quinta-feira, 14 de maio de 2015

TEATRO: DENGUE !!!!

Peça de teatro: O Império dos mosquitos de preto com manchinhas brancas Autoria: Marisa Aparecida de Souza Oliveira Mosquitos Aedes e Aegypti: (entram com suas malinhas e encontram com seu amigo Aegypti). Aedes: Oi amigo, tudo bem contigo? Aegypti: Tudo suave, em cima! Quanto tempo! Por onde você tem andado, parça? Aedes: Arrasei em várias quebradas, botei meus ovos em tanta água parada, multipliquei a família, fiquei super popular, tô mais famoso que o Lula! Passei por Aracaju, Belém do Pará, Belo Horizonte, Campo Grande , Fortaleza, Goiânia, Rio de janeiro. Posso dizer que sou um cara viajado! Fiz várias vítimas, deixei os hospitais lotados, com doentes até nos corredores. Paciente nos corredores, nem é novidade, tem hora que esqueço que moro no Brasil. Fiz quase um extermínio, muita gente morta. Falando em Rio de janeiro, passei por Copacabana, cada gos... Nossa quase disse algo proibido para menores, melhor dizer, cada Friboi encontrei por lá. Aegypti: Manero, Cara! Posso dizer também que sou viajado, viajei mais do que a Dilma em campanha política! Fui para Macapá, Maceió, Manaus, Palmas em Tocantins, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Salvador, São Luís, Vitória. Preciso te contar de Salvador, puxa, peguei umas pitelzinho, sabe como é, né, parça. Constitui muitas famílias por lá, água parada, por tudo quanto é canto. Esse povo é medíocre mesmo. Parece que são apaixonados por nós, apesar de terem razão, afinal sou um galã bem parecido com o Caio Castro. Dão tanta bola pra gente e depois ficam reclamando da gente arrasar geral. Aedes: Sabes que tu tens razão! Verdade, parça, apenas aproveitamos a deixa deles. A falta de educação, porquice, acumulando lixo por todas as quebradas. Puxa, quase me esqueci de contar. Sabe quem encontrei em Copacabana? Aegypti: Diga logo! Quem? Aedes: A Bruna!!! Aegypti: a surfistinha? Aedes: Não, a Bruna Tardini, do SESI de Bragança. Aegypti: Puxa, já fui tão apaixonado por ela! E ela continua gatinha? Aedes: Demais! Aegypti: Por isso que eu digo, que este mundo é pequeno. Mas o que deu em você ao sair de São Paulo e ir dar um rolê nestas quebradas? Aedes: Sabe como é. Cansei de Sampa. O sistema Cantareira secou! O povo daqui acabou com a água. Não enxergam um palmo à frente do nariz, que dependem da água para sobreviver. Gastaram toda a água e mais um pouco, passava por qualquer canto e lá estavam as senhoras lavando calçadas, muitos lavando o carro, as partes três, quatro vezes por dia. Aegypti: Vi tudo isso também. E quem diria que esta região ficaria sem água? Se contar para os primos do nordeste. Ninguém vai acreditar! Vão chamar o povão daqui de idiotas para cima, porque não cuidaram da água, essa riqueza para todos nós. Aedes: Tu tens razão, veado. Eles de lá dão valor ao que tem. E povo daqui, Só pensa em gastar, tomar banhos demorados. É isso o que deu! Voltando no nosso papo em questão. Peguei minhas tralhas e fui... Ficar em um lugar sem água, nem pensar. Não tava a fim de morrer de sede. Aegypti: Nem diga, fiz o mesmo. Morava ali perto da represa, constitui família por ali. Mas a água acabou, me separei e me mandei de lá. Só tô voltando porque choveu, deu umas enchentes, a água parada tá por todo lado, a patroa e as crianças me colocaram no pau de selfie, por não pagar pensão, isso é a única coisa que dá pau no Brasil, não pagar pensão! Mas acabar com a água parada e a dengue, os políticos, população não tão nem aí. Aedes: Eu não tenho este problema, estou solteiro. Aproveitando, você viu as gatas do pedaço: Bruna, Darlene, Gabi, Célia, Darling. Cheguei à conclusão que com tanta água parada, o pasto tá bom demais. O negócio foi voltar. Aegypti: É isso aí. Aegypti: Já passei por Amparo, fiz vítima fatal, Atibaia peguei vários. Aedes: Aqui, só de chegada, já mandei gente para o hospital! Quero arrasar geral !!! Aegypti: Parça, expie bem, o que estes feiúras estão nos observando? Aedes: Pelo jeito, nunca viram. Qual é? O que que há? Aegypti: Vamos nos apresentar. Aedes: É isso aí: Eu sou o Aedes Aegypti: E eu o Aegypti. Aedes e Aegypti: ( cantam um fank) Bom, Bom, Bom, Bom, Bom, Bom, Bom Tamo aqui nesta cidade, conversando um papo bom bom, bom bom, bom bom bom, bom Viemos até aqui para uma única missão Bom, Bom, Bom, Bom, Bom, Bom, Bom A ideia é mandar vocês todos pro hospital. Aedes: Olhe Aegypti, tem água parada por todo lado. Eles gostam da gente. Aegypti: Vamos ter que ficar, e disputar o mesmo espaço, seus palhaços. Aedes: (põe a mão pela barriga e diz): É hora do almoço! (Sai voando) Aegypti: Puxa, minha barriga também está anunciando a hora do almoço. Vamos nessa! (Voa). (Ambos observam um menino que está passando) ... Aedes: Ali está o nosso almoço, Aegypti. Aegypti: (Observa com empolgação e assobia) Aedes: É Friboi! Vamos atacar. (Os dois começam a seguir o menino que passa) (Música pantera cor de rosa) (Os dois picam o menino) Menino: - Ui! Suas moscas fedorentas. Parem com esse zumbido em meu ouvido!!! Aegypti: Alto lá, mais respeito. Mosca não, eu sou espada!!!! Aedes: Opá, alto lá, Friboi, aqui tem FACÃO!!! Aegypti: Vamos nessa, parça. Mais uma vítima, vamos para outros lados. Vamos dar um rolê, lá nas quebradas do SESI. Quem sabe vejo a Bruninha. Aedes: Bora! Narrador: Três dias depois... Alice: Ei, turma! Acabou a aula, que tal tomarmos um sorvete? Luzia e Jéssica: -Bora, a aula já acabou mesmo! Marcelinho: Grande ideia! Pedrinho: Como diz a Lud. Óteeemo! Edmar: Estou muito cansado, dores no corpo, turma! Vou para casa! Marcelinho: Puxa o Edmar tá bichado mesmo, dispensar sorvete!!! Luzia: Vamos logo, depois temos que estudar as conjunções ainda... Narrador: No dia seguinte, como rotina, a galera se encontra na escola. Alice: -Ué, pessoal, o Edmar faltou à aula, será que ele não está bem? Bate o sinal: Vamos entrar pessoal, rápido, o Clovão já está fazendo a chamada. Narrador: Depois da aula. Jéssica:-Ei pessoal, nem sinal do Edmar, perdeu até a prova. Vamos visitá-lo? Todos: Vamos. Eliane: Onde vocês vão, galera! Pedrinho: Visitar o Edmar! Eliane: Esperem por mim, eu vou também. Sou apaixonada pelo Edmar. Narrador: Na casa de Edmar... Eliane: Boa tarde, dona Ivonete, o Edmar está bem? Mãe: Boa tarde! Não crianças! Ele está muito doente. Eu e o pai dele vamos levá-lo ao médico. Luzia: É melhor, assim logo ele ficará bem. Pedrinho: Tomara que ele fique bom logo, tem o campeonato da escola. O professor Zezé, vai ficar doido sem seu jogador preferido. Marcelinho: Vamos nessa, pessoal, não vamos atrapalhar, a dona Ivonete. Pedrinho: Quanto antes levá-lo ao médico, melhor. Todos: Tchau, Dona Ivonete. Narrador: Logo depois no médico... Doutor Pádua: Edmar de Oliveira. (Entram: Mãe, Pai e Edmar) Médico: Pode sentar. O que está acontecendo? Mãe: Ele está com febre, muitas dores no corpo, forte dor de cabeça. Pai: também reclamou, Dr. Pádua, que os olhos estão estranhos, confusos. Mãe: Não quer comer. Diz que está sem apetite e sem paladar. Doutor: ( Examinando... Diz) Está com febre alta mesmo. Mas não tem nada na garganta. (Examinando as pernas, braços, corpo...) Vejo manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores. Edmar: também estou com náuseas e vômitos, tontura. Pai: Tive que carregá-lo. Está com extremo cansaço. Mãe: Moleza e dor no corpo. Médico: Edmar, dói os ossos? Edmar: Sim, Muitas dores nos ossos e articulações. Mãe: -E ai doutor, o que ele tem? Médico: -Sinto muito, mas o Edmar está com dengue, senhora! Mãe: Dengue!!! Oh, meu Deus! E agora, doutor? Médico: -Calma! Com os cuidados certos, ele ficará bom. Pai: Ele pode morrer? Calma. Só é preciso tomar cuidado para ele não ser picado de novo, Pois o quadro pode evoluir para os sintomas da dengue hemorrágica que são os mesmos da dengue comum. Mãe: Como saberemos doutor? Doutor: A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta. Pai: Quais? Doutor: Dores abdominais fortes e contínuas, Vômitos persistentes, Pele