformar-se em cenário de agressão, autoritarismo e desrespeito mútuo. São lições que jamais poderiam ser praticadas neste espaço. Orientações: Realizar a pesquisa e organizá-la para ser apresentada aos demais educandos, atentando para que o tema seja garantido e possivelmente praticado pelos demais alunos do âmbito escolar. Afinal, “ violência, eu não devo praticar, pois não sou melhor e nem pior do que o outro, todos somos iguais e temos os mesmos direitos como cidadão na sociedade em que vivemos”. Na apresentação a ser exposta através de palestra, você poderá utilizar instrumentos variados, como: vídeos, slides, Power Point, músicas, entre outros recursos que julgar necessário. Por: Marisa Aparecida de Souza Oliveira

domingo, 8 de setembro de 2013

A Região Bragantina em destaque!




A REGIÃO BRAGANTINA EM DESTAQUE!



                                        
                                           Elaine de Almeida Constante
 Marisa Aparecida de Souza Oliveira
 Luciana Carobrez
 Bruna Tardini.

Centro Educacional SESI de Bragança Paulista
Ensino Fundamental
7ª série do Ensino Fundamental de 8 anos
 Geografia, Língua Portuguesa, Inglês
2012
Ce012@sesisp.org.br
Telefone: 11 – 4035 1701
E-mail: elaineconstante@hotmail.com




Bragança Paulista
2013
Resumo da Sequência Didática
A Região Bragantina em Destaque!

Considerando as expectativas de aprendizagem, a sequência partiu de uma situação problema apresentada no espaço escolar, em Geografia, que preparava para  conhecimentos prévios introdutórios da composição das paisagens naturais e humanizadas do Brasil e do Mundo,  partindo de conhecimentos da Região em que estamos inseridos, indo da hiponímia à abrangência da hiperonímia, diagnostiquei que os educandos desconheciam a Região que habitamos, não reconhecendo quais cidades compõem-na e as características básicas da Região Bragantina.
Dado o exposto, vi a necessidade imediata de tomada de decisão para reverter conceitos errôneos enraizados, buscando parceria com outras disciplinas para alcançar o aprendizado esperado, pois se a hiponímia não acontece não se alcança a hiperonímia.
Em Língua Portuguesa, abordava-se a Resenha Turística, oportunizando unir conceitos humanos e físicos ao contexto deste gênero, possibilitando conhecimento, informação e opinião.
A junção das disciplinas permitiu o aprofundamento do assunto oportunizando o lançamento de desafios, a descoberta orientada e lúdica de conhecimentos à construção de um saber concretizado.
Nesta busca, conhecer as cidades da região tornou-se instrumento mobilizador às ações interdisciplinares, aguçando o sabor da descoberta à questão e outras surgidas. Constituindo-se em um Guia Visual da Região Bragantina, um dos produtos finais deste relato.
Introdução
 Nas aulas de Geografia e demais disciplinas é comum a sondagem de conhecimentos prévios ao nortear do trabalho do professor focando o aprendizado do educando. E em um desses momentos, quando abordava-os para introdução da Unidade 05: (Configuração das paisagens no Brasil e do Mundo - movimento do aprender 8ºano), percebi que os educandos desconheciam a região em que vivemos.
Surpreendi-me com o diagnóstico, pois acreditava que obteria outro resultado. Esperava que saberiam mais do que informações básicas e diagnostiquei que nem o básico conheciam, uma vez que influenciados pela TV, acreditavam que as cidades da região inseriam também algumas do litoral, devido à previsão do tempo apresentada pela TV Vanguarda. 
Aproveitei e indiquei que tais cidades citadas não pertenciam a Região Bragantina, causando enorme problematização, uma vez que insistiam no sim.
Vi que não adiantava discutir, era preciso ação, levá-los a descobrir informações precisas, agindo sobre o problema.
Em Língua Portuguesa, surgiu a oportunidade de somatizarmos os conteúdos em estudo, pois acontecia nesta disciplina, abordagem do capítulo: (Me conta que eu vou – movimento do aprender 8º ano), estudo de resenha turística, uma ótima oportunidade de junção de saberes, tornando estes mais significativos ao aluno. Juntas começamos a elaborar metodologias para atingir as habilidades e competências traçadas. Sua intenção era avançar com o estudo das resenhas, permitindo o aluno produzir textos além dos quais estavam sendo vistos. Surgia a oportunidade de conhecer a fundo a região e possibilitar a sistematização do conhecimento através de desafios instigantes, como produzir resenhas e informações extras para a composição de um guia visual da região, permitindo em Língua Portuguesa, o estudo de novos gêneros e subgêneros deste produto final e em geografia, os conhecimentos humanos e físicos necessários a hiperonímia traçada.
Partindo destas considerações, iniciou-se esta sequência multidisciplinar envolvendo as disciplinas citadas e posteriormente, a de Inglês, logo que começaram a abordagem estrutural do guia visual.
Outras práticas do conhecimento aconteceram, sempre oportunizando a avaliação formal, como informal, construída continuamente em cada etapa da sequência. Afinal, em cada avanço programado, diante das dificuldades ou sucesso, disponibilizávamos a autoavaliação dos envolvidos, tanto discente, como docente, a fim de conquistarmos o esperado, inicialmente, diante das expectativas programadas, bem como a concretização de que o trabalho contribuísse à eficácia do aprendizado almejado.

