sábado, 5 de agosto de 2017

Poesia

Ética é um pensamento da filosofia, O ser humano como máquina de reflexão Como a vida que desafia Cada um diante da própria razão. Diversidade é um conjunto variado: Seja de comida, animal ou gente, Pois não percebem o quão único é ser diferente. Paz é sempre desejada Citada como objetivo da religião Que, às vezes mal interpretada Causa guerras e entra em contradição. Integração é pensar coletivo Ver o lado bom de ser diferente, Ter um relacionamento afetivo. Até mesmo com o mais carente. Amizade é não se sentir só, Fazer do outro parte de ti, Trocar o eu por nós E uma vida partilhada permitir. União é tipo leite e café Quando os opostos se completam, Mesmo sendo diferente como são Insistem com o pouco que os restam. Respeito é o mínimo esperado! Está acima de etnia, estilo ou cor Deve em prática ser colocado, Seja lá com que for. Amor, que seja o próprio, vertente da liberdade Livre é aquele que ousa voar, Aquele que não busca sua metade Porque por inteiro aprendeu a se amar. E esses são os 9 valores Para, você, que do seu caminho é autor. Não se permita ficar nos bastidores, O espetáculo só começou! Por, minha querida e sempre lembrada, aluna: Beatriz Dantas

Música - Paródia Dom Casmurro

Paródia – Dom Casmurro Ritmo – Queen; We Will Rock You Dom, Dom, Casmurro (2x) Metido é Casmurro Ironia vem por Dom Agora eu quero ver Casmurro vou ser Dom, Dom, Casmurro (2x) Promessa por quê? Se padre não vou ser Paixão consumada É isso que vou ter Ca, Ca, Capitu (2x) Direito vou fazer Um filho vou ter Capitu me aguarde Pois eu voltei Dom, Dom, Casmurro (2x) Ora só Não sei porquê Mas esse filho Minha cara não tem Sou, Sou, Casmurro (2x) Por minha querida aluna: Isabela Stephanie Godoi

Cancioneiro do SESI 012

Cancioneiro do SESI - 012 Edição: Larissa...... Assistência Editorial: Andressa...... Revisão e Coordenação editorial: Professora: Marisa Aparecida de Souza Oliveira Capa: Cibele.... 1° ano do Ensino Médio- Turma Única Cancioneiro do SESI– 012 1° edição Centro Educacional SESI 012 . Bragança Paulista- São Paulo – 2011. Apresentação Na Europa, na Idade Média, a fé católica exercia uma poderosa e constante influência. O homem medieval era, antes de tudo, um homem que entendia o mundo terreno como um apêndice do mundo divino e que temia castigos caso não vivesse em conformidade com os padrões religiosos. Daí que elegesse como modelo os exemplos de virtude e de lealdade, de obediência e de humidade e criticasse os comportamentos condenáveis. Esse idealismo refletiu-se na literatura. Grosso modo, a vida na Europa estava relacionada à produção agrícola, às guerras ou os cotidianos dos palácios. Nas vilas camponesas e nas ruas das cidades, nas praças e nas cortes, artistas levavam poesia, música, dança e encenações teatrais, tanto às plateias populares como aos nobres cultos. Faziam sucesso as narrativas de batalhas entre honrados e corajosos cavaleiros, quase sempre profundamente apaixonados por uma nobre e recatada dama. E também agradavam os poemas cantados, dominados “Cantigas de Amor e Amigo” que tratavam de amores puros, de lindas donzelas e das saudades dos amantes. Ou, então, aqueles poemas, “Cantigas satíricas”, que expressam crítica e zombaria por meio de um tom debochado e cortante que transparecia também nas peças teatrais medievais levadas aos palcos dos palácios e das feiras populares. Vivenciando e mergulhados neste contexto, recriamos um pouco deste mundo medieval, concretizados em momentos de evasão da realidade, transportados a esta época remota, através do Projeto: “Revisitando a Idade Média”. Tal experiência permitiu-nos estar no papel destes trovadores e escrever inúmeras cantigas trovadorescas, novelas de cavalaria, que constituíram este Cancioneiro que apresentamos agora. Caros leitores, boa leitura! Lembrando que vale a pena também mergulhar neste mundo deslumbrante que revive ainda hoje através da literatura. Os trovadores Cantigas de Amor Mesmo navegando nos mares para encontrar, Mesmo nas guerras que ganhei para ela conquistar, Nunca encontrei alguém tão bela, No mundo não há pessoa como ela. Mesmo no céu flutuando, Mesmo no pensamento voando, Nunca vi mulher como aquela, No mundo não há pessoa como ela. Não se lembras da morada, Onde nasceu nosso amor, óh minha amada, Daquelas melodias, Que marcaram nossas vidas. Desde aquele dia, Nunca mais a avistei, Preciso de sua companhia, Caso não a ache, do coração morrerei. (Dom Zola) A mulher que eu convivo e muito adoro Mostrai-me que me amas Isso que vos imploro, senão, Não saberei conviver Sem a tua presença. Mostrai-me onde possa contigo falar Prometo que farei de tudo para te encantar Mostrando todo o meu verdadeiro amor, Caso contrário, não saberei viver, Preferindo muitas vezes a morte. (Bruno Henrique Molinari) Minha bela dama O que fizestes para que, Eu me apaixonasse dessa maneira Por você? E assim, como em um Estalar de dedos, Desaparecesse de minha vida Por que fizestes isto? Meu coração ficou submisso A minha paixão. Que por consequência Não foi correspondida. Agora estou a sua espera Na esperança de que Tenha um pouco de mim Em sua memória. Para podermos ficar juntos Compartilhando nosso amor Um com o outro. (Erick Porto) Há muito tempo que te espero Já não sei mais o que fazer Espero-te com muita ansiedade. Aguardo muito a tua chegada, espero-te. Já não sei como te esquecer Espero-te com muita ansiedade. Há muito tempo que tento te esquecer Já não seu mais como te esquecer Espero-te com muita ansiedade. (Dom Dinis de Alcântara) Enquanto você está aí Bela distraída Eu estou aqui Pensando em te amar Ó minha bela! Ainda não nos conhecemos E tudo tem seu tempo Mas tenha certeza Que eu irei te amar. Ó minha bela! Se tu tiveres receio, Ou algo parecido Jogue fora do seu coração Pois não caberá nada mais aí, Além de meu amor Ó minha bela! (Dom Silveira) Por que você foi embora? Só para fugir de suas responsabilidades?! Ou só para ver como é sentir saudades... Por que você foi embora? Para viver seus sonhos?! Ou para tentar viver os dos outros... Por que você foi embora? Para ver quem realmente te ama?! Ou para encontrar quem você ama... Por que você foi embora? Por que você foi embora? Por que você foi embora? (Dom Sebatian Batistella) Calado, sozinho, Não sei onde estou. Perdi suas pistas Perdi seu amor. Calado, sozinho, Parado a te esperar. Acreditando que o vento Vá te encontrar. Palavras, palavras Jogadas ao chão. Que piso e enterro, No intuito de guardar. As palavras de um homem, Que um dia soube amar. (Dom Breno Schiavo) Oh, bela donzela, Saiba que tu me deixaste cego de amor E que roubastes o meu coração, apenas para ti, Sei que nosso amor, nunca terá futuro. E sei também que já amei várias mulheres, Mas nenhuma tem seu brilho e seu encanto. Apesar de tudo Quero lhe dizer Nesses simples versos que: Mesmo que as estrelas percam seu brilho, Os céus explodam E as palavras não rimem mais, Eu te amarei sempre. Quero de amor Viver no teu coração Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão. Quero em teus lábios beber Em teu seio morrer Quero viver de esperança, Quero tremer e sentir E na tua cheirosa trança Quero sonhar e dormir! (Dom Juan de Marco) Por ti, morro de amor, Mesmo sofrendo com essa imensa dor Quero contigo estar na eternidade! De ti tenho saudade, Pois só tu me trazes felicidade Quero contigo estar na eternidade! Já não suporto tal solidão, Que tanto faz arder meu coração Quero contigo estar na eternidade! Mesmo tu sendo tão indiferente Estou crente, que de amor estou doente. Quero contigo estar na eternidade! E nada pode me curar de tal sofrimento Causado pelo mais nobre sentimento Quero contigo estar na eternidade! Só tu me trazes tranquilidade Com tua irresistível suavidade, Quero contigo estar na eternidade! Não ei de ter outra amada Capaz de como tu, adentrar minha morada. Dom Fagundes Cantigas de Amigo Oh, noite estrelada que meu sentimento vem tornar cristalino Se tu soubesses o significado da vida, dizei-me sobre meu amigo, qual é seu destino? Que de tão grandioso a sua espera tudo parece estar perdido Oh vida que parece estar perdida, a cada ruído um ponto de esperança na imensidão Se tu soubesses o significado desse amor desatino, dizei-me sobre meu amado, a alameda de seu coração? Que de tão grandioso a sua espera tudo parece estar perdido. Oh amor ardente que caminha na encruzilhada, que aguarda por uma voz lá no alto Se tu soubesses o significado de saudade, dizei-me sobre por quem suspiro, por onde andas meu amigo? Que de tão grandioso a sua espera tudo parece estar perdido. Oh, felicidade adormecida, que submersas procuram de volta uma luz análoga ao nosso primeiro encontro. Se tu soubesses o significado da alegria, dizei-me sobre quem me põe nesta conjuntura, por onde andas meu amigo? Que de tão grandioso a sua espera tudo parece estar perdido. Oh noite, que a espera resposta finaliza, estará ocupado esse coração, por outro amor, outra paixão? Se tu soubesses o significado de tristeza, dizei-me sobre meu passado condenado, por onde andas meu amado? Que de tão grandioso a sua espera tudo parece estar perdido. Oh noite abrilhantada, que junto a mim suspira, sobrevive, luta contra um sentimento. Se tu soubesses qual é o começo, o meio e o fim, de toda esta procura, dizei-me sobre meu amigo, por onde andas minha esperança? Que de tão grandioso a sua espera tudo parece estar perdido. (Dom Arthur Giampieter de Airiws) Cá está eu a esperar doce amigo Levando comigo rosas negras Para onde jamais pensei em ir. Cá está eu a esperar querido amado Levando comigo seu coração partido Para onde jamais pensei em ir. Se não me vir meu amigo Saberás que fui a uma viagem Para onde jamais pensei em ir. Se não me vir meu amado Saberás que jamais voltarei da viagem Para