pálida, fria e úmida, Sangramento pelo nariz, boca e gengivas, Manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, Sede excessiva e boca seca, Pulso rápido e fraco, Dificuldade respiratória, Perda de consciência. Mãe: Meu Deus! Doutor: O tratamento da dengue se baseia no uso de remédios como o paracetamol ou dipirona. Deve dar a ele muitos líquidos como água, chá ou suco e descansar, para o corpo combater o vírus de forma eficiente. E qualquer sintoma diferente, ou piora, trazê-lo de volta. Pai: Obrigado, Doutor. Narrador: Na rua a turma conta ao Bocão Turma:-Bocão, Bocão, o Edmar está com dengue! Bocão: Nossa, coitado! -Ah, eu vi na TV que tem muita gente pegando essa doença. Mas eu não vou pegar estou prevenido. Olhe o que eu tenho (aerossol, peneira...) . Pedrinho: -Ei, cuidado com isso, Bocão! Alice: -É assim que você vai se proteger do Aedes Aegypti? Bocão: -Isso é tiro de queda! Luzia: -Nada disso, Bocão, não seja bobo! Pedrinho: -É isso que dá faltas na escola, a professora ensinou que precisa de muito mais. É preciso prevenção. Alice: -Muita gente não sabe, mas o mosquito costuma picar de dia. Aedes: Ei, Aegypti, essa molecada está esperta demais para o meu gosto. Aegypti: Calma: Pegamos eles também... Marcelinho: -Meu pai disse que os governos municipais, estaduais e federal sempre trabalham juntos para combater a dengue! Aedes e Aegypti: (Caem na risada. Mas de caírem no chão) INOCENTES!!! Ainda acreditam em contos de fadas! Riem muito. Aedes: Políticos, preocupados com a população ? Aegypti: Só que não!!! Aedes: Estão preocupados em guardar dinheiro na cueca, em vender parte da Petrobrás, desviar dinheiro público para cofres pessoais. Aegypti: (Rindo Muito). Em lucrar com a Petrobrás, esconder os escândalos de um povo cego que acredita na política e saem as ruas para defender o PT. Aedes: Nem percebem que a gasolina aumentou, e toda a crise está ligada a corrupção que tomou conta do país!!! Aegypti: Tá todo mundo loco! Inocentes crianças. Os comandantes do país têm outras preocupações!!! Aedes: Se querem nos combater, a população tem que agir, e eliminar a água parada, alertar a população em geral, cobrar desses políticos os seus direitos como cidadãos, fazer a diferença na hora do voto. Aegypti: Parça, cuidado com a boca, não dá ideia para esses cabeçudos!!! Se escutam, teremos placas espalhadas por aí, dizendo aqui jaz um Aedes Aegypti!!! Isso se o Blog do Teo Pereira inventar de publicar, vai chover cliques!!! Aedes: Cruuuuzeeess!!!! Pedrinho: -Alguns sintomas da dengue são parecidos com os da gripe, febre, dor pelo corpo. Luzia: -Dor de cabeça... Aedes: A Maria de ciências está bombando, nesta escola. Aegypti: estão sabendo muitoooo. Bocão: Mas como eu faço para saber se tenho dengue ou não? Luzia: Bem que a Profa. Marisa falou que você precisa parar de faltar, né, Bocão. Existem outros sintomas: manchas vermelhas na pele, por exemplo... Pedrinho: Se você acha que está com a doença, não tome nenhum remédio! Marcelinho: Procure logo um serviço de saúde. Bocão: -Eu posso pegar dengue de outra pessoa? Eliane: Está de brincadeira! Se a Maria, escutar isso! Cruzzesss Claro que não! Só se for picado pelo mosquito Aedes Aegypti. Aedes Aegypti: Epa, o que que foi, o que que há, seus monstrengos!!! Bruna: A melhor defesa ainda é a prevenção! Por isso, não deixe água parada em potes, garrafas, pneus... Luzia: -Tampe bem a caixa d'agua! O mosquito adora água parada! Marcelinho: Mas avisem seus pais e tomem muito cuidado, com a necessidade de economizar água, muitas donas de casa estão reaproveitando-a. Por isso precisam tampar bem os reservatórios, tambores, baldes. Façam como o Professor Clóvis, ele está armazenando água da chuva para lavar o quintal, molhar as plantas, mas toma todo o cuidado, que a população desconhece, eliminando assim os criadouros. Aedes Aegypti: Puxa, o cerco tá fechando. Ops, sinto que vou ser despejado. Pedrinho: Tem mais! Nunca jogue lixo em terrenos baldios. Isso acumula a água da chuva. Marcelinho: Todo cuidado é pouco! A dengue é perigosa! Pedrinho: -E a dengue hemorrágica pode até matar! Alice: -Tive uma ideia! Vamos fazer uma campanha na escola e no bairro todo ensinando como evitar a dengue. Aegypti: Como diz a Ana Claudia!!!Vocês estão de brincadeiras!! Tramando contra os mosquitos. Muitos colegas estão se criando nas calhas das casas, nos jardins... Aedes: Será o fim do Império, dos mosquitos pretos com manchinhas brancas? Aegypti-Vamos guerrilhar contra esses metidinhos? Mosquito Aedes: Somos fortes e perigosos! Vamos ganhar essa guerra! He, he, he! Aegypti: Quantos já quiseram nos combater, mas sempre teve um traíra que nos ajudou, quem sabe Maurício Melgaço, não nos ajuda!!! (Saem) Turma (Entregam folhetos explicativos de prevenção ao povo, com entusiasmo) Alice:-O mosquito põe seus ovos em lugares com água parada. Luzia: -Por isso é preciso limpar tudo e nunca deixar acumular água em recipientes, pneus e nas calhas das casas! Marcelinho: -Se o Aedes Aegypti não tiver onde morar e criar as larvas, o senhor e seus vizinhos estarão livres! Vovós: -Hoje mesmo vou limpar o quintal da minha casa! Alice: -Se você tiver bichinhos de estimação, lave os bebedouros pelo menos uma vez por semana e troque a água todos os dias. Eliane: -Ai que bom, conseguimos informar a todos, agora vamos descansar. Turma: -Vamos! Bocão: (Encontra Edmar) -Ué! Você não estava no hospital? Edmar: Já estou bom! Fiquei sabendo que você está caçando os mosquitos, ficou maluco? Bocão: Fica suave! Maluco, não! Corajoso, isso sim! Edmar: Isso é trabalho de gente grande, cara! Você pode ser picado e ficar doente como eu! O melhor que a gente pode fazer para ajudar é não deixar água parada por aí. Bocão: Ah! Esse tal de Aedes Aegypti deve estar espiando por aqui! Mosquitos: Vamos massacrar esses humanos imbecis! Bocão: Preciso avisar a turma! Preciso falar com você? Alice: Chora? Bocão: Os mosquitos vão atacar! Alice: Vamos chamar a turma! Narrador: Encontram a professora Marisa de História e contam. Alice: O Bocão viu os mosquitos, eles vão atacar! Professora: Meu Deus, será que teremos quase que uma Guerra mundial! Vou chamar a secretaria municipal de saúde! Professora (no celular): O terreno fica perto da escola e está cheio de mosquitos, venham depressa! Mosquito: Vamos seus idiotas! Chegou a hora! Ocupem todos os lugares que tenha água parada e piquem os humanos idiotas à vontade! (Mosquitos saem fazendo algazarra, cantando Dom, dom, dom, estava aqui no terreno escutando aquele som. (Dão de cara com os dedetizadores). Dedetizadores: Nós temos uma surpresinha para vocês suas moscas! Aedes: Ops: Mais respeito, aqui é facão. Aegypti: Calma, agora não é hora disso!!! E sim de fugir. Dedetizadores: (Agem) e (Mosquitos caem e alguns morrem) (Turma fica alegre) Marcelinho: Fim do Império, das moscas de preto com manchinhas brancas!!! Aedes: Você está de brincadeira!!! Mosquitos de preto com manchas brancas, aqui tem facãããooo. Cof, cof, cof, água, água.(Morre). (Entram Edmar e a turma) Edmar: Só eu sei o que sofri ao ficar doente, graças a Deus fiquei bem. Agora é com vocês! Limpem tudo e não deixe água parada em nenhum lugar! Assim, venceremos para sempre esse Império do mal! Turma: É isso ai! Luzia: Vamos contar para a mamãe, a nossa aventura de hoje. Tchau, beijos... Passa uma menina tomando água e joga um copo no chão. Mosquito: Menina idiota, quero dizer esperta. Agora a guerra continuará sabe por quê? Sou José Pedro, vulgo Maurício Melgaço, vou botar ovos na água daquele copinho e construir novamente um Império!!! Ei, o que estão olhando seus idiotas, aguardem a hora que eu voltar quero ver a cara de vocês, seus bobocas, imbecis!!! Bocão: (Passando), Nossa um copinho, até este copinho pode ser um diamante cor de rosa para o mosquito da Dengue!!! (Amassa) - Vou levar ao lixo, lá é o seu lugar. (sae). A peça termina com o mosquito José Pedro chorando, pedindo água, tossindo até morrer.