Justificativa e Relevância

Conhecer a região bragantina para, posteriormente, aprofundar na composição das paisagens naturais e humanizadas do Brasil e do Mundo, fator essencial, que me fez retomar as estratégias metodológicas traçadas. Diante do diagnóstico inicial, o desconhecimento da região e as informações errôneas enraizadas de pais para filhos era preciso agir, dinamizar, concretizar as informações e para isso, não adiantariam informações prontas, era o momento para a ação do educando, as descobertas teriam de ser feitas por eles e assim reverter os conceitos.

Objetivos

- Partir da hiponímia à hiperonímia;
- Sondar, estudar e aprofundar nos conhecimento da região;
- Aprofundar os estudos para o conhecimento da composição das paisagens naturais e humanizadas do Brasil e do Mundo;
- Disponibilizar desafios para o educando recriar e transformar o conhecimento.
- Estabelecer relações com outras disciplinas, mantendo a interdisciplinaridade entre elas, os conteúdos, os gêneros em estudo e o conhecimento.  

Expectativas de aprendizagem
             Geografia
             9 – Entender a relação entre diferentes elementos (solo, relevo, clima, hidrografia, vegetação e ocupação humana) na configuração das paisagens em diferentes partes do globo, identificando aqueles que predominam.
             12 – Identificar e localizar as principais paisagens do planeta, analisando sua importância para os países onde se encontram.
             16- Localizar os principais rios e bacias hidrográficas do Brasil, analisando diferentes formas de uso e gerenciamento, assim como sua importância para diferentes setores da sociedade.
Língua Portuguesa
             6 - Identificar, compreender e explicar os recursos expressivos intencionalmente registrados pelo autor (adjetivos, advérbios, conjunções, citações, comentários, pontuação, etc.), sabendo utilizá-los em produções textuais.
           8- Identificar e distinguir os recursos que organizam e estruturam diferentes gêneros de textos, tanto na oralidade quanto na escrita, analisando a organização textual, o contexto de produção e aspectos linguístico-discursivos dos mesmos: anúncio publicitário, canção, carta de solicitação, carta do leitor, cartum, charge, coluna, conto fantástico, crônica jornalística, debate regrado, dissertação escolar, editorial, notícias, perfil, poema, regimentos, relato de viagem, reportagens, resenha, romance, seminário, tirinhas, trailer, entre outros.
          13- Observar, refletir, reconhecer e aplicar as marcas linguísticas que compõem o gênero textual em estudo.
          14 - Opinar com clareza e coerência, oralmente e por escrito, sobre o texto em estudo, tendo por referências citações do próprio texto, outras leituras e experiências pessoais.
          15 - Pesquisar, analisar e comparar informações, obras, autores e temas obtidos em diferentes fontes.
         17 - Produzir textos considerando o gênero textual em estudo, de acordo com sua função, organização textual e aspectos linguístico-discursivos, pressupondo o enunciador, o interlocutor e os meios de circulação, utilizando também os recursos coesivos da oralidade e da escrita.
21      - Retextualizar os próprios textos, com orientação do professor, adequando-os aos gêneros orais e/ ou escritos e ao contexto de produção (interlocutores, finalidade, lugar e momento em que se dá a interação), observando a coerência e a unidade textual.
             22- Socializar, oralmente e/ ou por escrito, as experiências de leitura de formas diversificadas.
Inglês
            1 - Produzir gêneros textuais observando estrutura, relação entre as partes e função social.
            2 - Reformular sua própria produção escrita demonstrando adequação quanto ao contexto de produção, a organização textual e aos aspectos linguístico-discursivos (coesão verbal e nominal, conectivos, vozes, modalizações e campo lexical).
            17 - Identificar e relacionar as diferentes culturas existentes de forma a atuar e interagir com a diversidade sociocultural.