onde jamais pensei em ir. Diga-me, meu amigo Como foi saber que jamais voltaria desse lugar Para onde jamais pensei em ir. Diga-me meu amado Como foi saber que jamais vou voltar desse lugar Para onde jamais pensei em ir. Oh! Meu amigo, Sinto-me tão só nesse lugar Para onde jamais pensei em ir. Oh! Meu amado, Sinto tanta sua falta nesse lugar Para onde jamais pensei em ir. Dói-me muito, meu amigo, Saber que jamais verei a lua novamente deste lugar Para onde jamais pensei em ir. Dói-me muito meu amado Saber que jamais te verei novamente deste lugar Para onde jamais pensei em ir. Adeus, meu doce amigo E seja feliz sem mim, pois tenho que partir Para onde jamais pensei em ir. Adeus, meu doce amado Pois tenho de embarcar nessa viagem sem volta Para onde jamais pensei em ir. (D. Harry Prince Somerhalder) Bosques nublados frios e escuros Neles se foi meu amigo. Voltarás antes do sol se pôr? Mares nublados frios e escuros Partiu-se adentro o meu amigo. Voltarás antes do sol se pôr? Foi-se, então, querido amigo. Por favor, eu te suplico: Voltarás antes do sol se pôr? Foi-se, então, querido amigo. Oh, grandes árvores, oh, impetuosas ondas! Digam-me: Voltarás antes do sol se pôr? (Dom Taffuri) Meu Amigo como tarda Esta ausência de vós é desventura. Pelos campos me retraio. Desesperança meu coração Vossa bravura de vós sabe E onde pelejareis? Flores do campo respondam-me Saberdes novas de meu amigo? Ai Deus, onde estás? Se souber me direis? Tendes novas de sua peleja? Que de seus desatinos, seja. Em honra de meu amigo Mas, ai de mim, desventura. Eu aqui, de tanto cuidado. Desvairo-me, e ele Há-me jurado... Há-me mentido? Ai Deus, onde estás? Dizei-me de meu amado E novas me trareis... Ai Deus, onde estás? (Dom Raphael) Onde foi meu amigo? Amor distante é sem sentido É loucura na solidão. Onde foi meu amado? Amor distante é sem razão, É loucura na solidão. Amor distante é sem sentido É o frio, é falta de abrigo, É loucura na solidão. Amor distante é sem razão É a dor, é a falta de abrigo, É loucura na solidão. E é frio, é falta de abrigo! Onde está meu amigo? É loucura na solidão. E é dor, é falta de abrigo Onde está meu amado? É loucura na solidão. E o frio é de grandeza sem razão Onde foi meu amado? Perdeu-se na loucura, na solidão. (Dom Montecchio) Estrelas no céu escuro da noite Olhando para seus belos brilhos Lembro-me de meu amigo. Estrelas no céu a brilhar Olhando para seu céu escuro Lembro-me de meu amado. Estrelas no céu escuro da noite Olhando seus belos brilhos Lembro-me de momentos com meu amigo. Estrelas no céu a brilhar Olhando para seu céu escuro Lembro-me de momentos com meu amado. (Dom Flauberty) O mar te levou, mas ele te trará de volta sinto saudades de meu amigo, que está de mim. Estou à espera de ti, sinto saudades do meu amado, que está longe de mim. Sinto saudades de meu amigo, dos momentos mais lindos, que está longe de mim. Sinto saudades do meu amado, que o mar tenha levado, que esta longe de mim. Oh, suave brisa, responda-me. Quando será o dia Que encontrarei meu amigo? Oh, suave brisa, conduza-me. Quando for o dia Que encontrarei meu amigo. Diga-me sobre meu amado Aquele por quem tanto suspiro Que encontrarei meu amigo. Diga-me sobre meu amado Aquele por quem tanto espero Que encontrarei meu amigo. (Martim Cardoso) Adoro-te, quero-te sempre perto de mim. Espero que essa amizade nunca tenha um fim Você é meu tudo, amigo. Por onde andas esse amor perdido? A onde estás escondida? Tu és meu tudo, amigo. A saudade daquela linda amizade Dos momentos que você era minha felicidade Tu és meu tudo, amigo. (Dom Grimello) Amigo Sonhador Trago para ti esta flor Com todo meu amor Lindo e encantador Não quero viver sozinho Sem amor e sem carinho É de você quem preciso E para ser feliz eu sigo meu caminho. (Terron de Portigra) Cantigas Satíricas de Maldizer e Escárnio Oh Rainha incomparável Das milhares, és a pior. Uma Dama aleivosa, a quem fostes dedicar, Dissimulado diante do amor, Despenha-se na perdição, Enganando ao próprio Rei, Afiançando a fidelidade de um amor que é em vão, Dona Falsa, feia, que pensas ser a melhor. Das milhares és a pior, Dos seus erros, um pecado, Da mentira, a condenação, Diante dos olhos cegos do Dom, Tu és esplêndida de coração, Dona feia, que Deus me perdoe, Pois tendes tão grande desejo, que te leva à tentação, Dona Falsa, feia, que pensas ser a melhor. Uma Madame, não digo a qual Que se acoplou ao mal, Trás em si um espírito de pureza, Onde a sutileza, talvez supere o mal. Dona feia, que Deus me perdoe, Tua atitude não tem perdão Dona Falsa, feia, que pensas ser a melhor. Teus ideais, diante de tua atitude não têm valor, Tua perversidade é um horror. Queimado coração do Dom, que morre dia a dia de amor, Vivendo a dádiva do engano, Que um dia será revelado, Diante de provas concretas, que serão entregues ao Rei enganado, Dona Falsa, feia, que pensas ser a melhor. Oh Excelência, moça da cantiga, Mulher da criação, Dama da fala, do poder, Que aos olhos cegos do Senhor Rei, não existe um NÃO. Teus desejos uma ordem, Teus segredos serão revelados, Dona Falsa, feia, que pensas ser a melhor. Oh senhorita, que se julgas a melhor, Tua atitude foi surpreendente, Teu julgamento serás magnífico, Pois na vida ninguém é superior Dama da Fala, do poder, tua superioridade esta ameaçada Dona Falsa, feia, que pensas ser a melhor. (Dom Arthur Giampieter de Airiws) Sangue fresco e vermelho se derramou Em seus braços o sente escorrer, Em sua mente grita pelo meu amor, Como se uma dama de negro e um nada fosse dar certo. Jamais me aceitou antes, Pois nada sou diante dela, Pois doce sangue fresco e vermelho se derramou. O mal que te rondas é apenas o começo, Que drástica maneira perdeu tudo, E sua perda me fez feliz. Jamais te olharei novamente, Nem mesmo quando estiver morta em um caixão. Porque o que era amor, agora é repugnância, Pois doce sangue fresco e vermelho se derramou. Seu sangue vermelho e quente será derramado E como eu queria ver isso! Mas fiz uma promessa de jamais vê-la, Você me suplica por atenção. É ridículo vê-la se rastejar até a mim, Só te faz mais patética e repugnante é tão bom te ver sofrer, Pois doce sangue fresco e vermelho se derramou. Jamais pensei ser assim Mas você me fez assim. Sou sua obra que se revolta Oh! Dama de negro, Chorar é para fracos. Você me ensinou isso, mas agora chora por nada, Pois doce sangue fresco e vermelho se derramou. Sua vida será um inferno E eu serei o seu demônio. Você roga aos céus, mas é o diabo que a quer. Quando morrer Eu irei buscá-la na porta do inferno Para que possa pagar por tudo, Pois doce sangue fresco e vermelho se derramou. Seus lamentos me fazem rir, Suas lágrimas são como piadas, Para mim você é uma meretriz, Que vives para destruir vidas. Quero sua morte como uma criança quer um doce. Quando você morrer eu estarei a te esperar no inferno, Pois doce sangue fresco e vermelho se derramou. Meu ódio por ti aumenta a cada segundo, Nunca deveria ter te confiado amor, Pois agora já não sei o que significa, Agora sou sua fonte de tortura. E no inferno serei sua única companhia. Minha querida dama de negro, Pois doce sangue fresco e vermelho se derramou. (D. Harry Prince Somerhalder) Oh, poderoso rei! Louvada seja tua justiça injusta Sofrimento e tristeza acompanham tua grei! Oh, poderoso rei! Corrupção corre em tuas veias Deixa o povo apenas em devaneios! Tuas ordens são fracasso Mero esforço para nada Oh, poderoso rei! Se tão soubesses o que é ser amado; Ou o que é amar alguém Não olharias para o povo com tanto desdém! Aguardo seu fim: Eis que não tardará E saiba que sua bela dama Comigo é com quem ficará! (Dom Tafuri) Dona meretriz cara-de-bruxa Quer levá-lo de mim? Leve, coloque-o em tua cama. Eu deixo, deixo sim! Dona meretriz cara-de-rato Quer levá-lo em teu encalço? Tu bem sabes que é fato, Que eu deixo, deixo sim! Leve ele contigo, mas tenha todo cuidado. Ele tanto não presta como disfarça bem Todos sabem que ele é assim Ele não vale o esforço que terás para consegui-lo Por isso eu deixo, deixo sim! (Dom Capuleto) É o garoto mais horrível A onde tu andas com tanta falsidade E todos acham que tudo o que diz é verdade Irão enxergar a realidade E perceber que não há amizade com sinceridade Ah, por favor, para com essa falsidade. Tudo aconteceu tão rápido Com simples toque do mal É tua culpa garoto. Que fez a separação de dois corações Porque tinha inveja de eu ser especial Ah, por favor, para com essa falsidade. Tu não és importante Agora que me resta é te dizer Que dentro de você só existe falsidade E você terá que compreender com a nossa realidade Ah, por favor, para com essa falsidade. (Dom Grimello) Ai senhora feia, Queixar-se de não te louvastes Mas não me destes motivos Para ganhar o meu louvor. Bem como tanto queixar-se Tenho algumas palavras Para expressar Mesmo que não gostastes Mostrarei o que penso Este é o meu louvor Senhora feia, velha e gaiteira. (Bruno Henrique Molinari) Em cada palavra envenenada Que bolçar o teu escárnio Renascerei como tulipa negra Que ilumina o ódio dos teus olhos. Até me golpeado pelas costas Tenho sete vidas e um dom Sou filha legítima das palavras E muito mais do que um tem. Aprendi amolecer as pedras A proferir cânticos sem som E a iluminar mentes mais escuras. Por isso em cada nova cilada Terei uma espécie de anjo bom A refazer a tua infame certeza! (Dom Raphael) Ó pobre pequeno homem Tantas vezes tentou fazer algo Tantas vezes falhou. Tu que se esforça tanto Para simplesmente nada. Pena, que não percebe isso! Mas o admiro por sua bravura Nunca desiste de seus sonhos, Apesar de distantes. Sonha como ninguém Desliga-se de tudo e de todos Sonhos que não valem de nada. (Erick Porto) A pessoa de quem falo Acha-se boa em tudo o que faz Mas, então, houve um labor, Que ganhei e ela