EMÍLIA NO PAÍS DA GRAMÁTICA

Peça teatral: Emília no país da gramática Adaptação: Marisa Ap de Souza Oliveira Apresentação Apresentadora: É com um imenso prazer que participamos da SELIBI de nossa escola, SESI 012. Já que a temática proposta para este evento é os autores brasileiros, escolhemos abordar o nosso ilustre e inesquecível, Monteiro Lobato, autor pré-modernista, que escreveu também obras infantis tendo sua maior glória com a criação das gostosas aventuras das personagens do sítio do picapau amarelo. Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 e morreu em 04 de julho de 1948. Mas como nada é impossível no mundo da imaginação, convido vocês a viajar nesta possibilidade, neste mundo do faz de conta, e do pirlim pim pim, e vivenciarmos juntos uma experiência única, através do sonho, da imaginação, como nos contos de fada, em que tudo pode acontecer, até mesmo trazer Monteiro Lobato, bem pertinho de nós, nesta data tão especial. Assim, é com um imenso prazer que lhes apresento o nosso autor brasileiro, homenageado, Monteiro Lobato! Monteiro Lobato: ( Bem feliz e satisfeito) Bom dia a todos, é uma alegria grandiosa poder estar participando da Selibi desta escola, Meu muito obrigado aos organizadores do evento, Senhoras Walquiria, Juliana, Ana Júlia, senhorita DARLING, professoras que me convidaram, Senhoras Ludmila, Marisa Souza e Marisa Oliveira, e especialmente os alunos do 8º ano C que abrilhantarão daqui a pouquinho, com uma de minhas histórias. Obrigado também aos convidados que vieram até aqui, especialmente para nos ver e enfeitar este evento. Meu muito obrigado. Bom, nasci em Taubaté. Meus pais foram José Bento Marcondes Lobato e olímpia Monteiro Lobato. Desde pequeno, assim como qualquer criança, fui muito peralta, agitado, e tinha a língua afiada, assim como pude ver no meu facebook, bem parecido com os alunos dos 8ºs anos desta escola que adoram um bom debate e um tema polêmico, né Isabela Ferreira, Jipsy,Luana, Matheus Prado, e muitos outros, pois se eu disser o nome de todos vamos até amanhã. Nos meus tempos de infância, já fui alfabetizado por minha mãe. Depois entrei para a escola, sai de Taubaté e fui estudar em São Paulo, já me preparando para a faculdade de direito, como pude ver, o Marquinhos, desta escola, é um bom conhecedor de leis, assim como eu, acredito que se seguir a carreira da advocacia ou promotoria, se sairá muito bem. Bom, continuando, ingressei mais tarde na faculdade de direito, fui promotor, escrevi para vários jornais e revistas, dando minhas opiniões, escrevendo contos, fábulas, como O rabo do macaco, os dois burrinhos, assim, como muitos futuros autores desta escola fazem muito bem todos esses gêneros textuais, também fiz muitos desenhos, caricaturas, como os futuros cartunistas desta escola, né, professor Hélio? Como puderam perceber sempre fui muito polêmico, e isso me transformou em um estopim do movimento modernista. Fui registrado como José Renato Monteiro lobato, mas posso confessar aqui, que até mudei de nome, e olha que não foram através de heterônimos e pseudônimos não! Troquei de verdade, só para poder usar uma bengala que foi de meu pai, e tinha as iniciais J.B.M.L, passei a ser José Bento Monteiro Lobato. Também fui casado, com Maria Pureza, uma bela e pura esposa, tive 4 filhos, Marta, Edgar, Rute e Guilherme, mas não é o Canquerini, que vocês conhecem. Comprei uma editora, que faliu mais tarde por causa do racionamento de energia, não pensem que só hoje existe racionamentos, na minha época, essa palavra já existia. Voltando a literatura, minha obra de maior destaque foram as aventuras das personagens do sitio do picapau amarelo, como autor pré-modernista, minha obras destacam-se pelo caráter nacionalista e social, destacando muito os meus contos escritos, onde retratei os vilarejos decadentes, e as populações do Vale do Paraiba, quando se deu a crise do plantio de café. Em meu livro URUPÊS, criei a figura do Jeca tatu, símbolo caipira brasileiro, desmitificando a ideia de que todo protagonista precisa ser um Cristian Gray, um Caio Castro. (Olha no relógio) Bom vou parando por aqui, já falei demais, e vocês querem ver os pestinhas, como diz meu personagem Tio Barnabé, atuando neste palco. Meu muito obrigado a todos pelo convite e até a próxima oportunidade. Um grande abraço. Vovó: Ai, ai minhas pernas já não aguentam mais e eu ainda tenho que ensinar gramática aos meus netos. Pedrinho, venha meu netinho, amanhã tem prova de língua portuguesa. Pedrinho! Pedrinho: (Pulando e brincando com o estilingue). Estou aqui vovó. Estou aqui! Vovó: Vamos iniciar a nossa aula de gramática para se preparar para a prova. Pedrinho: Vovó, canta aquela musiquinha que a senhora me ensinou, outro dia. Vovó: Claro, meu netinho, lindo! Vamos lá! Me ajude a levantar, Pedrinho. Pedrinho: (surpreso) Levantar, mas pra quê, vovó? Vovó: Oras, Pedrinho para eu cantar. Pedrinho: Mas você vai cantar com a boca, vovó. Vovó: (Brava) Ah, menino! Deixe de ser malcriado, quero cantar em pé. Pedrinho: Então tá, vovó. (Ajuda a vovó a se levantar) Vovó: (dá uma pigarreada e começa) Não tenho teto, não tenho casa.... Pedrinho: (Brincando e esperando a vovó cantar, fica pasmado e diz): Pare com isso vovó, não faça isso! Se meus colegas do SESI ouvirem isso, vou sofrer bullying, vou passar a maior vergonha. Vovó: Deixe disso, meu netinho! Dance um pouquinho com a vovó. Além disso você me pediu para cantar. Pedrinho: Nem pense nisso, vovó! É para cantar outra música. Essa não! Que vergonha! (Expia para ver se ninguém passou por ali) Vovó: Ah, Tá. Canta uma outra música: Dom, dom, dom. Pedrinho: (gritando) Pare, vovó !!! Não é essa é a dos ditongos! Vovó: Ah, a dos ditongos!!! Por que não disse logo. Ditongos vão cair na prova. Pedrinho: Sim, vovó Benta, sim! Vovó: Vogais separadas é hiato, vogais juntas é ditongo, três vogais de mãozinhas dadas é um tritongo, é um tritongo!!! Pedrinho: (Dança, enquanto a vovó canta). Vovó, mais uma vez!!! Vovó: Só se você cantar comigo, meu netinho querido e fofinho! Vovó e Pedrinho: (Cantam juntos): Vogais separadas é hiato, vogais juntas é ditongo, três vogais de mãozinhas dadas é um tritongo, é um tritongo!!! Pedrinho: Também vai cair na prova da Dona Marisa, as paroxítonas! Vovó: Então, Pedrinho, você precisa lembrar desta musiquinha e assim, vai saber toda essa regrinha, que tem uma família muito grande, com muitos acentos. Pedrinho: Nossa, vovó. Igual a família dos Oliveiras, dos Souzas, como tem Oliveiras e Souzas no mundo. Lá na minha escola as duas professoras Marisas que eu tenho, as duas são oliveiras, dá uma confusão! Vovó: É Pedrinho, Parecido com isso sim! É que a maioria das palavras que existem, tenha acento ou não, são paroxítonas. Pedrinho: Que interessante, vovó Benta! Vovó: É assim, Pedrinho! Paroxítonas vão / ter acento se são/ Terminadas com as letras/ que agora virão/ l, n, r, i, is, x/ um, uns, ã, ão, ãos / ps, ditongos/ Prestem bem atenção. Pedrinho: Adorei, vovó! “Di novo”! Quero aprender para ensinar meus amiguinhos. (Cantam novamente, juntos e dançando) Paroxítonas vão / ter acento se são/ Terminadas com as letras/ que agora virão/ l, n, r, i, is, x/ um, uns, ã, ão, ãos / ps, ditongos/ Prestem bem atenção! Pedrinho: Olhe vovó! Quanta gente, parou pra ver a gente! Vovó: É mesmo, Pedrinho. Acho que cantamos bem, melhor do que e Maria Cecília e Rodolfo. (Riem) Pedrinho: É sim, vovó! Vamos ensiná-los! Vovó: Boa ideia, Pedrinho! Vamos sim! (Cantam juntos incentivando a plateia a cantar). Paroxítonas vão / ter acento se são/ Terminadas com as letras/ que agora virão/ l, n, r, i, is, x/ um, uns, ã, ão, ãos / os, ditongos/ Prestem bem atenção. Pedrinho: Vocês, gostaram? (Espera a plateia responder). Vovó: Eles gostaram! Desse jeito Pedrinho, vamos fazer mais sucesso do que o MC Livinho. Pedrinho: Eta, vovó! Só você, mesmo! (Rindo). É vovó se os professores ensinassem como você eu aprenderia tudo. Eles mandam a gente decorar fonemas, ditongos, gerúndio... Vovó: Gerúndio!!! Não diga Gerúndio, tive um namorado chamado gerúndio. Pedrinho: Não falamos mais, vovó. Vovó: Fica suave! Meu netinho, não vou entrar em detalhes! Pedrinho: (Com a mão na boca disfarçando) Ainda bem, se alguém do SESI escuta, vou ficar zoado. Mas o que são fonemas, vovó? Vovó: Então, Pedrinho, fonemas representam o som das palavras ao pronunciarmos, letras são os códigos criados para representar esses sons que são os fonemas. Pedrinho: E ditongos são encontro de vogais que ficam juntas, os hiatos as vogais se encontram na palavra e se separam. (Emília aparece e fica expiando Pedrinho com a vovó com ar de deboche e inventando uma travessura). Entra e fica de lado ouvindo. Tia Nastácia: (Secando as mãos) Sinhá, o sinhá! Pare com essa cantoria e venha até aqui! Vovó: O que foi, Nastácia? (Tia Nastácia aparece e diz): Melhor, ir na cozinha comigo, pois tio Barnabé pegou um saci e prendeu na garrafa. E eu tenho medo de saci, cruz credo! Vovó: E Tia Nastacia!!! Saci é só folclore brasileiro! Tia Nastácia: Não entendo desse tal foque lóre. Só sei que o saci tá lá na garrafa! Vovó: Vamos Anastácia, vamos ver isso! (Saem) Pedrinho: Eu dou uma estilingada no saci e faço ele meu escravo. Deixa essa garrafa dando sopa, tio Barnabé, que esse pestinha, vai ser meu escravo. Emília: Deixa de bobeira, menino! Eu vi, você e vovó numa cantoria só, de aulas de gramática, com tantas regras. Por que, em vez de estarmos aqui a ouvir falar da gramática não havemos de passear no país da gramática? Pedrinho: Que bobagem, Emília! Como você é uma boneca tonta! Esse país não existe e nunca existiu! Emília: (bravinha) Existe sim! O rinoceronte até se propôs a nos levar até lá! Pedrinho: Duvido! E dou o dó! Só acredito vendo! Emília: Ah é, seu Pedrinho!!! Narizinho, Narizinho!!! Narizinho: O que foi, Emília! Emília: Vamos fazer uma viagem para o país da Gramática. Narizinho: País da gramática!!! Eu quero ir. Nem sei onde fica, mas eu quero ir sim! Adoro ler