Metodologias/ Desenvolvimento das atividades
Roda de Conversa – Questionei-os sobre as cidades que compõem a Região Bragantina e percebi que os educando desconheciam-na, inclusive conhecimentos básicos e essenciais. Percebi, neste momento, que teria de rever minha programação partindo desta hiponímia para atingir a Configuração das paisagens do Brasil e do Mundo.                                                                         
Atividade 1 – Pesquisa no LIE. Propus que confirmassem as respostas levantadas em sala, através de uma pesquisa:  Quais cidades compõem a Região Bragantina, atentando para que pesquisassem em sites indicados por mim, evitando que as informações pudessem ainda dificultar os conhecimentos esperados e anotassem os resultados. Em seguida socializamos as respostas encontradas.
Atividade 2 – Em L. P., caminhava-se para a retextualização de resenhas escritas, uma vez que já havia se trabalhado, através das propostas do material didático: (Movimento do aprender, 8º ano, E. Fundamental), entre outras estratégias traçadas, partiu-se para um avançar. Iniciou-se no LIE, pesquisa de imagens das cidades da região bragantina, aproveitando da linguagem não verbal, a possiblidade de inferência ao que as imagens transmitiam e revelavam daquela cidade.
Atividade 3 e 4 – Em geografia, optei por utilizar o LIE, para leitura de informações destas cidades e pesquisas referentes aos aspectos físicos e sociais. E elaboração de gráficos com as informações.
Atividade 5 – Em L.P., era o momento de explorar o que é um guia visual, quais informações contêm como é estruturado. Um momento, também, de percepção e relação, já que os guias observados traziam semelhanças e diferenças. 
Atividade 6 – Trabalho com o contexto de produção dos gêneros do guia visual e marcadores linguísticos, bem como aprofundar o olhar para a sua estrutura.
Atividade 7 – Em Geografia, a necessidade de pesquisar sobre diferentes elementos físicos, como solo, relevo, clima, hidrografia, vegetação e assim, associá-los a ocupação humana. Sempre atentando que a autoavaliação acontecesse, ora oralmente, ora escrita, mas que registrasse o conteúdo pesquisado.
Atividade 8 – Aproveitando a mobilização gerada, com as imagens observadas e inferidas, em LP propôs-se a elaboração de cartões-postais para presentear aos pais, uma vez que alguns destes também desconheciam a região e tinham a mesma visão do educando, aquele diagnóstico indicador para o nortear desta sequência.  Constituindo 16 cartões-postais personalizados que compuseram um quite. Também, estudo do gênero, composição, funcionalidade e intencionalidade.
Atividade 9 – Em geografia, através dos cartões analisamos cada paisagem, inferimos e discutimos sobre os diferentes e semelhantes elementos que compunham cada uma delas.  Como a Serra da Mantiqueira e o clima Tropical de Altitude...
Atividade 10 - Já que o assunto girava em torno da Região Bragantina, aproveitei para que os educandos elaborassem questões para produto final, a elaboração de um jogo de tabuleiro como instrumento de avaliação dos conhecimentos essenciais.  Transformando a avaliação em um momento prazeroso.
Atividade 11 – Diante destas atividades, chegou o momento de sistematizar, em língua portuguesa, organizou-se as duplas, que teve de organizar as informações registradas por escrito em pastas salvas no “PC”, de forma que ambas as duplas de cada sala elaborassem e acordassem na construção do guia visual da cidade sorteada.
Atividade 12- A construção do guia visual – Em Língua Portuguesa, orientava-se a estruturação, escrita e retextualizações das resenhas turísticas, e em geografia, a montagem das informações físicas, geográficas e econômicas levantadas. Bem com a histórica, em português, curiosidades e informações ao turista em Geografia.