ficou pra trás. Não odeio esta pessoa, Só não vou com sua cara. Não gosto de odiar E não faço isso à toa. Uma pessoa convencida, Acha-se boa em tudo o que faz Mas, então, houve um labor Que ganhei e ela ficou pra trás. (Dom Bueno) Senhor de nome desconhecido Encontra-se junto às pessoas desconhecidas de seu reino em lugares escondidos. Diz para seu marido que vai visitar uma amiga, mas ninguém sabe a verdade para onde ela vai em lugares escondidos. Vossa Senhoria, com tanta delicadeza, esconde tantos segredos, através de seu rosto delicado, pode-se perceber muitos defeitos e um deles é se encontrar em lugares escondidos. (Onofre Giácomo de lavecchia) Príncipe de outro reino, Que se apaixonaste por minha donzela, Esqueça-a, Nunca poderá conhecê-la. Seu reino é gigante, Tal como sua arrogância, Se tentar conquistá-la Não terei mais tolerância. Mas, se ao menos tentar, Com uma verdade irá se deparar, Ela é uma princesa, Prefere inteligência à beleza. Não que sejas bonito, Mas seu dinheiro pode torná-la atraente, Tu não possuis qualquer sentimento, Na verdade, nem parece que é gente. (Dom Zola) Certo homem indicado por nós Tem a missão de cuidar De nossa cidade e a população Com toda a certeza e convicção. Diz que ele deixa a desejar, O povo vive na escuridão E a criatura não dá conta não. As obras levam muito tempo, A demora de entrega é tão grande Que até se estraga o alimento. Não adianta tapar o sol com a peneira Cuidar da cidade e da população Não é qualquer besteira. Se for pra continuar, cuide melhor. Se não aguentar, tire umas férias. Passe para outro que melhor possa cuidar. (Dom Cardoso) Ai dona falsa, Você traiu minha confiança. Agora não há nada que faça para conquistá-la de novo. Confiei em ti E tu só sobes me criticar, arruinar, acabar. Não gosto nem de pensar o porquê disso ter que continuar... Agora é cada uma pro seu lado e não vamos nos queixar. Dona falsa, tudo isso vai ter que acabar. A culpa é sua e você vai ter que consertar. Ai dona falsa, termine logo e vai se queimar. E só não espere meu perdão porque isso não vai acontecer. Então, corra logo para tentar se reverter. (Dom Pendeck) Tu pensas que é dona de tudo Fala como se fosse uma rainha Mas eu sinto pena do seu mundo Dou risadas de vós, coitadinha! Belinha, tu não tens talento. Acha que canta bem, Mas é um tormento. Quando passo por ti. Não sinto nada, Ao contrário de ti Que és mal amada. Tu, não és o centro do universo. Nem és melhor que ninguém. Está mais perto de ser uma cortesã, Do que ter uma boa conduta. (Dom Silveira) Por que você tem tanta inveja? Muitos te acham bonita, Outros, simplesmente, ridícula, Mas são minorias... Por que você tem tanta inveja? Você tenta se mostrar muito inteligente... E muitos acreditam rapidamente, Mas na verdade, você é apenas uma demente. Por que você tem tanta inveja? Você tenta mostrar que tem muita criatividade... Mas ninguém percebe que toda essa criatividade Vem de um coração cheio de maldade... Nunca vi uma pessoa assim! Com um coração impiedoso, Só porque eu não sou invejoso, Você me vê como um inimigo perigoso. (Dom Tomas Ezequiel Sucare) Vocês não se importam com a situação O que vale pra vocês é a curtição Nem se importam com as consequências Depois que algo acontece Põem a mão na consciência Pais que não dão limites Famílias que não dão apoio Filhos crescem sem limites E querem ser independentes. (Dom Alves) Nesse mundo sem rumo Que afunda sem parar. Vemos a tristeza Caminhando em cada olhar. Todos sabem os motivos. Porém, mãos corruptas pelo poder, Seguram-nos, usam-nos para brincar, Como uma marionete que fala, Mas não sabe pensar. Sem reações diante do monstro O que resta é lutar, Pela liberdade do povo Que hoje sabe onde deve estar. (Dom Breno Schiavo) Como consegues? É o dono do cinismo. Não vale o prato que come Penso que és infeliz consigo mesmo Como consegues? Um dia tudo voltará pra ti Cínico consigo mesmo, como consegues? Infeliz é sua vida Tenho certeza disso. (Dom Juan de Marco) Uma viúva, desta mesma cidade, Disse a seu falecido amado: - Me espere na eternidade. Mas ela não foi capaz de renunciar ao pecado Pois em suas promessas não há honestidade. Esta viúva, disse também: - Não vou conseguir suportar tanta dor! Hoje ela está com outro alguém Sem demonstrar nenhum pudor Pois em suas promessas não há honestidade. A viúva jurou: - Irei amá-lo até morrer Mas ela nem esperou o anoitecer Para com outro se satisfazer Pois em suas promessas não há honestidade. Pela manhã, a viúva, diante de tantas acusações. Com raiva, então se defendeu, Dizendo que adultério ela não cometeu E que discriminação ela sofreu Mas, em suas palavras na há honestidade. Dom Fagundes Novela de Cavalaria Matheus, o valente cavaleiro Matheus vivia em Provença, no sul da França. Ele pertencia à cavalaria real e foi um valente cavaleiro que guerreou durante a Primeira Cruzada. O início de tudo isso foi assim: Matheus fazia a guarda real quando o rei de Provença foi informado pelo papa Urbano II que eles iriam rumo ao Oriente para reconquistar Jerusalém. Grande religioso que era, sucedeu ao comando papal, e a pedido de seu rei comandou a 2ª tropa de Provença. Seu exército continha centenas, talvez milhares de bravos soldados motivados a morrer para reconquistar o direito de seu povo sobre a Terra Santa. E assim os cristãos decidiram declarar guerra aos muçulmanos, estes que proibiram a peregrinação de europeus a Jerusalém. Então, a tropa caminhou rumo ao oriente, e comandados pelo Santo Papa, uniram-se a todas as tropas de todas as nações europeias, por um único objetivo. Eles caminharam por dias a fio, passaram fome, sede e frio, mas não desistiam jamais, e ao chegarem a Constantinopla receberam a grande notícia de que o Imperador Alexus I iria lutar junto aos cristãos contra os muçulmanos. Alexus estava muito preocupado com a segurança de seu povo, pois os muçulmanos avançavam rapidamente e logo já invadiriam seu território, dizimando seu povo, e então, por esse motivo ele pôs todos os seus melhores guerreiros a dispor dos cruzados para que estes conseguissem conter os muçulmanos. Dentre tais guerreiros, um em especial, chamou muito a atenção de Matheus, seu nome era Tainan, ele se mostrou um ousado guerreiro que possuía um grande amor ao seu povo e muita sabedoria em suas palavras. Durante sua longa jornada, eles se tornaram grandes amigos. Então, as tropas chegaram a Antioquia que era a terceira maior cidade romana, e palco do primeiro Sermão de Cristo, esta cidade havia sido dominada pelas tropas muçulmanas e os europeus passaram dez tortuosos meses para que conseguissem romper a grande muralha da cidade. E ao lutarem juntos, Matheus e Tainan, mostraram grande sintonia e entrosamento, jamais antes visto, eles pareciam lutar juntos há muito tempo. Após dizimarem os muçulmanos sem demonstrar qualquer sinal de compaixão, os cristãos voltaram a caminhar rumo a Jerusalém. Ao chegarem às pequenas cidades da Síria os cristãos passaram sem qualquer dificuldade, e nessa Matheus e Tainan foram se conhecendo cada vez mais. Tainan se mostrou uma pessoa, que apesar de ousada e engenhosa, era simples e generosa. Perdeu seu pai ainda criança e sua mãe estava muito doente, à beira da morte. Ele zela muito pela vida de seu pai, e honrara a sua espada até seu último suspiro de vida, pois seu pai havia lhe ensinado tudo o que sabia sobre a vida. E, então, as tropas continuaram caminhando rumo a seu destino com um exército já bastante enfraquecido pela fome e a sede que os rondavam diariamente em sua jornada, com isso eles chegaram à grandiosa Fortaleza de Krak. Essa fortaleza era até, então, tida como inexpugnável, pois tinha à sua beira um enorme precipício e jamais um cavalheiro havia atravessado tal muralha capaz de causar calafrios ao mais valente dos cavaleiros. Mesmo com grandes dificuldades os cruzados conseguiram atravessar tal fortaleza, porém, infelizmente, muitos ficaram pelo caminho, tais, que não conseguiram resistir a uma das batalhas mais sangrentas já vistas. E milhares de soldados se feriram, dentre eles, Matheus que sofreu um grave ferimento na perna, e devido a tais dificuldades, os cristãos decidiram acampar nas proximidades da fortaleza. Após, uma grande maioria se recuperar, continuaram sua jornada. E assim após mais uma jornada, finalmente chegaram ao destino final. Já era possível avistar Jerusalém no horizonte, isso fez com que ficassem inquietos, pois, passaram por muitas dificuldades para chegar até ali, perderam 10.000 de seus 20.000 soldados, mas mesmo assim não desanimaram. Eles, então, ultrapassaram as enormes muralhas que a protegiam e invadiram a magnífica Jerusalém, as batalhas foram marcadas pela superação dos cristãos que mesmo perdendo metade de sua tropa original lutaram até que tirassem as suas vidas sem nenhum sinal de tristeza, ou arrependimento. Enquanto lutava incansavelmente Matheus pode ver ao fundo Tainan passando por dificuldades, e então decidiu ajudar, e ao chegar mais próximo, Matheus percebeu que Tainan tinha um grande corte na altura do braço e já estava bastante enfraquecido. Ele então caiu com lágrimas no rosto Tainan não conseguia mais lutar, Matheus defendeu-o, matando àqueles que feriram seu amigo. E com ele em seus braços, Matheus testemunhou os últimos minutos de sua vida, e com suas últimas forças, Tainan revelou um grande segredo: Era uma mulher, que se vestia de homem, pois havia prometido ao seu pai que vingaria sua vida para todo sempre. Matheus ficou surpreso com a revelação de Tainan, e ao abrir a boca para falar foi interrompido por um suave, porém, firme, eu te amo. E assim Tainan desfaleceu-se. DOM MATUEUS FAGUNDES Trovadores agraciados que constituiram este cancioneiro em ordem alfabética

quinta-feira, 14 de maio de 2015

TEATRO: DENGUE !!!!