livros, adoro ouvir as histórias da vovó Benta. Adoro as histórias dos autores brasileiros. Pedrinho: Já sei que vai dizer que Monteiro Lobato é seu preferido porque criou essa boneca feia de pano. Emília: (chamando Pedrinho para Briga) Feia só que não! Linda, para seu gosto. Narizinho: (Separando os dois) Parem com isso! Visconde: O que é esta confusão, novamente, Emília e Pedrinho? Parem com isso! Sejam educados! Pedrinho: Essa boboca, disse que existe o país da gramática, Visconde. Visconde: É seu Pedrinho, se realmente existe eu não sei! Mas se existir, deve ser um país fascinante com muitos livros, autores, imaginação, sons. Provavelmente com muitos livros de diversos gêneros: contos, fábulas, crônicas, regras gramaticais, sons... Enfim tudo que a língua portuguesa e suas generalidades pode nos oferecer para as mais diversas comunicações, sejam verbais ou não verbais, imaginarias ou reais. Pedrinho: Ai, Visconde, até você vai acreditar nesta boneca de pano! Emília deve ter sonhado! Emília: Eu não sonhei! Então, você vai ver, se não existe! (brava). Rinoceronte, rinoceronte! Rinoceronte lindo, cadê você? (Rinoceronte entra correndo): O que foi linda boneca? Emília: O Pedrinho, esse sarnento, não acredita que existe o país da gramática! Rinoceronte: O Pedrinho desconfiado, existe sim, é um lugar fascinante, cheio de vida, livros, personagens. Vamos até lá? Visconde, Narizinho: Oba!!! Vamos logo! (Saem). Vovó: (Entra correndo na sala). Ei, a onde vocês vão? Visconde: Vamos ao país da gramática, Dona Benta! Vovó: Uma vírgula, vocês vão? Não!!! Eu também vou com vocês! Vovó: (Grita): Rinoceronte, rinoceronte, lindo, volte aqui! Rinoceronte: O que foi linda, boné..., (assustado) digo, velhinha! (Vovó monta no rinoceronte e diz): Leve-me ao país da gramática, pois vou junto! Rinoceronte: É pra já! (Dá de sair). Vovó: Espere, rinoceronte!!! Quero que você saiba que já fui uma linda boneca, embora não pareça. Vamos rinoceronte! Vovó: IUPI!!!! Lá vamos nós! (Saem). (Entram Tia Nastácia e Tio Barnabé)... Barnabé: A onde eles vão com tanta pressa? Tia Nastácia: Deve ser mais uma das travessuras da Emília. Desde que costurei e fiz aquela boneca para a Narizinho, cada dia é uma aventura no sítio! Tio Barnabé: Isso é bão! Pelo menos as crianças se divertem e dão asas para a imaginação! Criança tem que brincar, viver, sonhar, subir na árvore. Tia Nastácia: Mas as crianças do sítio fazem tudo isso! Fora as história que a Dona Benta conta presle. Uma mai bonita do que a outra. Os livros são uma beleza. Como eu gostaria de ter aprendido a ler, tio Baranabé. Mas na minha época, leitura, livro, escola, não era pra todo mundo, não! Tio Barnabé: Tem razão, Nastácia. Essa criançada de hoje que é feliz! Na minha época com 7 anos, invés de ganhá um livro, ganhava uma enxada pra mor di trabaia. Ah, se tivesse a chance deles hoje. Ia ler tudo os livro que tem na biblioteca. Tia Nastacia: Mai o cê ainda tá com esse tar de saci na garrafa? Num creio! Mió o cê joga fora essa garrafa! Vai que exista memo e ele saia daí e apareça! Eu tenho medo desse pestinha! Tio Barnabé: Calma, Nastácia. Que exeste, exeste, Mai num fai mal não! Ele só gosta de apronta alguma, como: Fazer trança nos cavalo, reza os mio de pipoca pra vira piruá! Nastácia: Vamo pará com essa história e vamo lá na cozinha, que quero fazer uma baciada de bolinho. A hora que essa turminha chega, vai tá todo mundo morrendo de fome. (Saem) (Passa o saci , morrendo de gargalhar , olha para a plateia e diz): Esse tio Barnabé é uma figura! Pensa que eu tô preso na garrafa. Kkkkkk TROCA O CENÁRIO (A turma chegando e observando o país da gramática...) Pedrinho: Não vi nada de interessante até agora! Emília: Cala a boca, seu menino chato! Vovó: Parem os dois! (Caminham com medo.) Narizinho (entusiasmada e curiosa, ouve sons e diz): Que zumbidos são esses? Emília: Sons orais soltos no espaço! Aqueles produzidos pela boca! (Entram uma de cada vez as letrinhas, dançando e repetindo AAAAA EEEE E, IIIIIII, OOOOOOO, UUUUUUUUU!!!). Narizinho: Que sons orais nada, isso são letras! Rinoceronte: Primeiro há os sons orais quando você fala! Depois vem as letras para representar esses sons! Emília: Isso mesmo! Os sons fundem-se adiante formando as sílabas! Visconde: As sílabas formam as palavras. Ouça Narizinho! Os sons estão começando a juntar-se! (Sons são reproduzidos: BÁ, Bé, Ma, la, lu, li, Xa, bo – ne - ca.) Narizinho: ( Muito encantada) É mesmo! Até ouço uma sílaba mais forte em cada palavra! Emília: Essa sílaba chama-se Tônica! Narizinho: (bem entusiasmada): O mesmo nome da mãe de Pedrinho! Narizinho: Não, boba. Mamãe chama-se tonica e a Emília está falando em sílaba Tônica. É muito diferente! Visconde: É crianças, os gramáticos falam com palavras rebarbativas, são amigos de nomenclaturas. Eles dividem as palavras quanto à sílaba tônica em: Oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas! Emília: Isso eu já aprendi! Quando a sílaba tônica é a última, a palavra é oxítona! Narizinho: Que confusão! (Pulando) Bastava dizer que o tal acento cai na última, na penúltima e antepenúltima. Dava na mesma e não enchia a cabeça da gente de tantos nomes feios! Pedrinho: Calma, Narizinho! A vovó tem um jeitinho especial para fazer a gente lembrar de tudo isso! Narizinho: É verdade, vovó! Por que a senhora ainda não me ensinou? Vovó: Porque você não tem dificuldades de aprendizagem, minha netinha! Consegue aprender tudo na escola! Pedrinho: Eu também aprendo tudo, vovó! Vovó: Verdade, mas precisa dar uma reforçadinha em casa! Visconde: É dona Benta, tem razão, sempre é bom dar uma estudada extra em casa. Ajuda a reforçar o aprendizado! Pedrinho: É isso aí, Visconde! Sou um menino muito esperto e estudioso, reforço em casa o que aprendo na escola! Emília: Só que não!!! Visconde: ( segurando Dona Benta pelo braço e andando) Dona Benta, como é fabuloso o país da gramática. Olhe, quanto conhecimento naquela sala, denominada biblioteca! Dona Benta: Realmente, Visconde! Foi uma ótima ideia da Emília ter vindo até aqui! Visconde: Aquela biblioteca, armazena conhecimentos de uma vida inteira! Dona Benta: Sobre todos os assuntos! Políticos, históricos, culturais, literários, curiosidades... Enfim reúnem, passado, presente e até previsões futuras! Visconde: Tenho vontade, Dona Benta, de ficar por aqui! Dona Benta: Mas não pode Visconde! Falando nisso, Visconde, já está ficando tarde! Temos que voltar! Visconde: Verdade, Vamos crianças! Emília: Vamos, então! Mas antes uma perguntinha ao Pedrinho! Eu não disse que existia o país da gramática? Pedrinho: (olhando para Emília, aguardando a pergunta): Dessa vez Emília, vou ter que concordar com você pois além de existir, esse país é muito legal, cheio de cultura. Narizinho: O que é esse livro em sua mão, Pedrinho? Pedrinho: Ganhei da bibliotecária, Dona Darling! Ela é uma moça muito legal. Vou levar para o tio Barnabé! Narizinho: Ao tio Barnabé! Mas ele nem sabe ler! Emília: Já que Pedrinho concordou comigo e gostou muito do país da gramática, vou concordar com ele porque mesmo tio Barnabé não sendo letrado, ele pode ler através dos textos não verbais, formados pelas imagens. Pedrinho: Isso, Emília! Além disso, eu também posso ler a história para o tio Barnabé. Visconde: Boa ação, Pedrinho! Devemos divulgar as leituras, compartilhar com o mundo! Narizinho: Ainda mais sendo saci, tio Barnabé vai adorar! Tem uma mania por saci! Dona Benta: Vamos crianças, vamos voltar! Todos: Vamos, vovó! Vovó: Rinoceronte, rinoceronte, lindo! Cadê, você! Rinoceronte: Estou aqui, linda bonequi... Linda, velhinha! Vovó (Monta no Rinoceronte e diz) IUPI!!!! Ao sítio do Picapau Amarelo! Chegando no sítio.... Crianças: Tia Nastácia, Tia Nastácia! Tio Barnabé! Chegamos, estamos famintos!!! Entram Tia Nastácia e Tio Barnabé.... Tia Nastácia: Que bom, fiz uma fritada de bolinhos de chuva com canela. Estão deliciosos! Crianças: Oba!!! Emília: vamos ver quem chega primeiro? Pedrinho: Claro que serei eu! Emília: Eu vou chegar antes e comer todos os bolinhos! Tia Nastácia: Carma, crianças! Tem bolinho pra todo mundo! Tio Barnabé: (Sorrindo) E posso garantir que os bolinhos da Nastácia, estão de dar água na boca. Uma gostosura! (Entram Todos para a cozinha. Ficam Pedrinho e o Tio Barnabé). Pedrinho: Tenho um presente para o senhor, Tio Barnabé! Tio Barnabé: Um Presente! Mas o que será, Menino? (Pedrinho entrega). Tio Barnabé: Um livro sobre saci! Aquele pestinha! Olha com emoção e alegria. Mas eu... Pedrinho : Já sei que vai dizer que não sabe ler! Mas fique calmo, nunca é tarde pra aprender. E tem mais, este livro é cheio de imagens, a qual chamamos linguagem não verbal. E pelas imagens, vai compreender a história! Tio Barnabé: Estou gostando da ideia, Pedrinho! Pedrinho: E tem mais depois também leio toda a parte escrita para o senhor comparar com a sua leitura visual e indutiva! Tio: Quando começamos? Pedrinho: Daqui a pouquinho, porque agora tenho que correr para não ficar sem bolinhos. (sai correndo). Tio Barnabé: (Emocionado dirige se a plateia) O estudo é a luz da vida! E a leitura são as asas , que nem de um pássaro grandão, capaz de levar a gente, através da imaginação a qualquer lugar do mundo. Se eu tivesse tido a oportunidade de estuda, que tudo os seis tem, eu seria um dotor, muito esperto! Mas não adianta choraminga, porque não tive chance de estudar. Na minha época de escola, a escola não existia para todo mundo. (Secando os olhos com um lencinho). Por isso, escute o conselho de um pobre veio, que gosta do folck lore brasileiro! Valorize a oportunidade de estudar que seus pais te deram, graças ao nosso pai do céu. Pedrinho: Tio Barnabé! Venha vamos começar a ler a história! Barnabé: tchau, crianças! O Pedrinho, vai me contar a história. Tenho que ir, pois quero ler esse e muitos outros. Até a próxima, pessoar. Sai – música do sítio.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Conhecendo os poetas para despertar o poeta que existe em mim