A partir de então, as aulas das duas disciplinas passaram a acontecer no LIE. Convém lembrar que as informações referentes as ferramentas para atender a estrutura elaborada pela professora de L.P. e por mim eram direcionadas pela (ASE).
Cada turma tinha o compromisso de revisar o que a outra acrescentou, para depois dar continuidade.
Atividade 13 – Neste momento, formamos um tripé do conhecimento, pois a professora de inglês, diante de suas expectativas, viu a possiblidade de somar tal construção e suas aulas, também passaram a compartilhar as ferramentas do LIE, levando os alunos a traduzir as resenhas já escritas para a língua inglesa, enriquecendo nosso Guia Visual.
Atividade 14 – Quase elaborado o guia visual, chegou a hora de revisar e retextualizar as informações. Dessa forma, cada disciplina atentou para as habilidades contempladas, aos momentos de reflexão e autoavaliação do produto construído até então.
Atividade 15 – Os guias ficaram prontos. Foi o momento de juntarmos as duplas de cada sala em um único momento para apresentar informações essenciais de cada cidade da região. Um momento primordial para multiplicação do aprendizado e avaliação do conhecimento.
Atividade 16 – Junção dos exemplares da cidade em um único da região.           Atividade 17 – Avançar – Diante de uma conotação subversiva, as imagens coletadas inicialmente, em LP, compôs painéis de releitura da Região Bragantina. Somatizada a retomada e reavaliação do gênero poesia já trabalhado anteriormente.
Atividade 18 - Chegara a hora de aprofundar a hiperonímia idealizada, utilizando-se o material didático: (Movimento do Aprender, cap. 05. Configuração das paisagens do Brasil e do Mundo), conforme as atividades propostas e aprofundamento esperado.
Atividade 19 - Avaliação final – De maneira informal, o jogo de tabuleiro concretizou-se como avanço e criatividade dos educandos também somou-se a este a construção do jogo: Cubo Mágico”.                                      
Conclusão
Dado o exposto, podemos dizer que foi um trabalho bastante prazeroso de se direcionar, instigando a relação interpessoal com os educandos, permitindo-os buscar os conhecimentos, bem como comprová-los. Há alunos que foram além, junto da família, visitaram a cidade pesquisada, buscando informações concretas, entrevistando moradores e conhecedores da região, demonstrando prazer em pesquisar.
Podemos dizer que o aprendizado aconteceu, a construção desse saber será levado por esses alunos e transmitidos a outrem, com satisfação e convicção de suas respostas.
Afirmo que esperava que meus alunos, diante dos conhecimentos prévios demonstrassem saberes da região, mas foi graças à construção errônea, e o precisar retomar novos rumos, que permearam essa conquista, permitindo a mim e as professoras envolvidas, a percepção dos quanto nossos alunos são capazes de proporcionar.  Basta motivá-los e acreditar em tal capacidade.




Referências bibliografias

SESI – SP. Referenciais Curriculares da rede SESI – São Paulo: SESI, 2003 CD – ROM.
SESI – SP. Serviço Social da Indústria. Movimento do Aprender. 8º ano, Geografia. São Paulo,1ª edição, 2010.
SESI-SP. Serviço Social da Indústria. Movimento do Aprender. 8º ano, Língua Portuguesa. São Paulo,1ª edição, 2010.         
Documentos eletrônicos
www.serranegra.com.br/, acesso em 02 maio 2012.

www.pinhalzinho.sp.gov.br/‎, acesso em 02 maio 2012.

www.atibaia.sp.gov.br/‎, acesso em 09 maio 2012.

www.braganca.sp.gov.br/, acesso em 09 maio 2012.

www.lindoia.com.br/, acesso em 11 maio 2012.

www.aguasdelindoia.com.br/, acesso em 11 maio 2012.

www.socorro.com.br/, acesso em 23 maio 2012.

www.nazarepaulista.com.br/‎, acesso em 23 maio 2012.

www.joanopolis.com.br/, acesso em 30 maio 2012.