Peça de teatro: O Império dos mosquitos de preto com manchinhas brancas Autoria: Marisa Aparecida de Souza Oliveira Mosquitos Aedes e Aegypti: (entram com suas malinhas e encontram com seu amigo Aegypti). Aedes: Oi amigo, tudo bem contigo? Aegypti: Tudo suave, em cima! Quanto tempo! Por onde você tem andado, parça? Aedes: Arrasei em várias quebradas, botei meus ovos em tanta água parada, multipliquei a família, fiquei super popular, tô mais famoso que o Lula! Passei por Aracaju, Belém do Pará, Belo Horizonte, Campo Grande , Fortaleza, Goiânia, Rio de janeiro. Posso dizer que sou um cara viajado! Fiz várias vítimas, deixei os hospitais lotados, com doentes até nos corredores. Paciente nos corredores, nem é novidade, tem hora que esqueço que moro no Brasil. Fiz quase um extermínio, muita gente morta. Falando em Rio de janeiro, passei por Copacabana, cada gos... Nossa quase disse algo proibido para menores, melhor dizer, cada Friboi encontrei por lá. Aegypti: Manero, Cara! Posso dizer também que sou viajado, viajei mais do que a Dilma em campanha política! Fui para Macapá, Maceió, Manaus, Palmas em Tocantins, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Salvador, São Luís, Vitória. Preciso te contar de Salvador, puxa, peguei umas pitelzinho, sabe como é, né, parça. Constitui muitas famílias por lá, água parada, por tudo quanto é canto. Esse povo é medíocre mesmo. Parece que são apaixonados por nós, apesar de terem razão, afinal sou um galã bem parecido com o Caio Castro. Dão tanta bola pra gente e depois ficam reclamando da gente arrasar geral. Aedes: Sabes que tu tens razão! Verdade, parça, apenas aproveitamos a deixa deles. A falta de educação, porquice, acumulando lixo por todas as quebradas. Puxa, quase me esqueci de contar. Sabe quem encontrei em Copacabana? Aegypti: Diga logo! Quem? Aedes: A Bruna!!! Aegypti: a surfistinha? Aedes: Não, a Bruna Tardini, do SESI de Bragança. Aegypti: Puxa, já fui tão apaixonado por ela! E ela continua gatinha? Aedes: Demais! Aegypti: Por isso que eu digo, que este mundo é pequeno. Mas o que deu em você ao sair de São Paulo e ir dar um rolê nestas quebradas? Aedes: Sabe como é. Cansei de Sampa. O sistema Cantareira secou! O povo daqui acabou com a água. Não enxergam um palmo à frente do nariz, que dependem da água para sobreviver. Gastaram toda a água e mais um pouco, passava por qualquer canto e lá estavam as senhoras lavando calçadas, muitos lavando o carro, as partes três, quatro vezes por dia. Aegypti: Vi tudo isso também. E quem diria que esta região ficaria sem água? Se contar para os primos do nordeste. Ninguém vai acreditar! Vão chamar o povão daqui de idiotas para cima, porque não cuidaram da água, essa riqueza para todos nós. Aedes: Tu tens razão, veado. Eles de lá dão valor ao que tem. E povo daqui, Só pensa em gastar, tomar banhos demorados. É isso o que deu! Voltando no nosso papo em questão. Peguei minhas tralhas e fui... Ficar em um lugar sem água, nem pensar. Não tava a fim de morrer de sede. Aegypti: Nem diga, fiz o mesmo. Morava ali perto da represa, constitui família por ali. Mas a água acabou, me separei e me mandei de lá. Só tô voltando porque choveu, deu umas enchentes, a água parada tá por todo lado, a patroa e as crianças me colocaram no pau de selfie, por não pagar pensão, isso é a única coisa que dá pau no Brasil, não pagar pensão! Mas acabar com a água parada e a dengue, os políticos, população não tão nem aí. Aedes: Eu não tenho este problema, estou solteiro. Aproveitando, você viu as gatas do pedaço: Bruna, Darlene, Gabi, Célia, Darling. Cheguei à conclusão que com tanta água parada, o pasto tá bom demais. O negócio foi voltar. Aegypti: É isso aí. Aegypti: Já passei por Amparo, fiz vítima fatal, Atibaia peguei vários. Aedes: Aqui, só de chegada, já mandei gente para o hospital! Quero arrasar geral !!! Aegypti: Parça, expie bem, o que estes feiúras estão nos observando? Aedes: Pelo jeito, nunca viram. Qual é? O que que há? Aegypti: Vamos nos apresentar. Aedes: É isso aí: Eu sou o Aedes Aegypti: E eu o Aegypti. Aedes e Aegypti: ( cantam um fank) Bom, Bom, Bom, Bom, Bom, Bom, Bom Tamo aqui nesta cidade, conversando um papo bom bom, bom bom, bom bom bom, bom Viemos até aqui para uma única missão Bom, Bom, Bom, Bom, Bom, Bom, Bom A ideia é mandar vocês todos pro hospital. Aedes: Olhe Aegypti, tem água parada por todo lado. Eles gostam da gente. Aegypti: Vamos ter que ficar, e disputar o mesmo espaço, seus palhaços. Aedes: (põe a mão pela barriga e diz): É hora do almoço! (Sai voando) Aegypti: Puxa, minha barriga também está anunciando a hora do almoço. Vamos nessa! (Voa). (Ambos observam um menino que está passando) ... Aedes: Ali está o nosso almoço, Aegypti. Aegypti: (Observa com empolgação e assobia) Aedes: É Friboi! Vamos atacar. (Os dois começam a seguir o menino que passa) (Música pantera cor de rosa) (Os dois picam o menino) Menino: - Ui! Suas moscas fedorentas. Parem com esse zumbido em meu ouvido!!! Aegypti: Alto lá, mais respeito. Mosca não, eu sou espada!!!! Aedes: Opá, alto lá, Friboi, aqui tem FACÃO!!! Aegypti: Vamos nessa, parça. Mais uma vítima, vamos para outros lados. Vamos dar um rolê, lá nas quebradas do SESI. Quem sabe vejo a Bruninha. Aedes: Bora! Narrador: Três dias depois... Alice: Ei, turma! Acabou a aula, que tal tomarmos um sorvete? Luzia e Jéssica: -Bora, a aula já acabou mesmo! Marcelinho: Grande ideia! Pedrinho: Como diz a Lud. Óteeemo! Edmar: Estou muito cansado, dores no corpo, turma! Vou para casa! Marcelinho: Puxa o Edmar tá bichado mesmo, dispensar sorvete!!! Luzia: Vamos logo, depois temos que estudar as conjunções ainda... Narrador: No dia seguinte, como rotina, a galera se encontra na escola. Alice: -Ué, pessoal, o Edmar faltou à aula, será que ele não está bem? Bate o sinal: Vamos entrar pessoal, rápido, o Clovão já está fazendo a chamada. Narrador: Depois da aula. Jéssica:-Ei pessoal, nem sinal do Edmar, perdeu até a prova. Vamos visitá-lo? Todos: Vamos. Eliane: Onde vocês vão, galera! Pedrinho: Visitar o Edmar! Eliane: Esperem por mim, eu vou também. Sou apaixonada pelo Edmar. Narrador: Na casa de Edmar... Eliane: Boa tarde, dona Ivonete, o Edmar está bem? Mãe: Boa tarde! Não crianças! Ele está muito doente. Eu e o pai dele vamos levá-lo ao médico. Luzia: É melhor, assim logo ele ficará bem. Pedrinho: Tomara que ele fique bom logo, tem o campeonato da escola. O professor Zezé, vai ficar doido sem seu jogador preferido. Marcelinho: Vamos nessa, pessoal, não vamos atrapalhar, a dona Ivonete. Pedrinho: Quanto antes levá-lo ao médico, melhor. Todos: Tchau, Dona Ivonete. Narrador: Logo depois no médico... Doutor Pádua: Edmar de Oliveira. (Entram: Mãe, Pai e Edmar) Médico: Pode sentar. O que está acontecendo? Mãe: Ele está com febre, muitas dores no corpo, forte dor de cabeça. Pai: também reclamou, Dr. Pádua, que os olhos estão estranhos, confusos. Mãe: Não quer comer. Diz que está sem apetite e sem paladar. Doutor: ( Examinando... Diz) Está com febre alta mesmo. Mas não tem nada na garganta. (Examinando as pernas, braços, corpo...) Vejo manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores. Edmar: também estou com náuseas e vômitos, tontura. Pai: Tive que carregá-lo. Está com extremo cansaço. Mãe: Moleza e dor no corpo. Médico: Edmar, dói os ossos? Edmar: Sim, Muitas dores nos ossos e articulações. Mãe: -E ai doutor, o que ele tem? Médico: -Sinto muito, mas o Edmar está com dengue, senhora! Mãe: Dengue!!! Oh, meu Deus! E agora, doutor? Médico: -Calma! Com os cuidados certos, ele ficará bom. Pai: Ele pode morrer? Calma. Só é preciso tomar cuidado para ele não ser picado de novo, Pois o quadro pode evoluir para os sintomas da dengue hemorrágica que são os mesmos da dengue comum. Mãe: Como saberemos doutor? Doutor: A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta. Pai: Quais? Doutor: Dores abdominais fortes e contínuas, Vômitos persistentes, Pele pálida, fria e úmida, Sangramento pelo nariz, boca e gengivas, Manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, Sede excessiva e boca seca, Pulso rápido e fraco, Dificuldade respiratória, Perda de consciência. Mãe: Meu Deus! Doutor: O tratamento da dengue se baseia no uso de remédios como o paracetamol ou dipirona. Deve dar a ele muitos líquidos como água, chá ou suco e descansar, para o corpo combater o vírus de forma eficiente. E qualquer sintoma diferente, ou piora, trazê-lo de volta. Pai: Obrigado, Doutor. Narrador: Na rua a turma conta ao Bocão Turma:-Bocão, Bocão, o Edmar está com dengue! Bocão: Nossa, coitado! -Ah, eu vi na TV que tem muita gente pegando essa doença. Mas eu não vou pegar estou prevenido. Olhe o que eu tenho (aerossol, peneira...) . Pedrinho: -Ei, cuidado com isso, Bocão! Alice: -É assim que você vai se proteger do Aedes Aegypti? Bocão: -Isso é tiro de queda! Luzia: -Nada disso, Bocão, não seja bobo! Pedrinho: -É isso que dá faltas na escola, a professora ensinou que precisa de muito mais. É preciso prevenção. Alice: -Muita gente não sabe, mas o mosquito costuma picar de dia. Aedes: Ei, Aegypti, essa molecada está esperta demais para o meu gosto. Aegypti: Calma: Pegamos eles também... Marcelinho: -Meu pai disse que os governos municipais, estaduais e federal sempre trabalham juntos para combater a dengue! Aedes e Aegypti: (Caem na risada. Mas de caírem no chão) INOCENTES!!! Ainda acreditam em contos de fadas! Riem muito. Aedes: Políticos, preocupados com a população ? Aegypti: Só que não!!! Aedes: Estão preocupados em guardar dinheiro na cueca, em vender parte da Petrobrás, desviar dinheiro público para cofres pessoais. Aegypti: (Rindo Muito). Em lucrar com a Petrobrás, esconder os escândalos de um povo cego que acredita na política e saem as ruas para defender o PT. Aedes: Nem percebem que a gasolina aumentou, e toda a crise está ligada a corrupção que tomou conta do país!!! Aegypti: Tá todo mundo loco! Inocentes crianças. Os comandantes do país têm outras preocupações!!! Aedes: Se querem nos combater, a população tem que agir, e eliminar a água parada, alertar a população em geral, cobrar desses políticos os seus direitos como cidadãos, fazer a diferença na hora do voto. Aegypti: Parça, cuidado com a boca, não dá ideia para esses cabeçudos!!! Se escutam, teremos placas espalhadas por aí, dizendo aqui jaz um Aedes Aegypti!!! Isso se o Blog do Teo Pereira inventar de publicar, vai chover cliques!!! Aedes: Cruuuuzeeess!!!! Pedrinho: -Alguns