CONHECENDO OS POETAS PARA DESPERTAR O POETA QUE EXISTE EM MIM Autora: Marisa Aparecida de Souza Oliveira Centro Educacional SESI - Bragança Paulista 8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa Resumo da Sequência Didática CONHECENDO OS POETAS PARA DESPERTAR O POETA QUE EXISTE EM MIM A sequência resultou do diagnóstico inicial com os educandos de que Língua Portuguesa é “muito chata” e boa parte não gostava de ler. Dado o exposto, o trilhar traça um caminho que visa conquistar os educandos, provocando sensações de prazeres trazidos pela leitura e estudos da língua permitindo reverter opiniões em curso, não se afastando da construção do conhecimento significativo de diversas competências e habilidades. Para tal descobrir autores, poetas e relacioná-los ao nosso mundo, bem como valorizar-se a si mesmo foram fatores essenciais ao alcance de habilidades leitora e conhecedora da língua, resultando em oportunidades de recriação e prazer, gerados por cada interação de grupos, nas descobertas de cada poeta, com ações que permitiram pesquisar, repensar, opinar, refutar e recriar situações. Contextos promissores do emocionar, revelar a vida de autores, descobertas novas, estudar as figuras de linguagem e enriquecer textos, dinamizando as aulas de Língua Portuguesa, permitindo conhecer seu contexto, provocando risos vivenciando personagens, costurando e descosturando textos, descobrindo que todo mundo tem um pouco de poeta, em muitos ainda adormecido. Introdução A vinda para a escola nova e a junção de duas escolas despertou muita ansiedade em todos, conhecer os novos professores, alunos, exigiram momentos de reconhecimento do grupo em todos os sentidos, ao direcionar de um trabalho eficiente, produtivo e interpessoal. Pensando no pedagógico, o diagnóstico inicial, termostato necessário, tornou-se ainda mais essencial ao traçar dos caminhos a serem percorridos em prol da eficiência de um trabalho norteador que obtivesse conquistas. Assim, o diagnóstico inicial, deu asas para o desenvolvimento desta sequência didática, que visou despertar o gosto pela leitura, a descoberta dos prazeres gerados por ela, bem como reverter a ideia de que Língua Portuguesa é “muito chata”. Resultados apurados inicialmente, também em continuar com a sondagem dos conhecimentos prévios . Diante da percepção, em meio a tantos elementos desmotivantes, tinha em mãos, um apoio essencial: gostavam de produzir textos e tal gosto, tornou-se o ponto de partida nas tentativas de sedução em prol do que estávamos “em negativo”. Assim, os conteúdos tinham a missão de seduzir, ser relevante, ter significado, quebrar paradigmas e mostrar quão gostoso são seus prazeres. Partindo destas considerações, relato minhas experiências na tentativa de reverter o final desta história. Justificativa e relevância Dado o diagnóstico inicial, estava diante de um novo desafio: Seduzi-los! A fim de reverter tais gostos. Mas não poderia somente cobrar leituras, levá-los à biblioteca, tornar a língua estagnada, era preciso agir, tornar o educando descobridor. Em meio às inúmeras tentativas e peripécias teria de despertar o prazer pela leitura, mas sem imposições em evidência. Era o momento oportuno para que os educandos conhecessem as essências envoltas à leitura, para sentirem seu aroma, gostos diversos e possibilidades de viagens patrocinadas pela imaginação, a muitos mundos (passado, presente, futuro). Objetivos - Reverter ideias já enraizados; - Conhecer a história da Língua Portuguesa e sua formação. - Otimizar as habilidades de produzir, relacionar, opinar, refutar, oportunizando evidências para que aconteçam naturalmente; - Permitir que os educandos conheçam poetas e autores estabelecendo relações com emoções do próprio educando. Expectativas de Aprendizagem Identificar, compreender e explicar os recursos expressivos intencionalmente registrados pelo autor (adjetivos, advérbios, conjunções, citações, comentários, pontuação, etc.), sabendo utilizá-los em produções textuais. Identificar e distinguir os recursos que organizam e estruturam diferentes gêneros de textos, tanto na oralidade quanto na escrita, analisando a organização textual, o contexto de produção e aspectos linguístico-discursivos dos mesmos: anúncio publicitário, canção, carta de solicitação, carta do leitor, cartum, charge, coluna, conto fantástico, crônica jornalística, debate regrado, dissertação escolar, editorial, notícias, perfil, poema, regimentos, relato de viagem, reportagens, resenha, romance, seminário, tirinhas, trailer, entre outros. Inferir o sentido (literal ou figurado) das palavras ou expressões a partir de elementos presentes no texto e do contexto de produção. Opinar com clareza e coerência, oralmente e por escrito, sobre o texto em estudo, tendo por referências citações do próprio texto, outras leituras e experiências pessoais. Pesquisar, analisar e comparar informações, obras, autores e temas obtidos em diferentes fontes. Produzir textos considerando o gênero textual em estudo, de acordo com sua função, organização textual e aspectos linguístico-discursivos, pressupondo o enunciador, o interlocutor e os meios de circulação, utilizando também os recursos coesivos da oralidade e da escrita. Reconhecer, compreender e distinguir as marcas das variantes linguísticas orais e escritas (de espaço físico, grupo social, faixa etária, grupos profissionais, etc.), sabendo justificá-las e compará-las à variante-padrão do Português do Brasil. Retextualizar os próprios textos, com orientação do professor, adequando-os aos gêneros orais e/ ou escritos e ao contexto de produção (interlocutores, finalidade, lugar e momento em que se dá a interação), observando a coerência e a unidade textual. Socializar, oralmente e/ ou por escrito, as experiências de leitura de formas diversificadas. Metodologias/ Desenvolvimento das atividades Inicialmente selecionei diversas dinâmicas e vídeos que foram utilizadas semanalmente, a fim de possibilitar uma aproximação dos educandos, permitindo perceber parte de suas maneiras, características, costumes, formas de ler e interpretar o mundo e valorização de seu próprio eu e possibilidades de emocionar e olhar para dentro de si. Conquistada a relação interpessoal do grupo, apresentei a eles o texto: Erro de Português, Oswald de Andrade, instigando-os a inferências no texto e estabelecer relações com o passado e a descoberta do Brasil e a implantação da Língua Portuguesa, como idioma oficial do país. Assim mergulhamos na história do Brasil, contextualizando os conhecimentos apresentados pelos educandos informalmente, somatizando-os à pesquisa e análise da Carta de Pero Vaz de Caminha. Para leitura, solicitei o contato inicial, lançando questões de inferência e dedução das situações. Por fim, fechamos o conhecimento com a dramatização da carta e o contato inicial de duas raças distintas. Aproveitei o texto para relacionar a antítese apresentada, ora vestiu, ora despiu e a opinião dos educandos diante da narração, aproveitando para sondagens de argumentação, em debate e artigos de opinião. Em sequência, chegou a hora de dissecar o mapa do Brasil relacionando-o aos povos que imigraram e deram a miscigenação das raças. E assim evoluímos a análise e formação da Língua Portuguesa e influências dos índios, portugueses e negros. Propus que pesquisassem sobre seus antepassados e descendências. Vibrações surgiram com as socializações. Aproveitei para lançar algumas questões sobre a língua para pesquisa e socialização, somadas a pontos de vista pessoais que deveriam ser colocadas na roda de conversa. Uma conversa dinâmica e descontraída, resultou-se, além de relações entre passado e presente, onde tiveram que escrever sobre as descobertas do Brasil nos dias de hoje, sendo eles os descobridores que relatariam a alguém as descobertas, uma retomada do gênero epistolar e sondagem do conhecimento. As variações da Língua e suas evidências foram comparadas entre uma região e outra, aproveitei para relacioná-las com os baianos, nordestinos, gaúchos, políticos de Brasília, carioca, paulistas, mineiros, e até com os sotaques da região bragantina e as raízes dos antepassados. Dada a pesquisa, contei com monitores da sala no desenvolvimento da atividade, que dramatizaram as situações de diversas maneiras e criatividade para o restante das turmas. A aproximação entre língua, professor e alunos começava ser costurada. Os primeiros manifestos de que a língua portuguesa parecia interessante começaram a germinar. Chegara a hora de desafiá-los a descobrir quem foi o maior “poeta da língua portuguesa”. Chegamos em Camões, orientada pelas descobertas, criei situações dramáticas para recontar a biografia e história do poeta, colocando novidades no meu blog que divulguei a turma. Procurava enfatizar a parte mais interessante da história, a fim de que ficasse para a aula seguinte. Ao final do dia, muitas visitas registravam-se no blog. Avaliação de que a sedução agora regada estava a brotar. Em meio ao traçado, perceberam minha paixão por Camões, resultando em interações bem agradáveis que provocaram muitos risos e comparações. Introduzi o conhecimento da biblioteca no último capítulo de Camões, a fim de que o acervo da biblioteca fosse explorado. Assim os sonetos de Camões passaram a ser trazidos pelos educandos à sala de aula. Criamos dentro do projeto de Olho na Notícia, seguido diariamente pelos educandos, o de Olho no poeta, em que biografias eram pesquisadas e perfiladas. Aproveitei para relacionar ao gênero perfil, através de propostas do material didático: (Movimento do aprender, 8º ano, Ensino Fundamental). Todos os dias, um soneto de Camões era explorado, alguns quanto à estruturação, outros quanto aos dizeres, inferências. Situações polêmicas da vida do autor passaram a ser temas para questões opinativas, artigos de opinião e debate, pinceladas de sondagens sobre o Gênero e aprofundamentos com a abordagem do capítulo: Tomar partido por inteiro, em (Movimento do aprender, 8º ano, Ensino Fundamental). Na sequência foi a vez de Shakespeare, leitura de poemas, biografia contemplada, dramatização de Romeu e Julieta, em sala. Passei a utilizar os sonetos, obras em evidências para contextualizar os conteúdos semânticos e sintáticos necessários. Chegara o momento de possibilitar o caminhar sozinho. Na biblioteca, propus que elaborassem um lista de poetas que gostariam de dissecar. Completa, dividimos entre as quatro turmas os nomes levantados. Na biblioteca e LIE, as novas descobertas floriram, trazendo o aroma de que a essência da leitura estava a exalar. Estudamos as fases de um seminário, a fim de que os poetas em estudo fossem conhecido por todos, através deste gênero oral. Uma possibilidade de destacar que a língua também está presente na oralidade. Enfim no dia a dia. O produzir texto, elemento motivador, era regado constantemente, pois o poeta tal escreveu assim, o que ele quis dizer? Podemos também escrever assim? Vamos tentar? Enfoque na Linguagem conotativa e suas figuras. Entre os diversos poetas/ autores que subsequentemente foram perfilados, chegamos em Cora Coralina e seus bonequinhos e assim reinventamos tais bonecos, despertando o poeta que existe em cada um de nós. Conclusão A intenção desta sequência foi reverter uma história infeliz entre alunos e elementos da Língua Portuguesa, em especial, gosto pela leitura. Para tal, o destino traçado foi aproveitar-se de artimanhas didáticas para seduzir, subsidiados pela significação e contextos. Assim, as aulas de Língua Portuguesa, no contexto do parágrafo anterior, por sua vez, teria de colocar em prática a sua magia e exalar-se pelo ar, permitindo que os educandos compreendessem e inferissem em situações dos primórdios aos dias de hoje. Mil aromas, cores, sabores, sons, poetas, lirismo... A essência poética permitiu que a emoção revertesse gostos e tomasse conta da alma permitindo lirismo, mas também sustentar opiniões. O Percentual alto de que Língua Portuguesa e leitura é muito chato, deu espaço aos prazeres e habilidades de transformações, Comprovando que o happy the end, ainda existe. Referências bibliografias BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa/Secretaria de Educação. Fundação Brasília, 1997. CEREJA, Willian Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens 1. São Paulo, Ed. Atual, 2008. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. SESI – SP. Referenciais Curriculares da rede SESI – São Paulo: SESI, 2003 CD – ROM. SESI-SP. Serviço Social da Indústria. Movimento do Aprender. 8º ano, Língua Portuguesa. São Paulo,1ª edição, 2010.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conscientizando o praticante de atos violentos na escola a não mais praticá-los.

Proposta de Conscientização Realizar uma pesquisa sobre o tema: “Violência, eu não devo praticar, pois não sou melhor e nem pior do que o outro, todos somos iguais e temos os mesmos direitos como cidadão na sociedade em que vivemos”. Objetivos: A pesquisa proposta tem como objetivo levar os alunos a refletir sobre as diversas formas de violência que acontecem na escola e procurar meios para evitá-las, uma vez que foi praticante da mesma, gerando agressões físicas ou verbais a outrem. A violência na escola traduz-se numa grande diversidade de comportamentos antissociais, seja uma forma de opressão ou de exclusão social, agressões, vandalismo, provocações ao próximo que podem ser desencadeados por elementos da comunidade escolar. Nesta perspectiva, é de extrema importância que os alunos desenvolvam atividades que os conscientizem de tal comportamento. • Iniciar definindo o que vem a ser violência e quais são os tipos de violência. • Enfatizar que ela pode ser física ou verbal, verbalizando exemplificações que levam à prática da violência, como ofender a mãe do colega, usos de palavrões, entre outros. • Citar os exemplos de violência frequentes em geral, podendo abordar outros contextos da sociedade, em que ela se faz presente. • Considerar que deve se ter cuidado com as brincadeiras, pois muitos atos violentos advêm das tais “brincadeirinhas” que começam bem e terminam mal. E quando se percebe o pior já aconteceu e não há como inverter a situação gerada. • Definir o que vem a ser escola e seus espaços e quais são as atitudes esperadas pelos envolvidos no âmbito escolar, enfocando como deve ser as atitudes do aluno neste contexto para que, realmente, o papel da escola “educar e conduzir o aprendizado” possa ser respeitado. • Mostrar e elencar as situações que levam a violência a acontecer dentro da escola. Fazendo uma lista das situações e assim possa permitir que outros educandos visualizem e reflitam antes de virem a colocá-las em prática. • Elencar através de uma lista atitudes de bom gosto e educação, que evitarão desentendimentos que venham a se transformar em agressões. • Definir o que é respeito. • Elencar uma lista de situações, boas maneiras e comportamentos que representam atos de respeito. • Comentar que vivemos em sociedade e que para qualquer espaço público existem regras que devem ser respeitadas para que todos os cidadãos possam ter o direito de ir e vir, como consta nas leis dos direitos humanos, sem sofrer banalizações, desrespeitos, discriminações, bullying entre outros atos que gerem ofensas ou agressões físicas, verbais, ou psicológicas. • Aproveitar para garantir que a escola é um dos espaços da sociedade composto por regras que devem ser respeitadas para garantir o direito e igualdade de todos. • Deixar claro que a escola, por excelência é o local dedicado à educação, à socialização da criança e do adolescente, e que não se deve transformar-se em cenário de agressão, autoritarismo e desrespeito mútuo. São lições que jamais poderiam ser praticadas neste espaço. Orientações: Realizar a pesquisa e organizá-la para ser apresentada aos demais educandos, atentando para que o tema seja garantido e possivelmente praticado pelos demais alunos do âmbito escolar. Afinal, “ violência, eu não devo praticar, pois não sou melhor e nem pior do que o outro, todos somos iguais e temos os mesmos direitos como cidadão na sociedade em que vivemos”. Na apresentação a ser exposta através de palestra, você poderá utilizar instrumentos variados, como: vídeos, slides, Power Point, músicas, entre outros recursos que julgar necessário. Por: Marisa Aparecida de Souza Oliveira