sintomas da dengue são parecidos com os da gripe, febre, dor pelo corpo. Luzia: -Dor de cabeça... Aedes: A Maria de ciências está bombando, nesta escola. Aegypti: estão sabendo muitoooo. Bocão: Mas como eu faço para saber se tenho dengue ou não? Luzia: Bem que a Profa. Marisa falou que você precisa parar de faltar, né, Bocão. Existem outros sintomas: manchas vermelhas na pele, por exemplo... Pedrinho: Se você acha que está com a doença, não tome nenhum remédio! Marcelinho: Procure logo um serviço de saúde. Bocão: -Eu posso pegar dengue de outra pessoa? Eliane: Está de brincadeira! Se a Maria, escutar isso! Cruzzesss Claro que não! Só se for picado pelo mosquito Aedes Aegypti. Aedes Aegypti: Epa, o que que foi, o que que há, seus monstrengos!!! Bruna: A melhor defesa ainda é a prevenção! Por isso, não deixe água parada em potes, garrafas, pneus... Luzia: -Tampe bem a caixa d'agua! O mosquito adora água parada! Marcelinho: Mas avisem seus pais e tomem muito cuidado, com a necessidade de economizar água, muitas donas de casa estão reaproveitando-a. Por isso precisam tampar bem os reservatórios, tambores, baldes. Façam como o Professor Clóvis, ele está armazenando água da chuva para lavar o quintal, molhar as plantas, mas toma todo o cuidado, que a população desconhece, eliminando assim os criadouros. Aedes Aegypti: Puxa, o cerco tá fechando. Ops, sinto que vou ser despejado. Pedrinho: Tem mais! Nunca jogue lixo em terrenos baldios. Isso acumula a água da chuva. Marcelinho: Todo cuidado é pouco! A dengue é perigosa! Pedrinho: -E a dengue hemorrágica pode até matar! Alice: -Tive uma ideia! Vamos fazer uma campanha na escola e no bairro todo ensinando como evitar a dengue. Aegypti: Como diz a Ana Claudia!!!Vocês estão de brincadeiras!! Tramando contra os mosquitos. Muitos colegas estão se criando nas calhas das casas, nos jardins... Aedes: Será o fim do Império, dos mosquitos pretos com manchinhas brancas? Aegypti-Vamos guerrilhar contra esses metidinhos? Mosquito Aedes: Somos fortes e perigosos! Vamos ganhar essa guerra! He, he, he! Aegypti: Quantos já quiseram nos combater, mas sempre teve um traíra que nos ajudou, quem sabe Maurício Melgaço, não nos ajuda!!! (Saem) Turma (Entregam folhetos explicativos de prevenção ao povo, com entusiasmo) Alice:-O mosquito põe seus ovos em lugares com água parada. Luzia: -Por isso é preciso limpar tudo e nunca deixar acumular água em recipientes, pneus e nas calhas das casas! Marcelinho: -Se o Aedes Aegypti não tiver onde morar e criar as larvas, o senhor e seus vizinhos estarão livres! Vovós: -Hoje mesmo vou limpar o quintal da minha casa! Alice: -Se você tiver bichinhos de estimação, lave os bebedouros pelo menos uma vez por semana e troque a água todos os dias. Eliane: -Ai que bom, conseguimos informar a todos, agora vamos descansar. Turma: -Vamos! Bocão: (Encontra Edmar) -Ué! Você não estava no hospital? Edmar: Já estou bom! Fiquei sabendo que você está caçando os mosquitos, ficou maluco? Bocão: Fica suave! Maluco, não! Corajoso, isso sim! Edmar: Isso é trabalho de gente grande, cara! Você pode ser picado e ficar doente como eu! O melhor que a gente pode fazer para ajudar é não deixar água parada por aí. Bocão: Ah! Esse tal de Aedes Aegypti deve estar espiando por aqui! Mosquitos: Vamos massacrar esses humanos imbecis! Bocão: Preciso avisar a turma! Preciso falar com você? Alice: Chora? Bocão: Os mosquitos vão atacar! Alice: Vamos chamar a turma! Narrador: Encontram a professora Marisa de História e contam. Alice: O Bocão viu os mosquitos, eles vão atacar! Professora: Meu Deus, será que teremos quase que uma Guerra mundial! Vou chamar a secretaria municipal de saúde! Professora (no celular): O terreno fica perto da escola e está cheio de mosquitos, venham depressa! Mosquito: Vamos seus idiotas! Chegou a hora! Ocupem todos os lugares que tenha água parada e piquem os humanos idiotas à vontade! (Mosquitos saem fazendo algazarra, cantando Dom, dom, dom, estava aqui no terreno escutando aquele som. (Dão de cara com os dedetizadores). Dedetizadores: Nós temos uma surpresinha para vocês suas moscas! Aedes: Ops: Mais respeito, aqui é facão. Aegypti: Calma, agora não é hora disso!!! E sim de fugir. Dedetizadores: (Agem) e (Mosquitos caem e alguns morrem) (Turma fica alegre) Marcelinho: Fim do Império, das moscas de preto com manchinhas brancas!!! Aedes: Você está de brincadeira!!! Mosquitos de preto com manchas brancas, aqui tem facãããooo. Cof, cof, cof, água, água.(Morre). (Entram Edmar e a turma) Edmar: Só eu sei o que sofri ao ficar doente, graças a Deus fiquei bem. Agora é com vocês! Limpem tudo e não deixe água parada em nenhum lugar! Assim, venceremos para sempre esse Império do mal! Turma: É isso ai! Luzia: Vamos contar para a mamãe, a nossa aventura de hoje. Tchau, beijos... Passa uma menina tomando água e joga um copo no chão. Mosquito: Menina idiota, quero dizer esperta. Agora a guerra continuará sabe por quê? Sou José Pedro, vulgo Maurício Melgaço, vou botar ovos na água daquele copinho e construir novamente um Império!!! Ei, o que estão olhando seus idiotas, aguardem a hora que eu voltar quero ver a cara de vocês, seus bobocas, imbecis!!! Bocão: (Passando), Nossa um copinho, até este copinho pode ser um diamante cor de rosa para o mosquito da Dengue!!! (Amassa) - Vou levar ao lixo, lá é o seu lugar. (sae). A peça termina com o mosquito José Pedro chorando, pedindo água, tossindo até morrer.

EMÍLIA NO PAÍS DA GRAMÁTICA

Peça teatral: Emília no país da gramática Adaptação: Marisa Ap de Souza Oliveira Apresentação Apresentadora: É com um imenso prazer que participamos da SELIBI de nossa escola, SESI 012. Já que a temática proposta para este evento é os autores brasileiros, escolhemos abordar o nosso ilustre e inesquecível, Monteiro Lobato, autor pré-modernista, que escreveu também obras infantis tendo sua maior glória com a criação das gostosas aventuras das personagens do sítio do picapau amarelo. Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 e morreu em 04 de julho de 1948. Mas como nada é impossível no mundo da imaginação, convido vocês a viajar nesta possibilidade, neste mundo do faz de conta, e do pirlim pim pim, e vivenciarmos juntos uma experiência única, através do sonho, da imaginação, como nos contos de fada, em que tudo pode acontecer, até mesmo trazer Monteiro Lobato, bem pertinho de nós, nesta data tão especial. Assim, é com um imenso prazer que lhes apresento o nosso autor brasileiro, homenageado, Monteiro Lobato! Monteiro Lobato: ( Bem feliz e satisfeito) Bom dia a todos, é uma alegria grandiosa poder estar participando da Selibi desta escola, Meu muito obrigado aos organizadores do evento, Senhoras Walquiria, Juliana, Ana Júlia, senhorita DARLING, professoras que me convidaram, Senhoras Ludmila, Marisa Souza e Marisa Oliveira, e especialmente os alunos do 8º ano C que abrilhantarão daqui a pouquinho, com uma de minhas histórias. Obrigado também aos convidados que vieram até aqui, especialmente para nos ver e enfeitar este evento. Meu muito obrigado. Bom, nasci em Taubaté. Meus pais foram José Bento Marcondes Lobato e olímpia Monteiro Lobato. Desde pequeno, assim como qualquer criança, fui muito peralta, agitado, e tinha a língua afiada, assim como pude ver no meu facebook, bem parecido com os alunos dos 8ºs anos desta escola que adoram um bom debate e um tema polêmico, né Isabela Ferreira, Jipsy,Luana, Matheus Prado, e muitos outros, pois se eu disser o nome de todos vamos até amanhã. Nos meus tempos de infância, já fui alfabetizado por minha mãe. Depois entrei para a escola, sai de Taubaté e fui estudar em São Paulo, já me preparando para a faculdade de direito, como pude ver, o Marquinhos, desta escola, é um bom conhecedor de leis, assim como eu, acredito que se seguir a carreira da advocacia ou promotoria, se sairá muito bem. Bom, continuando, ingressei mais tarde na faculdade de direito, fui promotor, escrevi para vários jornais e revistas, dando minhas opiniões, escrevendo contos, fábulas, como O rabo do macaco, os dois burrinhos, assim, como muitos futuros autores desta escola fazem muito bem todos esses gêneros textuais, também fiz muitos desenhos, caricaturas, como os futuros cartunistas desta escola, né, professor Hélio? Como puderam perceber sempre fui muito polêmico, e isso me transformou em um estopim do movimento modernista. Fui registrado como José Renato Monteiro lobato, mas posso confessar aqui, que até mudei de nome, e olha que não foram através de heterônimos e pseudônimos não! Troquei de verdade, só para poder usar uma bengala que foi de meu pai, e tinha as iniciais J.B.M.L, passei a ser José Bento Monteiro Lobato. Também fui casado, com Maria Pureza, uma bela e pura esposa, tive 4 filhos, Marta, Edgar, Rute e Guilherme, mas não é o Canquerini, que vocês conhecem. Comprei uma editora, que faliu mais tarde por causa do racionamento de energia, não pensem que só hoje existe racionamentos, na minha época, essa palavra já existia. Voltando a literatura, minha obra de maior destaque foram as aventuras das personagens do sitio do picapau amarelo, como autor pré-modernista, minha obras destacam-se pelo caráter nacionalista e social, destacando muito os meus contos escritos, onde retratei os vilarejos decadentes, e as populações do Vale do Paraiba, quando se deu a crise do plantio de café. Em meu livro URUPÊS, criei a figura do Jeca tatu, símbolo caipira brasileiro, desmitificando a ideia de que todo protagonista precisa ser um Cristian Gray, um Caio Castro. (Olha no relógio) Bom vou parando por aqui, já falei demais, e vocês querem ver os pestinhas, como diz meu personagem Tio Barnabé, atuando neste palco. Meu muito obrigado a todos pelo convite e até a próxima oportunidade. Um grande abraço. Vovó: Ai, ai minhas pernas já não aguentam mais e eu ainda tenho que ensinar gramática aos meus netos. Pedrinho, venha meu netinho, amanhã tem prova de língua portuguesa. Pedrinho! Pedrinho: (Pulando e brincando com o estilingue). Estou aqui vovó. Estou aqui! Vovó: Vamos iniciar a nossa aula de gramática para se preparar para a prova. Pedrinho: Vovó, canta aquela musiquinha que a senhora me ensinou, outro dia. Vovó: Claro, meu netinho, lindo! Vamos lá! Me ajude a levantar, Pedrinho. Pedrinho: (surpreso) Levantar, mas pra quê, vovó? Vovó: Oras, Pedrinho para eu cantar. Pedrinho: Mas você vai cantar com a boca, vovó. Vovó: (Brava) Ah, menino! Deixe de ser malcriado, quero