domingo, 8 de setembro de 2013

A Região Bragantina em destaque!




A REGIÃO BRAGANTINA EM DESTAQUE!



                                        
                                           Elaine de Almeida Constante
 Marisa Aparecida de Souza Oliveira
 Luciana Carobrez
 Bruna Tardini.

Centro Educacional SESI de Bragança Paulista
Ensino Fundamental
7ª série do Ensino Fundamental de 8 anos
 Geografia, Língua Portuguesa, Inglês
2012
Ce012@sesisp.org.br
Telefone: 11 – 4035 1701
E-mail: elaineconstante@hotmail.com




Bragança Paulista
2013
Resumo da Sequência Didática
A Região Bragantina em Destaque!

Considerando as expectativas de aprendizagem, a sequência partiu de uma situação problema apresentada no espaço escolar, em Geografia, que preparava para  conhecimentos prévios introdutórios da composição das paisagens naturais e humanizadas do Brasil e do Mundo,  partindo de conhecimentos da Região em que estamos inseridos, indo da hiponímia à abrangência da hiperonímia, diagnostiquei que os educandos desconheciam a Região que habitamos, não reconhecendo quais cidades compõem-na e as características básicas da Região Bragantina.
Dado o exposto, vi a necessidade imediata de tomada de decisão para reverter conceitos errôneos enraizados, buscando parceria com outras disciplinas para alcançar o aprendizado esperado, pois se a hiponímia não acontece não se alcança a hiperonímia.
Em Língua Portuguesa, abordava-se a Resenha Turística, oportunizando unir conceitos humanos e físicos ao contexto deste gênero, possibilitando conhecimento, informação e opinião.
A junção das disciplinas permitiu o aprofundamento do assunto oportunizando o lançamento de desafios, a descoberta orientada e lúdica de conhecimentos à construção de um saber concretizado.
Nesta busca, conhecer as cidades da região tornou-se instrumento mobilizador às ações interdisciplinares, aguçando o sabor da descoberta à questão e outras surgidas. Constituindo-se em um Guia Visual da Região Bragantina, um dos produtos finais deste relato.
Introdução
 Nas aulas de Geografia e demais disciplinas é comum a sondagem de conhecimentos prévios ao nortear do trabalho do professor focando o aprendizado do educando. E em um desses momentos, quando abordava-os para introdução da Unidade 05: (Configuração das paisagens no Brasil e do Mundo - movimento do aprender 8ºano), percebi que os educandos desconheciam a região em que vivemos.
Surpreendi-me com o diagnóstico, pois acreditava que obteria outro resultado. Esperava que saberiam mais do que informações básicas e diagnostiquei que nem o básico conheciam, uma vez que influenciados pela TV, acreditavam que as cidades da região inseriam também algumas do litoral, devido à previsão do tempo apresentada pela TV Vanguarda. 
Aproveitei e indiquei que tais cidades citadas não pertenciam a Região Bragantina, causando enorme problematização, uma vez que insistiam no sim.
Vi que não adiantava discutir, era preciso ação, levá-los a descobrir informações precisas, agindo sobre o problema.
Em Língua Portuguesa, surgiu a oportunidade de somatizarmos os conteúdos em estudo, pois acontecia nesta disciplina, abordagem do capítulo: (Me conta que eu vou – movimento do aprender 8º ano), estudo de resenha turística, uma ótima oportunidade de junção de saberes, tornando estes mais significativos ao aluno. Juntas começamos a elaborar metodologias para atingir as habilidades e competências traçadas. Sua intenção era avançar com o estudo das resenhas, permitindo o aluno produzir textos além dos quais estavam sendo vistos. Surgia a oportunidade de conhecer a fundo a região e possibilitar a sistematização do conhecimento através de desafios instigantes, como produzir resenhas e informações extras para a composição de um guia visual da região, permitindo em Língua Portuguesa, o estudo de novos gêneros e subgêneros deste produto final e em geografia, os conhecimentos humanos e físicos necessários a hiperonímia traçada.
Partindo destas considerações, iniciou-se esta sequência multidisciplinar envolvendo as disciplinas citadas e posteriormente, a de Inglês, logo que começaram a abordagem estrutural do guia visual.
Outras práticas do conhecimento aconteceram, sempre oportunizando a avaliação formal, como informal, construída continuamente em cada etapa da sequência. Afinal, em cada avanço programado, diante das dificuldades ou sucesso, disponibilizávamos a autoavaliação dos envolvidos, tanto discente, como docente, a fim de conquistarmos o esperado, inicialmente, diante das expectativas programadas, bem como a concretização de que o trabalho contribuísse à eficácia do aprendizado almejado.

Justificativa e Relevância

Conhecer a região bragantina para, posteriormente, aprofundar na composição das paisagens naturais e humanizadas do Brasil e do Mundo, fator essencial, que me fez retomar as estratégias metodológicas traçadas. Diante do diagnóstico inicial, o desconhecimento da região e as informações errôneas enraizadas de pais para filhos era preciso agir, dinamizar, concretizar as informações e para isso, não adiantariam informações prontas, era o momento para a ação do educando, as descobertas teriam de ser feitas por eles e assim reverter os conceitos.

Objetivos

- Partir da hiponímia à hiperonímia;
- Sondar, estudar e aprofundar nos conhecimento da região;
- Aprofundar os estudos para o conhecimento da composição das paisagens naturais e humanizadas do Brasil e do Mundo;
- Disponibilizar desafios para o educando recriar e transformar o conhecimento.
- Estabelecer relações com outras disciplinas, mantendo a interdisciplinaridade entre elas, os conteúdos, os gêneros em estudo e o conhecimento.  