cantar em pé. Pedrinho: Então tá, vovó. (Ajuda a vovó a se levantar) Vovó: (dá uma pigarreada e começa) Não tenho teto, não tenho casa.... Pedrinho: (Brincando e esperando a vovó cantar, fica pasmado e diz): Pare com isso vovó, não faça isso! Se meus colegas do SESI ouvirem isso, vou sofrer bullying, vou passar a maior vergonha. Vovó: Deixe disso, meu netinho! Dance um pouquinho com a vovó. Além disso você me pediu para cantar. Pedrinho: Nem pense nisso, vovó! É para cantar outra música. Essa não! Que vergonha! (Expia para ver se ninguém passou por ali) Vovó: Ah, Tá. Canta uma outra música: Dom, dom, dom. Pedrinho: (gritando) Pare, vovó !!! Não é essa é a dos ditongos! Vovó: Ah, a dos ditongos!!! Por que não disse logo. Ditongos vão cair na prova. Pedrinho: Sim, vovó Benta, sim! Vovó: Vogais separadas é hiato, vogais juntas é ditongo, três vogais de mãozinhas dadas é um tritongo, é um tritongo!!! Pedrinho: (Dança, enquanto a vovó canta). Vovó, mais uma vez!!! Vovó: Só se você cantar comigo, meu netinho querido e fofinho! Vovó e Pedrinho: (Cantam juntos): Vogais separadas é hiato, vogais juntas é ditongo, três vogais de mãozinhas dadas é um tritongo, é um tritongo!!! Pedrinho: Também vai cair na prova da Dona Marisa, as paroxítonas! Vovó: Então, Pedrinho, você precisa lembrar desta musiquinha e assim, vai saber toda essa regrinha, que tem uma família muito grande, com muitos acentos. Pedrinho: Nossa, vovó. Igual a família dos Oliveiras, dos Souzas, como tem Oliveiras e Souzas no mundo. Lá na minha escola as duas professoras Marisas que eu tenho, as duas são oliveiras, dá uma confusão! Vovó: É Pedrinho, Parecido com isso sim! É que a maioria das palavras que existem, tenha acento ou não, são paroxítonas. Pedrinho: Que interessante, vovó Benta! Vovó: É assim, Pedrinho! Paroxítonas vão / ter acento se são/ Terminadas com as letras/ que agora virão/ l, n, r, i, is, x/ um, uns, ã, ão, ãos / ps, ditongos/ Prestem bem atenção. Pedrinho: Adorei, vovó! “Di novo”! Quero aprender para ensinar meus amiguinhos. (Cantam novamente, juntos e dançando) Paroxítonas vão / ter acento se são/ Terminadas com as letras/ que agora virão/ l, n, r, i, is, x/ um, uns, ã, ão, ãos / ps, ditongos/ Prestem bem atenção! Pedrinho: Olhe vovó! Quanta gente, parou pra ver a gente! Vovó: É mesmo, Pedrinho. Acho que cantamos bem, melhor do que e Maria Cecília e Rodolfo. (Riem) Pedrinho: É sim, vovó! Vamos ensiná-los! Vovó: Boa ideia, Pedrinho! Vamos sim! (Cantam juntos incentivando a plateia a cantar). Paroxítonas vão / ter acento se são/ Terminadas com as letras/ que agora virão/ l, n, r, i, is, x/ um, uns, ã, ão, ãos / os, ditongos/ Prestem bem atenção. Pedrinho: Vocês, gostaram? (Espera a plateia responder). Vovó: Eles gostaram! Desse jeito Pedrinho, vamos fazer mais sucesso do que o MC Livinho. Pedrinho: Eta, vovó! Só você, mesmo! (Rindo). É vovó se os professores ensinassem como você eu aprenderia tudo. Eles mandam a gente decorar fonemas, ditongos, gerúndio... Vovó: Gerúndio!!! Não diga Gerúndio, tive um namorado chamado gerúndio. Pedrinho: Não falamos mais, vovó. Vovó: Fica suave! Meu netinho, não vou entrar em detalhes! Pedrinho: (Com a mão na boca disfarçando) Ainda bem, se alguém do SESI escuta, vou ficar zoado. Mas o que são fonemas, vovó? Vovó: Então, Pedrinho, fonemas representam o som das palavras ao pronunciarmos, letras são os códigos criados para representar esses sons que são os fonemas. Pedrinho: E ditongos são encontro de vogais que ficam juntas, os hiatos as vogais se encontram na palavra e se separam. (Emília aparece e fica expiando Pedrinho com a vovó com ar de deboche e inventando uma travessura). Entra e fica de lado ouvindo. Tia Nastácia: (Secando as mãos) Sinhá, o sinhá! Pare com essa cantoria e venha até aqui! Vovó: O que foi, Nastácia? (Tia Nastácia aparece e diz): Melhor, ir na cozinha comigo, pois tio Barnabé pegou um saci e prendeu na garrafa. E eu tenho medo de saci, cruz credo! Vovó: E Tia Nastacia!!! Saci é só folclore brasileiro! Tia Nastácia: Não entendo desse tal foque lóre. Só sei que o saci tá lá na garrafa! Vovó: Vamos Anastácia, vamos ver isso! (Saem) Pedrinho: Eu dou uma estilingada no saci e faço ele meu escravo. Deixa essa garrafa dando sopa, tio Barnabé, que esse pestinha, vai ser meu escravo. Emília: Deixa de bobeira, menino! Eu vi, você e vovó numa cantoria só, de aulas de gramática, com tantas regras. Por que, em vez de estarmos aqui a ouvir falar da gramática não havemos de passear no país da gramática? Pedrinho: Que bobagem, Emília! Como você é uma boneca tonta! Esse país não existe e nunca existiu! Emília: (bravinha) Existe sim! O rinoceronte até se propôs a nos levar até lá! Pedrinho: Duvido! E dou o dó! Só acredito vendo! Emília: Ah é, seu Pedrinho!!! Narizinho, Narizinho!!! Narizinho: O que foi, Emília! Emília: Vamos fazer uma viagem para o país da Gramática. Narizinho: País da gramática!!! Eu quero ir. Nem sei onde fica, mas eu quero ir sim! Adoro ler livros, adoro ouvir as histórias da vovó Benta. Adoro as histórias dos autores brasileiros. Pedrinho: Já sei que vai dizer que Monteiro Lobato é seu preferido porque criou essa boneca feia de pano. Emília: (chamando Pedrinho para Briga) Feia só que não! Linda, para seu gosto. Narizinho: (Separando os dois) Parem com isso! Visconde: O que é esta confusão, novamente, Emília e Pedrinho? Parem com isso! Sejam educados! Pedrinho: Essa boboca, disse que existe o país da gramática, Visconde. Visconde: É seu Pedrinho, se realmente existe eu não sei! Mas se existir, deve ser um país fascinante com muitos livros, autores, imaginação, sons. Provavelmente com muitos livros de diversos gêneros: contos, fábulas, crônicas, regras gramaticais, sons... Enfim tudo que a língua portuguesa e suas generalidades pode nos oferecer para as mais diversas comunicações, sejam verbais ou não verbais, imaginarias ou reais. Pedrinho: Ai, Visconde, até você vai acreditar nesta boneca de pano! Emília deve ter sonhado! Emília: Eu não sonhei! Então, você vai ver, se não existe! (brava). Rinoceronte, rinoceronte! Rinoceronte lindo, cadê você? (Rinoceronte entra correndo): O que foi linda boneca? Emília: O Pedrinho, esse sarnento, não acredita que existe o país da gramática! Rinoceronte: O Pedrinho desconfiado, existe sim, é um lugar fascinante, cheio de vida, livros, personagens. Vamos até lá? Visconde, Narizinho: Oba!!! Vamos logo! (Saem). Vovó: (Entra correndo na sala). Ei, a onde vocês vão? Visconde: Vamos ao país da gramática, Dona Benta! Vovó: Uma vírgula, vocês vão? Não!!! Eu também vou com vocês! Vovó: (Grita): Rinoceronte, rinoceronte, lindo, volte aqui! Rinoceronte: O que foi linda, boné..., (assustado) digo, velhinha! (Vovó monta no rinoceronte e diz): Leve-me ao país da gramática, pois vou junto! Rinoceronte: É pra já! (Dá de sair). Vovó: Espere, rinoceronte!!! Quero que você saiba que já fui uma linda boneca, embora não pareça. Vamos rinoceronte! Vovó: IUPI!!!! Lá vamos nós! (Saem). (Entram Tia Nastácia e Tio Barnabé)... Barnabé: A onde eles vão com tanta pressa? Tia Nastácia: Deve ser mais uma das travessuras da Emília. Desde que costurei e fiz aquela boneca para a Narizinho, cada dia é uma aventura no sítio! Tio Barnabé: Isso é bão! Pelo menos as crianças se divertem e dão asas para a imaginação! Criança tem que brincar, viver, sonhar, subir na árvore. Tia Nastácia: Mas as crianças do sítio fazem tudo isso! Fora as história que a Dona Benta conta presle. Uma mai bonita do que a outra. Os livros são uma beleza. Como eu gostaria de ter aprendido a ler, tio Baranabé. Mas na minha época, leitura, livro, escola, não era pra todo mundo, não! Tio Barnabé: Tem razão, Nastácia. Essa criançada de hoje que é feliz! Na minha época com 7 anos, invés de ganhá um livro, ganhava uma enxada pra mor di trabaia. Ah, se tivesse a chance deles hoje. Ia ler tudo os livro que tem na biblioteca. Tia Nastacia: Mai o cê ainda tá com esse tar de saci na garrafa? Num creio! Mió o cê joga fora essa garrafa! Vai que exista memo e ele saia daí e apareça! Eu tenho medo desse pestinha! Tio Barnabé: Calma, Nastácia. Que exeste, exeste, Mai num fai mal não! Ele só gosta de apronta alguma, como: Fazer trança nos cavalo, reza os mio de pipoca pra vira piruá! Nastácia: Vamo pará com essa história e vamo lá na cozinha, que quero fazer uma baciada de bolinho. A hora que essa turminha chega, vai tá todo mundo morrendo de fome. (Saem) (Passa o saci , morrendo de gargalhar , olha para a plateia e diz): Esse tio Barnabé é uma figura! Pensa que eu tô preso na garrafa. Kkkkkk TROCA O CENÁRIO (A turma chegando e observando o país da gramática...) Pedrinho: Não vi nada de interessante até agora! Emília: Cala a boca, seu menino chato! Vovó: Parem os dois! (Caminham com medo.) Narizinho (entusiasmada e curiosa, ouve sons e diz): Que zumbidos são esses? Emília: Sons orais soltos no espaço! Aqueles produzidos pela boca! (Entram uma de cada vez as letrinhas, dançando e repetindo AAAAA EEEE E, IIIIIII, OOOOOOO, UUUUUUUUU!!!). Narizinho: Que sons orais nada, isso são letras! Rinoceronte: Primeiro há os sons orais quando você fala! Depois vem as letras para representar esses sons! Emília: Isso mesmo! Os sons fundem-se adiante formando as sílabas! Visconde: As sílabas formam as palavras. Ouça Narizinho! Os sons estão começando a juntar-se! (Sons são reproduzidos: BÁ, Bé, Ma, la, lu, li, Xa, bo – ne - ca.) Narizinho: ( Muito encantada) É mesmo! Até ouço uma sílaba mais forte em cada palavra! Emília: Essa sílaba chama-se Tônica! Narizinho: (bem entusiasmada): O mesmo nome da mãe de Pedrinho! Narizinho: Não, boba. Mamãe chama-se tonica e a Emília está falando em sílaba Tônica. É muito diferente! Visconde: É crianças, os gramáticos falam com palavras rebarbativas, são amigos de nomenclaturas. Eles dividem as palavras quanto à sílaba tônica em: Oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas! Emília: Isso eu já aprendi! Quando a sílaba tônica é a última, a palavra é oxítona! Narizinho: Que confusão! (Pulando) Bastava dizer que o tal acento cai na última, na penúltima e antepenúltima. Dava na mesma e não enchia a cabeça da gente de tantos nomes feios! Pedrinho: Calma, Narizinho! A vovó tem um jeitinho especial para fazer a gente lembrar de tudo isso! Narizinho: É verdade, vovó! Por que a senhora ainda não me ensinou? Vovó: Porque você não tem dificuldades de aprendizagem, minha netinha! Consegue aprender tudo na escola! Pedrinho: Eu também aprendo tudo, vovó! Vovó: Verdade, mas precisa dar uma reforçadinha em casa! Visconde: É dona Benta, tem razão, sempre é bom dar uma estudada extra em casa. Ajuda a reforçar o aprendizado! Pedrinho: É isso aí, Visconde! Sou um menino muito esperto e estudioso, reforço em casa o que aprendo na escola! Emília: Só que não!!! Visconde: ( segurando Dona Benta pelo braço e andando) Dona Benta, como é fabuloso o país da gramática. Olhe, quanto conhecimento naquela sala, denominada biblioteca! Dona Benta: Realmente, Visconde! Foi uma ótima ideia da Emília ter vindo até aqui! Visconde: Aquela biblioteca, armazena conhecimentos de uma vida inteira! Dona Benta: Sobre todos os assuntos! Políticos, históricos, culturais, literários, curiosidades... Enfim reúnem, passado, presente e até previsões futuras! Visconde: Tenho vontade, Dona Benta, de ficar por aqui! Dona Benta: Mas não pode Visconde! Falando nisso, Visconde, já está ficando tarde! Temos que voltar! Visconde: Verdade, Vamos crianças! Emília: Vamos, então! Mas antes uma perguntinha ao Pedrinho! Eu não disse que existia o país da gramática? Pedrinho: (olhando para Emília, aguardando a pergunta): Dessa vez Emília, vou ter que concordar com você pois além de existir, esse país é muito legal, cheio de cultura. Narizinho: O que é esse livro em sua mão, Pedrinho? Pedrinho: Ganhei da bibliotecária, Dona Darling! Ela é uma moça muito legal. Vou levar para o tio Barnabé! Narizinho: Ao tio Barnabé! Mas ele nem sabe ler! Emília: Já que Pedrinho concordou comigo e gostou muito do país da gramática, vou concordar com ele porque mesmo tio Barnabé não sendo letrado, ele pode ler através dos textos não verbais, formados pelas imagens. Pedrinho: Isso, Emília! Além disso, eu também posso ler a história para o tio Barnabé. Visconde: Boa ação, Pedrinho! Devemos divulgar as leituras, compartilhar com o mundo! Narizinho: Ainda mais sendo saci, tio Barnabé vai adorar! Tem uma mania por saci! Dona Benta: Vamos crianças, vamos voltar! Todos: Vamos, vovó! Vovó: Rinoceronte, rinoceronte, lindo! Cadê, você! Rinoceronte: Estou aqui, linda bonequi... Linda, velhinha! Vovó (Monta no Rinoceronte e diz) IUPI!!!! Ao sítio do Picapau Amarelo! Chegando no sítio.... Crianças: Tia Nastácia, Tia Nastácia! Tio Barnabé! Chegamos, estamos famintos!!! Entram Tia Nastácia e Tio Barnabé.... Tia Nastácia: Que bom, fiz uma fritada de bolinhos de chuva com canela. Estão deliciosos! Crianças: Oba!!! Emília: vamos ver quem chega primeiro? Pedrinho: Claro que serei eu! Emília: Eu vou chegar antes e comer todos os bolinhos! Tia Nastácia: Carma, crianças! Tem bolinho pra todo mundo! Tio Barnabé: (Sorrindo) E posso garantir que os bolinhos da Nastácia, estão de dar água na boca. Uma gostosura! (Entram Todos para a cozinha. Ficam Pedrinho e o Tio Barnabé). Pedrinho: Tenho um presente para o senhor, Tio Barnabé! Tio Barnabé: Um Presente! Mas o que será, Menino? (Pedrinho entrega). Tio Barnabé: Um livro sobre saci! Aquele pestinha! Olha com emoção e alegria. Mas eu... Pedrinho : Já sei que vai dizer que não sabe ler! Mas fique calmo, nunca é tarde pra aprender. E tem mais, este livro é cheio de imagens, a qual chamamos linguagem não verbal. E pelas imagens, vai compreender a história! Tio Barnabé: Estou gostando da ideia, Pedrinho! Pedrinho: E tem mais depois também leio toda a parte escrita para o senhor comparar com a sua leitura visual e indutiva! Tio: Quando começamos? Pedrinho: Daqui a pouquinho, porque agora tenho que correr para não ficar sem bolinhos. (sai correndo). Tio Barnabé: (Emocionado dirige se a plateia) O estudo é a luz da vida! E a leitura são as asas , que nem de um pássaro grandão, capaz de levar a gente, através da imaginação a qualquer lugar do mundo. Se eu tivesse tido a oportunidade de estuda, que tudo os seis tem, eu seria um dotor, muito esperto! Mas não adianta choraminga, porque não tive chance de estudar. Na minha época de escola, a escola não existia para todo mundo. (Secando os olhos com um lencinho). Por isso, escute o conselho de um pobre veio, que gosta do folck lore brasileiro! Valorize a oportunidade de estudar que seus pais te deram, graças ao nosso pai do céu. Pedrinho: Tio Barnabé! Venha vamos começar a ler a história! Barnabé: tchau, crianças! O Pedrinho, vai me contar a história. Tenho que ir, pois quero ler esse e muitos outros. Até a próxima, pessoar. Sai – música do sítio.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Conhecendo os poetas para despertar o poeta que existe em mim

CONHECENDO OS POETAS PARA DESPERTAR O POETA QUE EXISTE EM MIM Autora: Marisa Aparecida de Souza Oliveira Centro Educacional SESI - Bragança Paulista 8º ano do Ensino Fundamental Língua Portuguesa Resumo da Sequência Didática CONHECENDO OS POETAS PARA DESPERTAR O POETA QUE EXISTE EM MIM A sequência resultou do diagnóstico inicial com os educandos de que Língua Portuguesa é “muito chata” e boa parte não gostava de ler. Dado o exposto, o trilhar traça um caminho que visa conquistar os educandos, provocando sensações de prazeres trazidos pela leitura e estudos da língua permitindo reverter opiniões em curso, não se afastando da construção do conhecimento significativo de diversas competências e habilidades. Para tal descobrir autores, poetas e relacioná-los ao nosso mundo, bem como valorizar-se a si mesmo foram fatores essenciais ao alcance de habilidades leitora e conhecedora da língua, resultando em oportunidades de recriação e prazer, gerados por cada interação de grupos, nas descobertas de cada poeta, com ações que permitiram pesquisar, repensar, opinar, refutar e recriar situações. Contextos promissores do emocionar, revelar a vida de autores, descobertas novas, estudar as figuras de linguagem e enriquecer textos, dinamizando as aulas de Língua Portuguesa, permitindo conhecer seu contexto, provocando risos vivenciando personagens, costurando e descosturando textos, descobrindo que todo mundo tem um pouco de poeta, em muitos ainda adormecido. Introdução A vinda para a escola nova e a junção de duas escolas despertou muita ansiedade em todos, conhecer os novos professores, alunos, exigiram momentos de reconhecimento do grupo em todos os sentidos, ao direcionar de um trabalho eficiente, produtivo e interpessoal. Pensando no pedagógico, o diagnóstico inicial, termostato necessário, tornou-se ainda mais essencial ao traçar dos caminhos a serem percorridos em prol da eficiência de um trabalho norteador que obtivesse conquistas. Assim, o diagnóstico inicial, deu asas para o desenvolvimento desta sequência didática, que visou despertar o gosto pela leitura, a descoberta dos prazeres gerados por ela, bem como reverter a ideia de que Língua Portuguesa é “muito chata”. Resultados apurados inicialmente, também em continuar com a sondagem dos conhecimentos prévios . Diante da percepção, em meio a tantos elementos desmotivantes, tinha em mãos, um apoio essencial: gostavam de produzir textos e tal gosto, tornou-se o ponto de partida nas tentativas de sedução em prol do que estávamos “em negativo”. Assim, os conteúdos tinham a missão de seduzir, ser relevante, ter significado, quebrar paradigmas e mostrar quão gostoso são seus prazeres. Partindo destas considerações, relato minhas experiências na tentativa de reverter o final desta história. Justificativa e relevância Dado o diagnóstico inicial, estava diante de um novo desafio: Seduzi-los! A fim de reverter tais gostos. Mas não poderia somente cobrar leituras, levá-los à biblioteca, tornar a língua estagnada, era preciso agir, tornar o educando descobridor. Em meio às inúmeras tentativas e peripécias teria de despertar o prazer pela leitura, mas sem imposições em evidência. Era o momento oportuno para que os educandos conhecessem as essências envoltas à leitura, para sentirem seu aroma, gostos diversos e possibilidades de viagens patrocinadas pela imaginação, a muitos mundos (passado, presente, futuro). Objetivos - Reverter ideias já enraizados; - Conhecer a história da Língua Portuguesa e sua formação. - Otimizar as habilidades de produzir, relacionar, opinar, refutar, oportunizando evidências para que aconteçam naturalmente; - Permitir que os educandos conheçam poetas e autores estabelecendo relações com emoções do próprio educando. Expectativas de Aprendizagem Identificar, compreender e explicar os recursos expressivos intencionalmente registrados pelo autor (adjetivos, advérbios, conjunções, citações, comentários, pontuação, etc.), sabendo utilizá-los em produções textuais. Identificar e distinguir os recursos que organizam e estruturam diferentes gêneros de textos, tanto na oralidade quanto na escrita, analisando a organização textual, o contexto de produção e aspectos linguístico-discursivos dos mesmos: anúncio publicitário, canção, carta de solicitação, carta do leitor, cartum, charge, coluna, conto fantástico, crônica jornalística, debate regrado, dissertação escolar, editorial, notícias, perfil, poema, regimentos, relato de viagem, reportagens, resenha, romance, seminário, tirinhas, trailer, entre outros. Inferir o sentido (literal ou figurado) das palavras ou expressões a partir de elementos presentes no texto e do contexto de produção. Opinar com clareza e coerência, oralmente e por escrito, sobre o texto em estudo, tendo por referências citações do próprio texto, outras leituras e experiências pessoais. Pesquisar, analisar e comparar informações, obras, autores e temas obtidos em diferentes fontes. Produzir textos considerando o gênero textual em estudo, de acordo com sua função, organização textual e aspectos linguístico-discursivos, pressupondo o enunciador, o interlocutor e os meios de circulação, utilizando também os recursos coesivos da oralidade e da escrita. Reconhecer, compreender e distinguir as marcas das variantes linguísticas orais e escritas (de espaço físico, grupo social, faixa etária, grupos profissionais, etc.), sabendo justificá-las e compará-las à variante-padrão do Português do Brasil. Retextualizar os próprios textos, com orientação do professor, adequando-os aos gêneros orais e/ ou escritos e ao contexto de produção (interlocutores, finalidade, lugar e momento em que se dá a interação), observando a coerência e a unidade textual. Socializar, oralmente e/ ou por escrito, as experiências de leitura de formas diversificadas. Metodologias/ Desenvolvimento das atividades Inicialmente selecionei diversas dinâmicas e vídeos que foram utilizadas