Expectativas de aprendizagem
             Geografia
             9 – Entender a relação entre diferentes elementos (solo, relevo, clima, hidrografia, vegetação e ocupação humana) na configuração das paisagens em diferentes partes do globo, identificando aqueles que predominam.
             12 – Identificar e localizar as principais paisagens do planeta, analisando sua importância para os países onde se encontram.
             16- Localizar os principais rios e bacias hidrográficas do Brasil, analisando diferentes formas de uso e gerenciamento, assim como sua importância para diferentes setores da sociedade.
Língua Portuguesa
             6 - Identificar, compreender e explicar os recursos expressivos intencionalmente registrados pelo autor (adjetivos, advérbios, conjunções, citações, comentários, pontuação, etc.), sabendo utilizá-los em produções textuais.
           8- Identificar e distinguir os recursos que organizam e estruturam diferentes gêneros de textos, tanto na oralidade quanto na escrita, analisando a organização textual, o contexto de produção e aspectos linguístico-discursivos dos mesmos: anúncio publicitário, canção, carta de solicitação, carta do leitor, cartum, charge, coluna, conto fantástico, crônica jornalística, debate regrado, dissertação escolar, editorial, notícias, perfil, poema, regimentos, relato de viagem, reportagens, resenha, romance, seminário, tirinhas, trailer, entre outros.
          13- Observar, refletir, reconhecer e aplicar as marcas linguísticas que compõem o gênero textual em estudo.
          14 - Opinar com clareza e coerência, oralmente e por escrito, sobre o texto em estudo, tendo por referências citações do próprio texto, outras leituras e experiências pessoais.
          15 - Pesquisar, analisar e comparar informações, obras, autores e temas obtidos em diferentes fontes.
         17 - Produzir textos considerando o gênero textual em estudo, de acordo com sua função, organização textual e aspectos linguístico-discursivos, pressupondo o enunciador, o interlocutor e os meios de circulação, utilizando também os recursos coesivos da oralidade e da escrita.
21      - Retextualizar os próprios textos, com orientação do professor, adequando-os aos gêneros orais e/ ou escritos e ao contexto de produção (interlocutores, finalidade, lugar e momento em que se dá a interação), observando a coerência e a unidade textual.
             22- Socializar, oralmente e/ ou por escrito, as experiências de leitura de formas diversificadas.
Inglês
            1 - Produzir gêneros textuais observando estrutura, relação entre as partes e função social.
            2 - Reformular sua própria produção escrita demonstrando adequação quanto ao contexto de produção, a organização textual e aos aspectos linguístico-discursivos (coesão verbal e nominal, conectivos, vozes, modalizações e campo lexical).
            17 - Identificar e relacionar as diferentes culturas existentes de forma a atuar e interagir com a diversidade sociocultural.

Metodologias/ Desenvolvimento das atividades
Roda de Conversa – Questionei-os sobre as cidades que compõem a Região Bragantina e percebi que os educando desconheciam-na, inclusive conhecimentos básicos e essenciais. Percebi, neste momento, que teria de rever minha programação partindo desta hiponímia para atingir a Configuração das paisagens do Brasil e do Mundo.                                                                         
Atividade 1 – Pesquisa no LIE. Propus que confirmassem as respostas levantadas em sala, através de uma pesquisa:  Quais cidades compõem a Região Bragantina, atentando para que pesquisassem em sites indicados por mim, evitando que as informações pudessem ainda dificultar os conhecimentos esperados e anotassem os resultados. Em seguida socializamos as respostas encontradas.
Atividade 2 – Em L. P., caminhava-se para a retextualização de resenhas escritas, uma vez que já havia se trabalhado, através das propostas do material didático: (Movimento do aprender, 8º ano, E. Fundamental), entre outras estratégias traçadas, partiu-se para um avançar. Iniciou-se no LIE, pesquisa de imagens das cidades da região bragantina, aproveitando da linguagem não verbal, a possiblidade de inferência ao que as imagens transmitiam e revelavam daquela cidade.
Atividade 3 e 4 – Em geografia, optei por utilizar o LIE, para leitura de informações destas cidades e pesquisas referentes aos aspectos físicos e sociais. E elaboração de gráficos com as informações.
Atividade 5 – Em L.P., era o momento de explorar o que é um guia visual, quais informações contêm como é estruturado. Um momento, também, de percepção e relação, já que os guias observados traziam semelhanças e diferenças. 
Atividade 6 – Trabalho com o contexto de produção dos gêneros do guia visual e marcadores linguísticos, bem como aprofundar o olhar para a sua estrutura.
Atividade 7 – Em Geografia, a necessidade de pesquisar sobre diferentes elementos físicos, como solo, relevo, clima, hidrografia, vegetação e assim, associá-los a ocupação humana. Sempre atentando que a autoavaliação acontecesse, ora oralmente, ora escrita, mas que registrasse o conteúdo pesquisado.
Atividade 8 – Aproveitando a mobilização gerada, com as imagens observadas e inferidas, em LP propôs-se a elaboração de cartões-postais para presentear aos pais, uma vez que alguns destes também desconheciam a região e tinham a mesma visão do educando, aquele diagnóstico indicador para o nortear desta sequência.  Constituindo 16 cartões-postais personalizados que compuseram um quite. Também, estudo do gênero, composição, funcionalidade e intencionalidade.
Atividade 9 – Em geografia, através dos cartões analisamos cada paisagem, inferimos e discutimos sobre os diferentes e semelhantes elementos que compunham cada uma delas.  Como a Serra da Mantiqueira e o clima Tropical de Altitude...
Atividade 10 - Já que o assunto girava em torno da Região Bragantina, aproveitei para que os educandos elaborassem questões para produto final, a elaboração de um jogo de tabuleiro como instrumento de avaliação dos conhecimentos essenciais.  Transformando a avaliação em um momento prazeroso.
Atividade 11 – Diante destas atividades, chegou o momento de sistematizar, em língua portuguesa, organizou-se as duplas, que teve de organizar as informações registradas por escrito em pastas salvas no “PC”, de forma que ambas as duplas de cada sala elaborassem e acordassem na construção do guia visual da cidade sorteada.
Atividade 12- A construção do guia visual – Em Língua Portuguesa, orientava-se a estruturação, escrita e retextualizações das resenhas turísticas, e em geografia, a montagem das informações físicas, geográficas e econômicas levantadas. Bem com a histórica, em português, curiosidades e informações ao turista em Geografia.
A partir de então, as aulas das duas disciplinas passaram a acontecer no LIE. Convém lembrar que as informações referentes as ferramentas para atender a estrutura elaborada pela professora de L.P. e por mim eram direcionadas pela (ASE).
Cada turma tinha o compromisso de revisar o que a outra acrescentou, para depois dar continuidade.
Atividade 13 – Neste momento, formamos um tripé do conhecimento, pois a professora de inglês, diante de suas expectativas, viu a possiblidade de somar tal construção e suas aulas, também passaram a compartilhar as ferramentas do LIE, levando os alunos a traduzir as resenhas já escritas para a língua inglesa, enriquecendo nosso Guia Visual.
Atividade 14 – Quase elaborado o guia visual, chegou a hora de revisar e retextualizar as informações. Dessa forma, cada disciplina atentou para as habilidades contempladas, aos momentos de reflexão e autoavaliação do produto construído até então.
Atividade 15 – Os guias ficaram prontos. Foi o momento de juntarmos as duplas de cada sala em um único momento para apresentar informações essenciais de cada cidade da região. Um momento primordial para multiplicação do aprendizado e avaliação do conhecimento.
Atividade 16 – Junção dos exemplares da cidade em um único da região.           Atividade 17 – Avançar – Diante de uma conotação subversiva, as imagens coletadas inicialmente, em LP, compôs painéis de releitura da Região Bragantina. Somatizada a retomada e reavaliação do gênero poesia já trabalhado anteriormente.
Atividade 18 - Chegara a hora de aprofundar a hiperonímia idealizada, utilizando-se o material didático: (Movimento do Aprender, cap. 05. Configuração das paisagens do Brasil e do Mundo), conforme as atividades propostas e aprofundamento esperado.
Atividade 19 - Avaliação final – De maneira informal, o jogo de tabuleiro concretizou-se como avanço e criatividade dos educandos também somou-se a este a construção do jogo: Cubo Mágico”.                                      
Conclusão
Dado o exposto, podemos dizer que foi um trabalho bastante prazeroso de se direcionar, instigando a relação interpessoal com os educandos, permitindo-os buscar os conhecimentos, bem como comprová-los. Há alunos que foram além, junto da família, visitaram a cidade pesquisada, buscando informações concretas, entrevistando moradores e conhecedores da região, demonstrando prazer em pesquisar.
Podemos dizer que o aprendizado aconteceu, a construção desse saber será levado por esses alunos e transmitidos a outrem, com satisfação e convicção de suas respostas.
Afirmo que esperava que meus alunos, diante dos conhecimentos prévios demonstrassem saberes da região, mas foi graças à construção errônea, e o precisar retomar novos rumos, que permearam essa conquista, permitindo a mim e as professoras envolvidas, a percepção dos quanto nossos alunos são capazes de proporcionar.  Basta motivá-los e acreditar em tal capacidade.




Referências bibliografias

SESI – SP. Referenciais Curriculares da rede SESI – São Paulo: SESI, 2003 CD – ROM.
SESI – SP. Serviço Social da Indústria. Movimento do Aprender. 8º ano, Geografia. São Paulo,1ª edição, 2010.
SESI-SP. Serviço Social da Indústria. Movimento do Aprender. 8º ano, Língua Portuguesa. São Paulo,1ª edição, 2010.         
Documentos eletrônicos
www.serranegra.com.br/, acesso em 02 maio 2012.

www.pinhalzinho.sp.gov.br/‎, acesso em 02 maio 2012.

www.atibaia.sp.gov.br/‎, acesso em 09 maio 2012.

www.braganca.sp.gov.br/, acesso em 09 maio 2012.

www.lindoia.com.br/, acesso em 11 maio 2012.

www.aguasdelindoia.com.br/, acesso em 11 maio 2012.

www.socorro.com.br/, acesso em 23 maio 2012.

www.nazarepaulista.com.br/‎, acesso em 23 maio 2012.

www.joanopolis.com.br/, acesso em 30 maio 2012.