semanalmente, a fim de possibilitar uma aproximação dos educandos, permitindo perceber parte de suas maneiras, características, costumes, formas de ler e interpretar o mundo e valorização de seu próprio eu e possibilidades de emocionar e olhar para dentro de si. Conquistada a relação interpessoal do grupo, apresentei a eles o texto: Erro de Português, Oswald de Andrade, instigando-os a inferências no texto e estabelecer relações com o passado e a descoberta do Brasil e a implantação da Língua Portuguesa, como idioma oficial do país. Assim mergulhamos na história do Brasil, contextualizando os conhecimentos apresentados pelos educandos informalmente, somatizando-os à pesquisa e análise da Carta de Pero Vaz de Caminha. Para leitura, solicitei o contato inicial, lançando questões de inferência e dedução das situações. Por fim, fechamos o conhecimento com a dramatização da carta e o contato inicial de duas raças distintas. Aproveitei o texto para relacionar a antítese apresentada, ora vestiu, ora despiu e a opinião dos educandos diante da narração, aproveitando para sondagens de argumentação, em debate e artigos de opinião. Em sequência, chegou a hora de dissecar o mapa do Brasil relacionando-o aos povos que imigraram e deram a miscigenação das raças. E assim evoluímos a análise e formação da Língua Portuguesa e influências dos índios, portugueses e negros. Propus que pesquisassem sobre seus antepassados e descendências. Vibrações surgiram com as socializações. Aproveitei para lançar algumas questões sobre a língua para pesquisa e socialização, somadas a pontos de vista pessoais que deveriam ser colocadas na roda de conversa. Uma conversa dinâmica e descontraída, resultou-se, além de relações entre passado e presente, onde tiveram que escrever sobre as descobertas do Brasil nos dias de hoje, sendo eles os descobridores que relatariam a alguém as descobertas, uma retomada do gênero epistolar e sondagem do conhecimento. As variações da Língua e suas evidências foram comparadas entre uma região e outra, aproveitei para relacioná-las com os baianos, nordestinos, gaúchos, políticos de Brasília, carioca, paulistas, mineiros, e até com os sotaques da região bragantina e as raízes dos antepassados. Dada a pesquisa, contei com monitores da sala no desenvolvimento da atividade, que dramatizaram as situações de diversas maneiras e criatividade para o restante das turmas. A aproximação entre língua, professor e alunos começava ser costurada. Os primeiros manifestos de que a língua portuguesa parecia interessante começaram a germinar. Chegara a hora de desafiá-los a descobrir quem foi o maior “poeta da língua portuguesa”. Chegamos em Camões, orientada pelas descobertas, criei situações dramáticas para recontar a biografia e história do poeta, colocando novidades no meu blog que divulguei a turma. Procurava enfatizar a parte mais interessante da história, a fim de que ficasse para a aula seguinte. Ao final do dia, muitas visitas registravam-se no blog. Avaliação de que a sedução agora regada estava a brotar. Em meio ao traçado, perceberam minha paixão por Camões, resultando em interações bem agradáveis que provocaram muitos risos e comparações. Introduzi o conhecimento da biblioteca no último capítulo de Camões, a fim de que o acervo da biblioteca fosse explorado. Assim os sonetos de Camões passaram a ser trazidos pelos educandos à sala de aula. Criamos dentro do projeto de Olho na Notícia, seguido diariamente pelos educandos, o de Olho no poeta, em que biografias eram pesquisadas e perfiladas. Aproveitei para relacionar ao gênero perfil, através de propostas do material didático: (Movimento do aprender, 8º ano, Ensino Fundamental). Todos os dias, um soneto de Camões era explorado, alguns quanto à estruturação, outros quanto aos dizeres, inferências. Situações polêmicas da vida do autor passaram a ser temas para questões opinativas, artigos de opinião e debate, pinceladas de sondagens sobre o Gênero e aprofundamentos com a abordagem do capítulo: Tomar partido por inteiro, em (Movimento do aprender, 8º ano, Ensino Fundamental). Na sequência foi a vez de Shakespeare, leitura de poemas, biografia contemplada, dramatização de Romeu e Julieta, em sala. Passei a utilizar os sonetos, obras em evidências para contextualizar os conteúdos semânticos e sintáticos necessários. Chegara o momento de possibilitar o caminhar sozinho. Na biblioteca, propus que elaborassem um lista de poetas que gostariam de dissecar. Completa, dividimos entre as quatro turmas os nomes levantados. Na biblioteca e LIE, as novas descobertas floriram, trazendo o aroma de que a essência da leitura estava a exalar. Estudamos as fases de um seminário, a fim de que os poetas em estudo fossem conhecido por todos, através deste gênero oral. Uma possibilidade de destacar que a língua também está presente na oralidade. Enfim no dia a dia. O produzir texto, elemento motivador, era regado constantemente, pois o poeta tal escreveu assim, o que ele quis dizer? Podemos também escrever assim? Vamos tentar? Enfoque na Linguagem conotativa e suas figuras. Entre os diversos poetas/ autores que subsequentemente foram perfilados, chegamos em Cora Coralina e seus bonequinhos e assim reinventamos tais bonecos, despertando o poeta que existe em cada um de nós. Conclusão A intenção desta sequência foi reverter uma história infeliz entre alunos e elementos da Língua Portuguesa, em especial, gosto pela leitura. Para tal, o destino traçado foi aproveitar-se de artimanhas didáticas para seduzir, subsidiados pela significação e contextos. Assim, as aulas de Língua Portuguesa, no contexto do parágrafo anterior, por sua vez, teria de colocar em prática a sua magia e exalar-se pelo ar, permitindo que os educandos compreendessem e inferissem em situações dos primórdios aos dias de hoje. Mil aromas, cores, sabores, sons, poetas, lirismo... A essência poética permitiu que a emoção revertesse gostos e tomasse conta da alma permitindo lirismo, mas também sustentar opiniões. O Percentual alto de que Língua Portuguesa e leitura é muito chato, deu espaço aos prazeres e habilidades de transformações, Comprovando que o happy the end, ainda existe. Referências bibliografias BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa/Secretaria de Educação. Fundação Brasília, 1997. CEREJA, Willian Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens 1. São Paulo, Ed. Atual, 2008. MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. SESI – SP. Referenciais Curriculares da rede SESI – São Paulo: SESI, 2003 CD – ROM. SESI-SP. Serviço Social da Indústria. Movimento do Aprender. 8º ano, Língua Portuguesa. São Paulo,1ª edição, 2010.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conscientizando o praticante de atos violentos na escola a não mais praticá-los.

Proposta de Conscientização Realizar uma pesquisa sobre o tema: “Violência, eu não devo praticar, pois não sou melhor e nem pior do que o outro, todos somos iguais e temos os mesmos direitos como cidadão na sociedade em que vivemos”. Objetivos: A pesquisa proposta tem como objetivo levar os alunos a refletir sobre as diversas formas de violência que acontecem na escola e procurar meios para evitá-las, uma vez que foi praticante da mesma, gerando agressões físicas ou verbais a outrem. A violência na escola traduz-se numa grande diversidade de comportamentos antissociais, seja uma forma de opressão ou de exclusão social, agressões, vandalismo, provocações ao próximo que podem ser desencadeados por elementos da comunidade escolar. Nesta perspectiva, é de extrema importância que os alunos desenvolvam atividades que os conscientizem de tal comportamento. • Iniciar definindo o que vem a ser violência e quais são os tipos de violência. • Enfatizar que ela pode ser física ou verbal, verbalizando exemplificações que levam à prática da violência, como ofender a mãe do colega, usos de palavrões, entre outros. • Citar os exemplos de violência frequentes em geral, podendo abordar outros contextos da sociedade, em que ela se faz presente. • Considerar que deve se ter cuidado com as brincadeiras, pois muitos atos violentos advêm das tais “brincadeirinhas” que começam bem e terminam mal. E quando se percebe o pior já aconteceu e não há como inverter a situação gerada. • Definir o que vem a ser escola e seus espaços e quais são as atitudes esperadas pelos envolvidos no âmbito escolar, enfocando como deve ser as atitudes do aluno neste contexto para que, realmente, o papel da escola “educar e conduzir o aprendizado” possa ser respeitado. • Mostrar e elencar as situações que levam a violência a acontecer dentro da escola. Fazendo uma lista das situações e assim possa permitir que outros educandos visualizem e reflitam antes de virem a colocá-las em prática. • Elencar através de uma lista atitudes de bom gosto e educação, que evitarão desentendimentos que venham a se transformar em agressões. • Definir o que é respeito. • Elencar uma lista de situações, boas maneiras e comportamentos que representam atos de respeito. • Comentar que vivemos em sociedade e que para qualquer espaço público existem regras que devem ser respeitadas para que todos os cidadãos possam ter o direito de ir e vir, como consta nas leis dos direitos humanos, sem sofrer banalizações, desrespeitos, discriminações, bullying entre outros atos que gerem ofensas ou agressões físicas, verbais, ou psicológicas. • Aproveitar para garantir que a escola é um dos espaços da sociedade composto por regras que devem ser respeitadas para garantir o direito e igualdade de todos. • Deixar claro que a escola, por excelência é o local dedicado à educação, à socialização da criança e do adolescente, e que não se deve transformar-se em cenário de agressão, autoritarismo e desrespeito mútuo. São lições que jamais poderiam ser praticadas neste espaço. Orientações: Realizar a pesquisa e organizá-la para ser apresentada aos demais educandos, atentando para que o tema seja garantido e possivelmente praticado pelos demais alunos do âmbito escolar. Afinal, “ violência, eu não devo praticar, pois não sou melhor e nem pior do que o outro, todos somos iguais e temos os mesmos direitos como cidadão na sociedade em que vivemos”. Na apresentação a ser exposta através de palestra, você poderá utilizar instrumentos variados, como: vídeos, slides, Power Point, músicas, entre outros recursos que julgar necessário. Por: Marisa Aparecida de Souza Oliveira